Tag "Diogo Martins"

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Crónica Cultura Sociedade

Dar Coisas aos Nomes | Quem da pátria sai a si mesmo escapa?

    1. Há uma ideia solenemente repetida, e com profunda e misteriosa razão (dessa que nem a própria razão entende), de que os poetas e os artistas nunca interpelam

Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Um osso exposto fractura quem o vê (Caderno da Residência, nº 3)

    2 de Agosto, Montemor-o-Novo / 5 de Agosto, Nine (15:16)   A explosão nuclear na cidade de Beirute impressiona-nos por um terrível efeito de corroboração: a imagem do

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Equívocos, dissensos, desvios (Caderno da Residência, n.º 2)

    1 de Agosto, Montemor-o-Novo (tarde) Galerias, museus, salas de espectáculo – espaços afins nunca foram propriamente a minha praia. Não por desinteresse, muito pelo contrário: os objectos artísticos,

Cultura

Dar Coisas aos Nomes | A fundar distâncias (Caderno da Residência, n.º 1)

    27 de Julho, Montemor-o-Novo (16:40) As coisas acontecem. É uma frase banal, banalíssima, sem aparente motivação interior para demais desdobramentos e indagações. Dizemo-la sem agravo, sem pudor, sem

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | António Barahona: outra vez um menino já depois de velho

    É dia da criança, tudo sol e passarinhos, com as devidas distâncias sanitárias. Há que imaginar grandes relvados abertos, um pouco de água brilhando ao fundo, muitas árvores,

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | O bulldozer do humanismo (apontamentos para nada)

    1. “Há um esgotamento em todos os começos. As coisas ligam-se umas às outras por cansaço” (Rui Nunes, O Anjo Camponês, 2020, p. 30). 2. “[…] uma resposta

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | O direito ao segredo: lendo José Carlos Soares

    A tosse pequena de um deus Por estes dias, qualquer livro que se leia, filme a que se assista ou meditação que nos assalte parece ver escorregar-lhe o

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Sermos dignos do que nos acontece

    Por estes dias, o imaginário milenar em torno do fim do mundo tem sido, uma vez mais, reacendido pelo êxtase negro da pandemia. Lê-se A Peste, de Camus,

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Uma inocência furiosa: George Steiner (1929-2020)

    “Em que tempo lectivo, de que pedagogo destroçado ou irónico, ou mesmo vagamente corrupto, terei ouvido a citação de Paul Éluard, le dur désir de durer («o duro

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Deita o livro fora e lê

    1. Foi há quase seis anos. Numa daquelas errâncias pela biblioteca de Castelo Branco, dei de caras com um surpreendente gesto de indeterminação literária. Um livro de Rui

Agenda Sociedade

Natal | Um brinde à amizade antes da Ceia – Crucis Gole

    O que começou por ser uma simples e aluada brincadeira entre amigos tornou-se, ao longo dos últimos dez anos, o embrião de um momento tradicional na comunidade ninense.

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Cansado de abrir um livro e encontrar o paraíso

    Devo à biblioteca municipal de Castelo Branco o ter descoberto o primeiro livro que li de Rui Nunes. O título, desde logo perturbador, Que sinos dobram por aqueles

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Do amor que os burros não entendem

    Jorge de Sena (1919-1978) não consentiria, decerto, com os laivos de impressionismo na abertura deste texto, tendo ele sido um porta-voz do rigor em tudo quanto mereceu a

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Nada de narrativas

    “[…] a precisão da indecisão, isso é a literatura” (página 170, revista Electra, Alexander Kluge). Invejo saudavelmente o uso dos deíticos, esses relâmpagos certeiros que sabem dividir o

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Lições de amadorismo a partir de ‘Dois Homens em Manhattan’

    Isto podia ser, tão-só, um abono de verdade a favor dessa misteriosa conspiração de coincidências, cosendo ligações insuspeitas entre as coisas e retirando daí a manigância de me

Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | Mozart, McEnroe e o demónio das imagens

    “O cinema mente; o desporto, não”. É com esta citação de Jean-Luc Godard que se abre o documentário John McEnroe: O Domínio da Perfeição (Julien Faraut, 2018), um

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | O inferno somos nós

    Elizabeth Moss não tem um papel fácil em Her Smell (2018) – e confesso ter demorado algum tempo até conseguir perceber o grau de exigência do seu desempenho

Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | A vida numa boa (ou seja, o cinema)

    Aconteceu-me rever esta semana o filme Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola, o épico de guerra sobre o Vietname que atualiza o Coração das Trevas, de Joseph Conrad,

Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | Perturbar a ordem, corrigir o destino: era uma vez Tarantino

    “Tenho de matar uns canalhas”, diz amiúde a viúva negra de Kill Bill, no primeiro de dois filmes de Quentin Tarantino, refulgindo de humorosa vingança nas várias poças

Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | Desaparecer o mais discretamente possível (com quatro livros)

    “Sempre me faltou a auréola do santo, e só com ela se pode triunfar na literatura”, confessou Robert Walser, criador de anónimos e, como estes, ele próprio um

Crónica Sociedade

Dar | 25 anos de Escutismo em Nine

    “Há muitos anos, sob o luar, um rapaz olhava o vermelho das chamas dançando.” É assim que começa o âmago do imaginário pelo qual serão norteadas as atividades

Cultura Destaque Sociedade

Entrevista | Laço estreito. À conversa com o ator João Veloso

    Um brevíssimo poema de Sandro Penna, poeta italiano, para quebrar o gelo: “Caminhemos, caminhemos desesperadamente / juntos na noite profunda / e leve e aveludada do Verão”. E,

Crónica Cultura Sociedade

Dar Coisas aos Nomes | Os mortos expulsam-nos de qualquer regresso

    O noticiário abre com a fotografia de dois cadáveres, Oscar e Valeria Ramírez, pai e filha, afogados no Rio Grande, fronteira entre o México e os EUA, onde

Arte Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | A brutalidade da minúcia: instantâneos a partir de Rui Nunes

    [luz] Há palavras que irradiam uma “luz malevolente” (A Boca na Cinza). Uma malignidade luminosa é aquela que desapropria um corpo, um objeto, um lugar, um livro, da