Diogo Martins

Dar Coisas aos Nomes | Deita o livro fora e lê

Dar Coisas aos Nomes | Deita o livro fora e lê

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1.

Foi há quase seis anos. Numa daquelas errâncias pela biblioteca de Castelo Branco, dei de caras com um surpreendente gesto de indeterminação literária. Um livro de Rui Nunes – por sinal, o primeiro que li dele, intitulado Que sinos dobram por aqueles que morrem como gado – surgia na prateleira da literatura portuguesa, dois pontos, “outros géneros”. Outra coisa, portanto, para lá do romance, do conto, da poesia, ou do ensaio. Talvez anfíbio, meio mutante. Talvez familiarizado com o espírito desta alucinação: como um naco de carne fatiado à medida para que a linguagem, essa insuperável higiene, mostre o cheiro a podre, com varejeiras. “Ver é estranhar”, lê-se ao arranque. É curioso que ainda lá esteja, que nem meia dúzia repare no livro ali metido, solitário, quase impercetível. Gume discreto de faca onde se anuncia, mais do que a leitura, uma experiência, um assalto. Porque ninguém pega em Rui Nunes (e é importante dizer que se pega nele, porque é de corpo esta leitura) para se alienar da vidinha. É antes para afundar-se nela, nos seus ínfimos horrores, na doença que se apanha assim que nos põem no mundo e as palavras parecem exceder as coisas, tagarelas, espúrias, expropriando-nos de nós.

Outros géneros. Por exemplo: fome, líquen, asma, grito, merda.

 

2.

No dia 11 de Janeiro de 2020, teve lugar na Fábrica da Criatividade, em Castelo Branco, o primeiro encontro de todos os envolvidos no projecto Rastro, Margem, Clarão. Com este projecto, a associação Terceira Pessoa tornou-se na primeira estrutura de Castelo Branco a receber um apoio sustentado pela DGArtes (Direcção Geral das Artes) para o biénio 2020/2021, na área dos cruzamentos interdisciplinares, um terreno que lhe tem sido caro e fértil desde a sua criação, em 2012.

Rastro, Margem, Clarão parte do universo literário de Rui Nunes (n. 1947) e constitui um convite à exploração desse universo. Lendo-o, antes de tudo o mais, e ampliando os horizontes do que uma leitura pode ser. Para tal, reuniu-se um colectivo de actores, fotógrafos e ensaístas, com o objectivo, tão-só, de cada um se sentir provocado do ponto de vista crítico e criativo, experimentando a escrita de Rui Nunes ao longo de 2020. Os actores: Ana Gil e Nuno Leão, Óscar Silva e Filipa Matta, Miguel Moreira e Maria Fonseca. Os fotógrafos: Rui Dias Monteiro, Susana Paiva e Valter Vinagre. Nos ensaios teóricos: Eunice Ribeiro, Vítor Ferreira e eu. Deste modo, o projecto colectivo começa desde logo por ampliar, desdobrando-o, o plano de trabalhos relativo ao meu terceiro ano de pós-doutoramento, cuja pesquisa parte precisamente da obra de Rui Nunes e das possibilidades auto-retratísticas que aí se entrevêem: representações do eu quando este, numa situação de limite, se assume como “sobras de tudo o que sobra”, apenas “traços, imagens, relâmpagos” (in Baixo Contínuo, 2017). Ou seja: que representações, que eu?

Quando acima, na introdução, interrompia o devaneio para singularizar a questão da leitura como um gesto físico (o “pegar” em Rui Nunes, cuja metonímia parece tornar evidente como a linguagem se deixa contagiar pelos usos do corpo), estava já a consolidar a grande promessa que, pessoalmente, entrevi (e continuo a entrever) nos trabalhos conjuntos deste Rastro, Margem, Clarão. A promessa de conhecer a leitura de um autor que me é caro e urgente pelos olhos, voz e demais corpo de outros intervenientes. Outros, além de mim. A promessa, portanto, de estranhar os próprios textos que têm sido o centro da minha investigação.

O meu maior receio no meu trabalho é não perceber quando a força do hábito e um conjunto minimamente coeso de pré-conceitos acabam por embotar num mesmo ritmo. No caso da escrita de Rui Nunes, esse receio passa por treinar a tal ponto o que na sua obra há de informe, disforme, obsessivamente indomesticável – as ruínas, a sintaxe, a morte, o trauma, o horror de Auschwitz, o rasgo fotográfico das imagens –, que o efeito de surpresa se torna um lugar-comum. Mesmo diante do mais inesgotável dos textos – e os de Rui Nunes constituem exemplo desse tumulto não apaziguável –, a dedicação semanal e disciplinada aos ossos deste ofício (com a solidão que isso acarreta, mas sem a qual desaparece a leitura tal como a vejo e tal como dela preciso) pode tender a exaurir o efeito de choque nestes livros, a limar o que neles há de arestas cortantes, a drenar vampirescamente o que aí corre do lado avesso da luz. O seu sangue, o seu segredo. O direito a esse segredo, à sua inviolabilidade. Como leitor, e particularmente leitor de Rui Nunes, transgredir o pacto secreto desta inviolabilidade teria como consequência qualquer coisa parecida com o que outro poeta, também pouco dado aos sortilégios dos rodízios literários, descreveu com amarga ironia como a forma de acabar “esquecido”, num poema intitulado, justamente, “Posteridade”: “[…] Então / meu nome começará aparecendo / nas selectas e, para tédio / de mestres e meninos, far-se-ão / edições escolares de meus livros. / Nessa altura estarei esquecido” (Rui Knopfli, in Uso Particular, ed. do lado esquerdo, 2017).

Mitigar os efeitos desta forma de esquecimento – como se Rui Nunes se tornasse, para mim, pouco mais que uma lista de “temas e motivos” às avessas, destinando-se à ruminação em papers e colóquios académicos – tornou-se, desde logo, como a promessa mais desafiante deste projecto conjunto. E o que sucedeu na noite de sábado, nesse dia 11 de Janeiro, a partir das 21:00, foi o abrir desse horizonte de possibilidades: uma conversa-performance aberta ao público.

No auditório, cadeiras dispostas em círculo. No centro, espalhados pelo chão, um número considerável de folhas, viradas do avesso; do outro lado da superfície visível, voltadas para o chão, as palavras de Rui Nunes, citadas a partir de todos os seus livros. Era este, portanto, o dispositivo. Entrava-se, sentava-se, esperava-se que alguma coisa acontecesse. Quem veio conhecia somente a sinopse na agenda cultural da cidade: um convite para uma “leitura participativa de textos de Rui Nunes”, sob a intenção da Terceira Pessoa em “praticar a potência do encontro”.

Alguém haveria de iniciar a leitura, de fazer uma piada, de quebrar o gelo. E, na verdade, aconteceu um pouco de tudo. Sem guião, leu-se Rui Nunes, dramatizou-se Rui Nunes, excedeu-se o âmbito mais elementar de uma leitura, cuja densidade, em determinadas passagens, exigiria de nós uma demora intransigente e silenciosa. Houve quem (como eu) não fizesse mais do que isto: ler em voz alta. (E como é estranho ouvir em voz alta, até mesmo na minha própria voz, textos tão heterogéneos nas suas convulsões, nos seus ritmos, na respiração que infligem às pausas entre frases, períodos e fragmentos. Como é estranho, sob o olhar dos outros, ouvir-me a mim mesmo, a desfamiliarizar-me com textos que me acompanham profissionalmente desde há três anos). Outros, mais confiantes na afirmação da sua presença, levantaram-se da cadeira, rasgaram as folhas, amarrotaram-nas. (Contei, pelo menos, dois aviões de papel num voo destrambelhado.) Uns deitaram-se no chão e leram. Outros interpelaram o público (e o público ou aderia à interpelação, ou se afastava da cena, construindo a sua própria margem de intervenção: mantendo-se à distância, reivindicando para si o silêncio activo que, segundo Rancière, designa o “espectador emancipado”). Outros dançaram, segredando o texto, tornando os paroxismos expressionais de Rui Nunes ostensivamente performativos, num erotismo suave e distraído de si. A certa altura, um par de vozes sobrepôs-se numa prece profana, enquanto ao mesmo tempo alguém arremessou uma cadeira para o meio do círculo, sem porquê. Apenas uma descontinuidade, o sobressalto contíguo a tudo o que está desligado: porque “[o] que está vivo desencontra: do que está vivo ao que está vivo é um salto. E um salto não liga: entre uns pés que se desprendem e uns pés que pousam” (in Baixo Contínuo, 2017, p. 14). Ao meu lado, alguém estendeu a mão sobre um papel onde se lia, tão-só, esta concentração máxima de ternura e desalento:

 

– amas-me?

– amo-te.

ama-se sempre quando alguém nos pergunta.

(in “Quem da pátria sai a si mesmo escapa?”, 1983, p. 101)

E outros faziam acontecer outras coisas – outros gestos, movimentos, liberdades. A impureza da arte – o que nela resiste de inconclusivo, vertiginoso e dissensual – é o que a torna manifestamente possível, no espaço e no tempo, jogando-se nela (porque é sobretudo de jogos que se trata: jogos de improvisação) o visível e o invisível, a inteligência e a sensibilidade, a certeza dos materiais (lugar, textos espalhados, a sua partilha) e a fruição do acaso – tudo o que, nas realizações artísticas, se passa à sombra dessas realizações, desorganizando-as interiormente, reconfigurando as suas fronteiras (cf. Mario Perniola, 2006). E a coisa estendeu-se por uma hora e meia, seguida de outra meia hora a trocar impressões, ainda a quente, sobre o que foi tudo aquilo.

Se foi um desbordamento de tontarias, uma ofuscação da literatura nunesiana, um método obscuro de (auto)conhecimento, ou uma cena onde o espectador foi inesperadamente convidado a suspender uma lógica de compreensão e a conceber experiências inconcebíveis, a transgredir, talvez, o que desconhecia como os seus limites – não sei, não faço ideia. Mas chega a ser tentador ler o que se segue, retirado de um dos primeiros livros de Rui Nunes, como se tivesse sido escrito no decorrer desta conversa-performance: “(ao reler o que escrevi, vejo que há palavras que se repetem e impõem um ritmo que eu não pressentira, são erráticos signos da memória que procuram o mais febril lugar do corpo para habitar: a periferia onde, soletrado, me destruo.)” (in Sauromaquia, 1986, p. 64). Isso que, no seu último livro, o autor nomeia como “a alegria da deriva” (in Suíte e Fúria, 2018).

 

3.

“as pessoas rodeiam-no, algumas perguntam: que vem a ser isto? outras dizem: não percebo nada do que fala, e acrescentam: mas é bonito”. Arrancada ao seu contexto específico, esta passagem de Cães (1999) pode facilmente ser pensada à maneira do fractal, na geometria não-euclidiana: a pequena parte que irradia o todo, tal como o floco de neve, à medida que vai sendo ampliado, preservará em si a forma anterior, contendo infinitamente todos os flocos de neve. Deste modo, a pequena frase condensa o efeito desarmante desencadeado pela leitura de Rui Nunes: que vem a ser isto? Eis a dúvida do leitor à medida que as páginas avançam e, fragmento a fragmento, destroço a destroço, vão tornando mais evidente um modo singular de literatura e vida se mostrarem solidárias uma com a outra no seu irredimível desamparo.

Não se percebe nada do que escreve Rui Nunes, se formos para os seus livros em busca do que nos escapa na vida de todos os dias: respostas às grandes inquietações de sempre, Deus, o sentido disto e daquilo, lições dignificantes com os erros da História e ademais pedagogias. Ou, no mínimo, se nos debruçarmos sobre os seus livros munidos da esperança de neles vermos acontecer a “literatura”, com a sua voz eloquente puxando o brilho à grande abstração dessa palavra, à esclerose que nela o brilho esconde.

Não perceber nada poderia, desde já, ser elevado a um modo de frequentar certos textos, sentidos como emboscadas. A escrita de Rui Nunes, feita com a desconfiança que o autor nutre pelas palavras com que compõe os livros, não prescinde desta evidente contradição: cada palavra escrita está onde poderia estar um espaço em branco, deixado vazio, tivesse o escritor feito justiça ao seu “estar-se nas tintas para a literatura” (dito pelo autor numa entrevista, que mais abaixo referencio). E estar-se nas tintas para a literatura constitui, não obstante, um compromisso de tal forma obstinado com as palavras e os livros que, muitas vezes, esse repúdio, em vez de salvaguardar um escritor para coisas mais importantes (não fazer nada é uma delas), lhe custa a própria vida, a saúde, até mesmo a vontade de fazer outras coisas. Um repúdio de tal forma feroz pela mansidão hipócrita em que as palavras escritas fatalmente sucumbem, na elegância e no silêncio da página, que as frases, de súbito, começam a ferver, a tremer, a claudicar. E ficam a restar apenas restos, isto é, o osso quase inequívoco de uma sempre equívoca verdade: “O que resta não é o que sobra, o que resta é: / a coisa intacta.” (in Armadilha, 2013).

Jorge de Sena, de quem há pouco se fez o centenário mais ou menos a contragosto, comentava a propósito de Rimbaud: “a humanidade, por um criminoso hábito de angelização abstracta, prefere contemplar-se a si mesma nas delícias das obras que não sofreu para realizar” (in O Dogma da Trindade Poética, 1994, p. 49). Esse pathos atravessa justamente a consciência de Rui Nunes em relação àquilo que escreve, e acaba por afectar de igual modo a minha consciência enquanto leitor de quem, entre outras alfinetadas exemplares, me interpela nestes termos: “não me pretendo herói nem levar o permitido às últimas consequências, cago no horizonte onde sou ainda passível de uma definição e no escriba que se proponha inscrever-me no futuro” (in O Mensageiro Diferido, 2004, p. 56). E também assim:

 

o lugar do sentido

(                        ):

o lugar do sentido é para quem frequenta os tratados

e encontra neles a ilusão da eternidade,

é para quem desenvolve sábios argumentos e conversa,

tu cá tu lá, com um Deus que se presta a subtis brincadeiras.

Os outros, esses, revolvem o lixo,

vendem as feridas,

comem sem olhar o pão

e dormem em quartos

cheios do brilho curvo da água,

sob tectos abaulados pela chuva.

(in A Mão do Oleiro, 2011, p. 22)

 

Eis um modo de se resistir à literatura, ao seu feitiço, anestesia ou alienação: sabotar a tentação de contar belas histórias (com moral à vista, empatia, catarse, sendo cliente assíduo desse “lugar do sentido”, onde se “conversa / tu cá tu lá, com um Deus que se presta a subtis brincadeiras”). Mais: pôr as frases umas contra as outras, obrigar cada palavra a mostrar o que ela pretende esconder na infindável tagarelice dos seus usos comuns: “as feridas”, a fome, a pobreza. Desinvestindo a grandiloquência retórica da sua pressuposta autoridade, atacando a sentimentalidade barata, fragmentando o texto na procura insaciável de um imediatismo bruto (mas sem que o fragmento redunde numa frivolidade estetizada, como se tirasse proveito da pose subversiva e iconoclasta que marcaria, por exemplo, a expressão das vanguardas artísticas nas primeiras décadas do século XX). Porque resistir à literatura não é desistir dela. É transformar essa desistência – o seu recuo, a imagem da ausência, a desaparição do texto e do seu autor – numa obstinação que se presentifica seja num grito de protesto, seja em literatura. O que implica, por sua vez, um conhecimento profundo acerca da coisa literária, das suas convenções, dos seus tiques, dos seus clássicos, dos caminhos a evitar. Demonstrando, sem falsos pudores, um imenso amor àquilo que se faz.

Resiste-se, precisamente, escrevendo letra a letra a agrura dessa resistência, trabalhando nessa ilusão, convicta (mais ou menos) de que o não é, mas sem a qual se compromete a liberdade espiritual que é o imo de qualquer tipo de criação artística. E, voltando à citação de abertura, a fúria dessa convicção – este escrever contra a própria escrita, fazendo-a implodir, espaçando-a no corpo da página, dando ao silêncio uma legibilidade –, por mais inteligível que nos pareça, comporta um elemento de beleza (essa palavra que Rui Nunes não suporta). A beleza, precisamente, do que não se deixa agarrar pelos nossos catálogos e nomenclaturas. A beleza do que nos dizem ser impróprio de ser belo. Do que é inesperado ou acidental. De tudo aquilo que não perdoamos, de tudo o que nos trai. A beleza dessa coragem, desse desassombro.

Mesmo o melhor mapa da cidade não prevê que nos deixemos contaminar pela indeterminação – e fazer disso um caminho. E mesmo os livros, como os de Rui Nunes, que nos mostram as figurações mais inamovíveis do desamparo e da desagregação – o flagelo do abandono, paixões dilaceradas pelo incomunicável dos afetos, o nojo xenófobo perante o outro, a perfídia das bandeiras, dos hinos e das pátrias, com o lastro de sangue que fingem não notar, escombros de guerra, cadáveres empilhados, a morte definitiva de Deus – não podem impedir-nos de ver nelas, ou a partir daí, uma estranha forma de beleza. Beleza, fascínio, inquietação – é de palavras, é sempre de palavras dispostas em livros que falamos, é sempre por palavras que nos dirigimos às palavras para nelas vermos costas imensamente voltadas contra nós. Como se o seu mutismo, apesar de tudo, nos dissesse: continua, porque ainda não chegaste lá; continua, até perceberes que nunca chegarás a lugar algum que te recolha com a sensação de casa ou destino.

Por outras palavras: “o meu corpo sobrevive na desarmonia, é um corpo contra o olhar de Deus, contra todas as ditaduras, sem história, não sou capaz de histórias, de me internar pelas suas ruas previsíveis e mortas, por isso só consigo viver o presente e o seu terror cheio de exaltação, e assim quero continuar” (in Cães, 1999, p. 174).

E o que fazer com tudo isso? O conselho de um poeta alemão: “deita o livro fora / e lê” (Hans Magnus Enzensberger).

Fotografias: Nuno Leão

 

Referências bibliográficas

Enzensberger, Hans Magnus, Poemas Políticos, tradução de Almeida Faria, Lisboa, D. Quixote, 1975.

Knopfli, Rui, Uso Particular (poemas escolhidos), prefácio de António Cabrita, do dado esquerdo, 2017.

Nunes, Rui, A Mão do Oleiro, Lisboa, Relógio D’Água, 2011.

______, Armadilha, Lisboa, Relógio D’Água, 2013.

______, Baixo Contínuo, Lisboa, Relógio D’Água, 2017.

______, Cães, Lisboa, Relógio D’Água, 1999.

______, O Mensageiro Diferido, Lisboa, Relógio D’Água, 2004.

______, Que sinos dobram por aqueles que morrem como gado, Lisboa, Relógio D’Água, 1995.

______, “Quem da pátria sai a si mesmo escapa?”, Lisboa, Relógio D’Água, 1983.

______, Sauromaquia, 2.ª ed., Lisboa, Relógio D’Água, 1986.

______, Suíte e Fúria, Lisboa, Relógio D’Água, 2018.

______, entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=pb9TfgFqEtk&t=71s.

Perniola, Mario (2006), A Arte e a Sua Sombra, tradução de Armando Silva Carvalho, Lisboa, Assírio & Alvim.

Rancière, Jacques, O Espectador Emancipado, tradução de José Miranda Justo, Lisboa, Orfeu Negro, 2010.

Sena, Jorge de, O Dogma da Trindade Poética (Rimbaud) e outros ensaios, Porto, Asa, 1994.

Projecto Rastro, Margem, Clarão – ficha artística e técnica:

Direcção Artística_ Ana Gil e Nuno Leão

Criação Performativa e Interpretação_ Ana Gil e Nuno Leão; Óscar Silva e Filipa Matta; Miguel Moreira e Maria Fonseca

Fotografia_ Rui Dias Monteiro, Susana Paiva, Valter Vinagre

Ensaio Teórico_ Diogo Martins, Eunice Ribeiro, Vítor Ferreira

Pesquisa e Teoria_ Diogo Martins

Direcção Técnica_ Pedro Fonseca / Coletivo ac Design de Comunicação_ Cátia Santos

Produção Executiva_ Bruno Esteves

Produção_ Terceira Pessoa – Associação

Financiamento_ Direção-Geral das Artes / República Portuguesa – Cultura, Cine-Teatro Avenida Castelo Branco, Teatro-Cine Torres Vedras, Teatro Municipal da Guarda

Residências de Criação_ Fábrica da Criatividade, Rua das Gaivotas 6, Cão Solteiro, Devir CaPA Centro de Artes Performativas do Algarve, O Espaço Do Tempo

 

Terceira Pessoa: http://terceirapessoa.pt/

 

Nota: Os dois primeiros parágrafos deste texto (primeira parte) constituem originalmente uma breve reflexão lida na cerimónia dos 20 anos da editora Alma Azul, a 30 de Setembro de 2019. A versão aqui apresentada sofreu ligeiríssimas alterações. Desde já, um agradecimento especial à Elsa Ligeiro.

 

(Este artigo não segue as regras do Novo Acordo Ortográfico.)

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Categorias: Crónica, Cultura

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Diogo Martins

Diogo Martins nasceu em 1986 e é natural de Nine, do concelho de Vila Nova de Famalicão. Doutorado em Teoria da Literatura pela Universidade do Minho, iniciou em 2017 um projeto de pós-doutoramento intitulado "Ousar corromper: (o)caso retratístico em Rui Nunes". Interessa-se por poesia, literatura, cinema e fotografia, e mais ainda pelas relações entre estas e outras artes.

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