Dar Coisas aos Nomes

Amar uma sombra: com Lourdes Castro

Amar uma sombra: com Lourdes Castro

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1.

Terá começado assim, a imagem: com a filha de um oleiro chamado Butades de Sicião. Na iminência de ver o rapaz que amava partir para a guerra, ela contorna na parede a sua sombra. Porque talvez nunca mais o voltasse a ver, talvez fosse aquele o derradeiro momento de partilhar com o jovem o espaço íntimo da casa, não fosse a morte levá-lo para o sem-fim de onde nunca se regressa. Terá começado assim a aventura do desenho, a erótica da arte: o gesto da filha de um ceramista que decide contornar a sombra do amado, o traço circunscrevendo um corpo na parede como se – o como se de toda a arte, de toda a representação –, ao desenhá-lo, dele retivesse uma amostra de presença, a emanação possessiva de todo o desejo.

O desejo, o desenho: da funda treva de que somos carne e espírito, escreve Pascal Quignard sobre a filha apaixonada de Butades que «o desejo é o libido de ver quem não está», «o prazer de ver o ausente» (in A Noite Sexual, p. 129). A linha da forma, o traço da sombra na parede, skiagraphia – e a linha, que em latim, é linea, o fio que o pescador lança ao mar na esperança de lhe ser dado o alimento. Mais uma vez: a linha desejante com que a presença do amado se desfaz na ausência que doravante o substitui; a linha desejante com que a ausência se reifica numa forma contemplável. Como insiste Derrida em Mémoires d’aveugle (1990), quem desenha não cria de imediato uma relação com o motivo exterior do desenho, mas antes com a própria mão movente: é por ela que se decide o quão vigoroso é o traço no qual se aposta a valência da eternidade da imagem. É sobre a mão demasiado humana, demasiado frágil, que recai o ónus de conseguir capturar a evanescência da sombra, a intensidade inexcedível de um corpo amoroso.

 

2.

Amar uma sombra é, então, não só amar o possível, qual prémio de consolação pelo que se está em vias de perder, mal a ausência contamine, como um tumor, todo o espaço com o seu vazio. Amar uma sombra é amar, sem mais – porque tudo se perde no único mundo que há, no único mundo que resta, para os corpos que partem, as coisas visíveis, a angústia de nada coincidir com nada, nem mesmo o contorno mais perfeito: «a perda é uma forma limite», resume João Miguel Fernandes Jorge pensando nas sombras de Lourdes Castro (1930-2022), é «uma forma mesmo de loucura, mas a única que provavelmente temos para nos mantermos vivos» (in Longe do pintor da linha rubra, p. 308).

Quão veemente, por isso, é essa razão louca do amor no simples traço a negro sobre um fundo branco, em Ombres portées de Lourdes Castro et René Bertholo (1964)? Como se a elegância estóica numa simples linha pudesse suster a respiração doméstica, o amor a dois, o estar à mesa, contra a anónima indiferença de tudo, onde a vida se esquece no lastro da sua passagem, como um absurdo não-lugar que aspira à totalidade. «O que é que nos pode salvar?», perguntava Heidegger face à aliança entrópica entre técnica e niilismo. Eis o que a linha do contorno faz, ou deseja poder fazer: sair do não-lugar, resistir ao presente, amar o próximo. O íntimo do íntimo, discreto e humoroso, contra a dispersão branca e nula do mundo. Como condição primeira para que haja mundo, de facto, e o sentido se dê. E assim foi no tempo imperscrutável de Butades, como o é na segunda metade do século XX, neste par de sombras brancas, à mesa da minúscula casa parisiense onde o então casal vivera 25 anos, e onde começara a aventura poética da revista KWY (1958-1963).

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3.

Desde Plínio, o Velho, que se confia à obscuridade a origem do desenho e da pintura, a fabulosa mitologia da arte. A jovem desenha a sombra do amado: eis o primeiro duplo, a primeira representação. A zona obscura, a mancha informe e instável na superfície. O primeiro modelo posando para a primeira artesã: são precisos dois para que o desenho nasça. É em relação que se cria, é a sombra em relação ao corpo masculino, é a ausência em relação à presença física, é o afecto indecidível. O primeiríssimo dissenso, a ferida primordial no coração de todos os artefactos: a sombra misteriosa, instigante, fugidia.

Estamos rodeados destes e de outros enigmas: basta uma chama arder ou uma lâmpada acesa contra um corpo e, de súbito, esse milagre discreto expande o mundo sensível, o universo das coisas comuns e banais, num real assente em duplos, figuras fantásticas, alucinações. Não se entra numa realidade paralela, num mundo imaginário ou alternativo, onde a «ficção» se diz soberana. Pelo contrário, e é nesse plano que a expressão artística se inscreve com maior intensidade: mergulha-se mais a fundo neste real, que devém subitamente outro, outra coisa, outro plano. Um real mais real do que as aparências supostamente claras e distintas nos fazem crer – e, o mais das vezes, sem que esse mergulho a fundo, ou a pique, não vá mais longe do que o hausto da proximidade, nem tão a fundo quanto o é a nudez da pele. Aí se situa o poder mágico de uma criação artística, seja um poema, um quadro ou aquele inicial jogo de sombras: «A imagem quer ser real e produzir o real – eis a fonte da sua sedução e do fascínio que provoca» (José Gil, in Caos e Ritmo, p. 397).

Se existe alguma reserva inesgotável onde seres alados, monstros e outras quimeras continuam a conspirar nas nossas costas, ou quando temos os olhos postos noutra direcção que não aquela onde a luz embate; se tal reserva de sonhos e magias corre algum risco de desaparecer no horizonte dos possíveis, como se nesse risco pairasse a ameaça (aliás, bem fundada) de ruir no humano o próprio fundo obscuro de onde brota o desejo de criar (ou o desejo, tão-só, que é o mesmo que o desejo de ser, de viver), convirá dizê-lo com palavras tão chãs quanto estas: essa reserva inesgotável é neste mundo que está. É nesta terra de árvores e prédios, entre pólen e cinza e o comum dos mortais, que a vida se dá como convite sempre endereçável e sempre em aberto. A ressurreição dos mortos está na erva que cresce, na razão do estrume, num bebé ao colo.

Será isto, então, alguma linguagem inacessível a que só uma pequena clique de eleitos está obliquamente destinada? Esse mistério de sombras, esses monstros em repouso no real: só um artista, consciente de o ser, lhes é sensível? Estas perguntas são alçapões foleiros, porque, quando abertos, e se neles nos lançarmos como a Alice pela toca do coelho, é no sítio onde estamos que caímos, com o mesmo corpo, neste mesmo instante – apenas com «uma pequena diferença», segundo G. Agamben, a pequena e irredutível diferença que nos permite nomear o mundo sem soçobrar no nome que lhe damos. A subtil, estranha diferença pela qual o que tomamos por definitivo, ou cognoscível, ou apropriável, conserva em si a ínfima margem onde isso mesmo nos desalinha e surpreende, onde isso mesmo nos escapa, como os dedos de Tântalo que nunca tocam os frutos. Apenas assim há outros para além dos outros que julgamos existirem em nós. E só assim, cavalgando essa pequena diferença, é que uma artista como Lourdes Castro pode dizer de si mesma, sem pretensiosismos ocos ou falsas modéstias, que não se revê como «artista», se a solenidade convencionada no termo a arranca deste mundo em comum e a coloca numa qualquer esfera à parte, na tal clique de pretensos eleitos. Nem se revê como «artista», nem chamará «arte» àquilo que cria, mas sabe de antemão que os nomes são sempre finitos perante o excesso fulgurante da vida: afinal, «Fazer as coisas sem intenção é do mais importante que há para mim. Porque não se está a querer nada», disse ao Expresso em Agosto de 2019.

 

4.

Uma arte nenhuma, sem arte, nem intenção. Como um «respirar», diz na mesma entrevista, a última que deu em vida, aos 89 anos. Como se os álbuns que compôs a partir de finais dos anos 50, os seus teatros de sombras e as silhuetas desenhadas iluminassem, na evidência ostensiva com que se abrem ante nós, a forma como um corpo habita a terra, fazendo dessa habitação, não apenas um hábito inerente, mas sobretudo o gesto com que Lourdes Castro vela (e revela) as provas com que arrancou ao mundo a matéria da sua criação artística: a sombra «[…] entendida como um modo de consciência de todas as circunstâncias do mundo», segundo o poeta e crítico João Miguel Fernandes Jorge, in Longe do pintor da linha rubra (p. 301). Ou por outras palavras: o gesto que, decalcando sombras de pedras, pessoas e plantas, bordando letras, compondo livros, vai dissolvendo sucessivamente todas as mediações que o instituem e singularizam como gesto artístico, todas as mediações que operam a passagem da matéria ao espírito, ou entre a consciência e o inconsciente.

«Para mim isto não é arte, é uma maneira de viver.» Porque é, afinal, na matéria deste mundo, matéria suja e imperfeita, que está o trabalho de Lourdes Castro: suja e imperfeita, na sua precária e trôpega simplicidade. O verbo estar importa muito, aqui. O cardeal Tolentino Mendonça, amigo e conterrâneo da artista, vincou precisamente isso no seu breve depoimento: «Ela estava. E estar era para ela, a cada momento, a possibilidade de ser, de sentir-se viva a averiguar o mundo vivo […]. Foi esse o seu pacto.» E conclui ser isso a arte de Lourdes Castro: «um intransigente pensamento sobre o estar» e, como tal, «um facto político raro» (Público, em linha).

Porque o estar conflitua, desde logo, com o ser dos essencialismos, o ser da metafísica, o ser dos grandes sistemas especulativos do pensamento e das hierarquizações. Tudo o que é, em suma, se sujeita a ficar doente dos olhos, como sabia o mestre Caeiro, mas triste por efectivamente sabê-lo. Tudo o que está, por contraste, apela à imanência, à irregularidade sensível das coisas dispostas na presença umas das outras: a fruta levada à boca, os pés na água parada, o barro a endurecer. Por um lado, nada é percebido como insignificante ou excedentário: afinal, «É do quotidiano do mijo / que se fazem // Os bons poemas» (Raul de Carvalho). Por outro, não se desconsidera a realidade sensível do corpo, como se este mais não fosse do que o velho empecilho que turva o acesso a um pensamento «puro». Pelo contrário: na esteira dos grandes empiristas, de Spinoza, Nietzsche, Deleuze ou José Gil (e convocando para o efeito um outro nome da cena artística portuguesa – como Alberto Carneiro – ou das margens da literatura – como Maria Gabriela Llansol e Clarice Lispector), o estar é condição de pensamento.

Nada há que seja mais espiritualmente irresistível do que um corpo fundamente mortal, desposando a alegria de estar entre outros corpos vivos e a mudez eloquente das coisas. E assim se percebe o fascínio traquina, alegremente ingénuo, de Lourdes Castro pelo zen, o tao, o budismo: à consciência do nada que somos, do vazio imensamente povoado a que a criação dá forma e realização visível, ao nada e ao vazio em que participamos, com a nossa vinda ao mundo e a nossa decadência, só nos resta corresponder com o sim intensivo, esse grão oriental da unicidade com a substância do real, onde o silêncio não se opõe à palavra, nem a luz à sombra, nem a visão à cegueira. Um haiku de Issa Kobayashi (1763-1828) que Lourdes Castro citava com propriedade: «Neste mundo / caminhamos no telhado do inferno / e olhamos as flores.» Assim a derradeira lição, sem moral ao fundo, de ter faltado à missa, em pequena, para poder olhar o nascer do Sol. Assim esta afirmação luminosa: «Não era só a pintura que me interessava. Gostava de ver.»

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A paixão do visível: nada menos que a elementar paixão do visível com que uma imagem é arrancada à noite branca do nada. A paixão de ver e olhar, para depois nos fazer ver e olhar o que, antes, nos passaria despercebido, toldado pelo ruído sujo do mundo, pela luminosidade obsolescente em que tudo hoje se imiscui numa só paisagem, homogeneamente limpa e espectral, esta cena de um crime onde o nosso cadáver, em vez de sangue, verte bits de luz e átomos de informação. Nos seus livros de artista e nos seus álbuns, recolhendo impressões dos países por onde andou durante a ditadura, até se ter fixado no Caniço, na ilha da Madeira, desde os anos 80, Lourdes Castro inscreveu o granulado dos gestos, o decalque das formas, cores e volumes, a rudeza dos materiais com que cose mundos ao mundo, transcrições de Rimbaud, Rilke, Éluard, Herberto Helder, o tom sépia da memória, «os encontros do acaso».

A multiplicidade das formas de vida que Lourdes Castro recolhe impede que o múltiplo decaia na abstracção teórica de um sistema, de um qualquer -ismo. Em tudo fulge esse sucessivo e lento processo de aprendizagem da parte de quem, estando entre as coisas, interroga o real só por nele deter a atenção, o riso e a empatia. Aos poucos, sempre aos poucos, como é devagar, letra a letra, que se aprende a ler, a tomar o aroma do tempo, a entrar sem pressas no esplendor do diverso: por isso o avô Jacinto, o jogar à apanhada, o correr junto ao mar, a vinha, a cana-de-açúcar, os jacarandás, uma ninhada de gatos, o branco das toalhas, as mãos sujas de terra, a carícia do musgo.

Eis um modo de testemunhar que se existe, que se vai estando por cá, estando em casa como quem entra, simultaneamente, num «arquivo» e num «templo» (Fernandes Jorge, op. cit., p. 305).

 

5.

Enquanto preparava este texto, ao manusear um punhado de livros, encontro um apontamento a lápis na folha de rosto de um deles: uma passagem de Ana Teresa Pereira, natural do Funchal, que li numa tarde qualquer enquanto cirandava pelo espólio de Eduardo Prado Coelho, na biblioteca de Famalicão. O feliz acaso de se dar este encontro aos meus olhos, entre duas habitantes da mesma ilha, seria frivolamente lateral, não fosse o caso de a afinidade entre a artista plástica e a passagem que transcrevi, da autora de O Ponto de Vista dos Demónios (2002), relevar de uma parábola em torno do budismo Zen. Foi esse texto que anotei: «No ensaio ‘Existentialists and Mystics’, Iris Murdoch conta a história do monge budista que quando era menino pensava que os rios eram rios e as montanhas eram montanhas, e depois de muitos anos de devoção e estudo decidiu que os rios não eram rios e as montanhas não eram montanhas, e muitos anos depois, quando já era velho e sábio, compreendeu que os rios eram rios e as montanhas eram montanhas; e acrescenta que talvez todos os escritores sejam assim.»

Talvez seja assim com todos os que usam o mundo de uma certa forma, a pequena diferença que nos altera a escala da vida. Um segundo só que caldeia celebração e coincidência, antes da próxima ruína.

 

6.

Da entrevista dada ao Expresso, à sombra de uma grande árvore, o dia claro com o mar ao fundo: «Às vezes a gente lê ou faz coisas e depois pronto, passou. Mas são esses toquezinhos aqui e ali que nos vão formando. Pergunto sempre: “O que somos nós senão um agregado de mil coisas?”. Não há “eu”, somos tudo à la fois. Às vezes pergunto: “Mas foste tu que escolheste o sítio para nascer? Foste tu que escolheste o pai e a mãe?”. Não, a gente tem o pai e a mãe que tem. Nasci aqui, mas não fui eu que escolhi nascer aqui. Nasci. O que somos senão um agregadozinho no meio disto tudo? Somos tudo e somos nada. E isso é fundamental para a gente não estar agarrada a nada. As pessoas pensam que são qualquer coisa. Mas depois vão para a escola e aprendem. E depois há um tio ou uma tia, há a paisagem que também entra em nós. E o que vai entrando também é conforme o que já temos dentro. É assim que a gente se vai formando. E somos isto que está aqui, mas não somos nada de especial. Somos um agregado de causas e efeitos.»

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7.

Amar uma sombra, prender o concreto. A partir do filme Lourdes Castro – Pelas Sombras (2010), de Catarina Mourão, num registo que desfia as contas do real e que em nada fica a dever à irradiante força dos seus versos, João Miguel Fernandes Jorge cita um breve excurso daquela que sempre foi, para si, «uma rapariga misteriosa, semelhante a um lírio submerso em águas profundas» (p. 306). À paixão do visível de um, como as águas num mesmo rio, junta-se a paixão do outro, o imenso amor às coisas onde o sentido e o absoluto nos religam à terra. Diz Lourdes Castro no filme, folheando um álbum: «Este é o nosso tanque. Estes são os nossos pinheiros. Isto aqui é a levada por fora. A casinha pequena está aqui, é onde eu ponho a roupa a secar; as flores à frente da casa; e isto aqui é a Avenida dos Aliados.» E imediatamente a seguir: «[…] plantar árvores e tratar da terra e deixar a terra respirar é o mais importante que eu posso dar.» (op. cit., p. 310).

Este, esta, isto aqui. O fulgor dos deícticos vincando o amor à presença. Mas uma presença que não se esgota no presentismo coevo, num presente «puro», na tautologia do é-o-que-é, transparente e sem segredo. Há antes, aqui, a força que alaga o tempo não-cronológico, o devir cósmico de tudo. O fio da linha amante e nietzschiana que interrompe o tempo igual, o tempo da repetição, com intempestivos cristais de vida – abrindo o presente a todos os tempos, passados ou futuros. Poderá ainda a sensibilidade contemporânea entrever as coisas deste jeito? Digitais até à medula, teremos corpo para isto, para acolher estrias e veios, folhear o Grand Herbier D’Ombres (2002) com a sua centena de espécies botânicas diferentes? Como proteger essa pequena diferença contra todas as frentes desrealizantes e demais afectos tristes que aplacam a vida, roubando-lhe o acidente, o espanto, o fruir de novos caminhos?

De novo: a vontade da imagem em querer pisar o real, em ser tanto do mundo como ao mundo pertencem os astros, os seixos, o corpo que temos. Memória, morada, a luz nos objectos, sangue e seiva. A ilha dentro da ilha dentro da ilha: o mar, a natureza, a respiração. O estar búdico de cada coisa no seu enigma desprotegido. Eis a única poesia que importa: aquela que não pergunta pela verdade porque, no seu simples desdobrar-se, não desconfia do real, pois a resposta se dá logo a ver, como um deus que brinca entre as couves ou os tachos ao lume. Segundo Roberto Juarroz, é esta a única forma de «entrar na poesia»: é «estar dentro».

Referências

Carvalho, Raul de, Lâmpadas acesas para aumentar o dia, selecção e apresentação de Diogo Martins, Língua Morta, 2020.

Castro, Lourdes, «‘O que somos nós senão um agregado de mil coisas?’…», entrevista concedida a João Pacheco, originalmente publicada na Revista E, 31 de Agosto de 2019, Expresso, 8 de Janeiro de 2022, disponível em <https://expresso.pt/cultura/o-que-somos-nos-senao-um-agregado-de-mil-coisas-a-ultima-entrevista-de-lourdes-castro-ao-expresso-em-2019/> [último acesso: 10-1-2022].

Faria, Óscar, «Sem sombra», Público, 10 de Março de 2010, disponível em <https://www.publico.pt/2010/03/10/culturaipsilon/critica/sem-sombra-1656068> [último acesso: 10-1-2022].

Gil, José, Caos e Ritmo, Lisboa, Relógio D’Água, 2018.

Jorge, João Miguel Fernandes, Longe do pintor da linha rubra, Patavina, 2017.

Juarroz, Roberto, Poesia e Criação: Diálogos com Guillermo Boido, volume II, Edições Sr Teste, 2021.

Mendonça, José Tolentino, «Lourdes Castro: E há outra maneira de estar?», Público, 8 de Janeiro de 2022, disponível em <https://www.publico.pt/2022/01/08/culturaipsilon/comentario/ha-maneira-estar-1991217> [último acesso: 10-1-2022].

Pereira, Ana Teresa, O Ponto de Vista dos Demónios, Lisboa, Relógio D’Água, 2002.

Quignard, Pascal, A Noite Sexual, tradução de Ricardo Ribeiro, Edições Sr Teste, 2021.

Stoichita, Victor I., Breve História da Sombra, tradução de Rui Pires Cabral, Lisboa, KKYM, 2016.

Fonte da fotografia inicial: <https://www.rtp.pt/madeira/cultura/lourdes-castro-integra-exposicao-de-tributo-as-mulheres_61031> [último acesso: 10-1-2022].

Fotografia de Lourdes Castro (interior do artigo): João Pacheco / Expresso.

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Categorias: Arte, Cultura, Ensaio, Pintura

Acerca do Autor

Diogo Martins

Diogo Martins nasceu em 1986 e é natural de Nine, do concelho de Vila Nova de Famalicão. Doutorado em Teoria da Literatura pela Universidade do Minho, iniciou em 2017 um projeto de pós-doutoramento intitulado "Ousar corromper: (o)caso retratístico em Rui Nunes". Interessa-se por poesia, literatura, cinema e fotografia, e mais ainda pelas relações entre estas e outras artes.

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