António Manuel Reis

Pandemia | Portugal à beira de um ataque de nervos

Pandemia | Portugal à beira de um ataque de nervos

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Será que estamos a fazer o mínimo necessário e ao nosso alcance para controlar o SARS-CoV-2?

Nao sendo especialista, tenho, como o português comum, uma opinião sobre o que se está a passar em relação à pandemia em Portugal. Desde Março, início da pandemia, que tenho escrito artigos a denunciar aqueilo que, na minha opinião, são as falhas consistentes e repetidas do Governo de Portugal, sendo que a cada dia que passa se vêm confirmando sem que nada mude.

Infelizmente a situação é demasiado grave, tanto na Europa, como em especial em Portugal. Ontem atingimos o record de infecções, doentes em cuidados intensivos e óbitos em 24 horas. Em percentagem de habitantes, somos o terceiro País em pior situação da Europa. Estamos a entrar numa possível terceira vaga, expectável, e o Governo ainda não aprendeu nada com as anteriores. Continua a colocar os interesses partidários e ideológicos à frente da saúde dos Portugueses. O desagravamento de certas medidas no Natal e o desastre do encerramento dos espaços comerciais às 13 horas, aos fins de semana, são exemplos desse eleitoralismo.

O nosso sistema nacional de saúde, publico (SNS), social e privado, ainda não foi todo convocado e disponibilizado, para a salvaguarda da saúde pública. A programação prevenção e acção do Governo neste flagelo é elaborada, na base da navegação à  vista.

As condições climatéricas estão a gosto do influenza vírus, mas segundo os entendidos o sarscov é mais transmissível anulando-o, ou seja, talvez o síndrome gripal deste ano possa não vir a existir com a pendência de outros anos. Oxalá! Mas se assim não for?

Existem questões muito pertinentes que gostaria desde já deixar para quem de direito saiba responder.

Onde páram os hospitais de campanha onde, além de outras, poder-se-ia fazer a triagem e separação imediata entre doentes covid e os doentes de gripe sazonal? O surto gripal pode não ter a intensidade dos outros anos, contudo com o frio que se faz sentir, aliado a confinamentos forçados, sabendo que as casas portuguesas não são climatizadas e a energia eléctrica é uma das mais caras da Europa, não é discipiendo pensar que possam existir surtos gripais localizados. Estes hospitais poderiam servir de rectaguarda a essas hipotéticas situações.

Para quando a utilização de todo o Sistema Nacional de Saúde, hospitais, laboratórios, centros de enfermagem, pequenas clínicas, centros de diagnóstico e imagiologia, incluindo as farmácias, na vacinação? Ao contrário do que diz a Ministra da Saúde, entrar em contingência nunca poderá ser adiar novamente, mais cirurgias, tratamentos e consultas. Não se pode deixar haver mais mortes não Covid, provocadas por pancada ideológica.

Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Portugal assiste impávido e sereno a estados de emergência atrás de estados de emergência, sempre baseados na mesma retórica e mesmas medidas, sempre com os mesmos resultados, e a culpa vai sendo sempre facturada à população. Algo não bate certo. Porque será?

Portugal tem os melhores médicos e staff  hospitalar do mundo, mas não fazem milagres. É necessario que o Governo, os respeite, ouça o que têm a dizer, pois são  eles que estão na linha da frente e conhecem a realidade da pandemia.

A vacina ainda não é para todos e nao será tão cedo.

Todos temos de ter a consciência e responsabilidade de fazer o que nos compete, mas também exigir a quem nos governa que se deixe de spins, mentiras, promessas vãs e cumpra o que está constitucionalmente consagrado, o direito à  Saúde.

A todos um bom ano de 2021.

Cuidem-se e cuidem dos outros.

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Categorias: Crónica, Política

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António Manuel Reis

António Manuel Reis, nasceu em Barcelos a 07-10-1963. Concluiu em 1985, o curso na área de tinturaria têxtil UM/Mazagão. Formação em colorimetria, recursos humanos, automatização, sistemas de qualidade ISSO, planeamento, processos, produção. Industrial Têxtil de 1996 a 2009. Dirigente desportivo 1998 a 2004.Gestor empresarial de 2010 a 2013. Concluiu curso de formação de formadores em 2014. Trabalhador independente Real Estate Consultan 2018. Em curso, Licenciatura Ciências Sociais e Ciência Politica. Militante da JSD desde 1978/ Militante PSD desde 1981, delegado e Observador a Congressos, Delegado CPD, TSD, Membro da CPS, candidato a Presidente de Junta da UF Barcelos, deputado a UF. Candidato á Presidência da CPS. Membro independente da UF Barcelos. Partido Aliança em 2018.

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