Movimento pretende evitar propagação da Covid-19

Coronavírus | Braga para Todos exige cancelamento da Semana Santa

Coronavírus | Braga para Todos exige cancelamento da Semana Santa

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O movimento Braga para Todos quer Ricardo Rio apresente o plano de contingência do Município para a cidade e quais as medidas que pretende tomar durante a Semana Santa por causa do Covid-19. O movimento defende o cancelamento das atividades, porque apesar de algumas delas, ou as principais mesmo, serem de rua se traduzem em aglomerados de pessoas nos mais diversos tipos de locais, em particular transportes públicos e restauração que estarão com frequência lotados, ou seja, facilitando um cenário favorável à propagação do vírus.

Depois da notícia do cancelamento de algumas ações na cidade, onde  já existem infetados e diversas pessoas a aguardar resultados a análises do Covid-19, o movimento afirma que  existe facilitismo por parte da autarquia. Os alertas e cancelamentos de eventos têm sido maioritariamente decisões de particulares, ou instituições com autonomia. “Até ao momento, a Universidade Católica já cancelou eventos, a arquidiocese já apresentou algumas medidas de segurança, a Universidade do Minho também, à semelhança da Universidade do Porto que também cancelou eventos. Mas de Ricardo Rio ainda não ouvimos nada. A proximidade da Semana Santa exige que o edil se pronuncie e mostre o plano de contingência para a cidade. As autarquias têm autonomia para agir e cancelar ações, não é apenas o Governo quem o pode fazer. Ficamos surpreendidos com a primeira resposta de Ricardo Rio sobre os eventos da Semana Santa ao argumentar que as mesmas se desenvolvem na rua, mas a Semana Santa atrai milhares a Braga, os comboios ficam sobrelotados e os autocarros enchem, pelo que consideramos estes cenários como sendo de elevado risco.”

O Braga para Todos refere que, além de ser necessário repensar o que se fará na Semana Santa, na cidade, em matéria de segurança para evitar a possível propagação do Covid-19, os bracarenses têm o direito de ter acesso a informação até agora não disponibilizada pela autarquia e querem saber porque não são cancelados outros eventos, em salas como o Theatro Circo, o Gnration, o Fórum Altice, porque como denunciam, todos eles estão a desenrolar-se normalmente: “Como é possível ver na página do município, Ricardo Rio mantém-se fiel a si próprio, a divulgar o que acontece em Braga: eventos e mais eventos, mas não há nada de normas de segurança, num momento em que o Norte é a zona com mais afetados pelo Covid-19. Por exemplo, o autarca de Viana já se pronunciou, Guimarães também, mas Braga não. O Braga para Todos defende que seja implementada a possibilidade de teletrabalho, por exemplo para funcionários públicos, atenção redobrada nas escolas e, acima de tudo, material reforçado como soluções à base se álcool, máscaras e informação a circular. Há funcionários públicos que afirmam que não há nada. Isso preocupa-nos, é facilitismo. Nestes casos, mais vale prevenir por excesso que por defeito. Faria sentido cancelar eventos com muitas pessoas, como os existentes em salas da cidade, que estão a acontecer normalmente. As pessoas devem continuar a sua vida normal, mas com cuidados redobrados e evitar locais com muitas pessoas. Todos somos responsáveis e todos podemos fazer a nossa parte”, indica o movimento em nota de imprensa.

Taxa de turismo e quebras de receita

Sobre a taxa de turismo que a Associação Comercial de Braga pediu para não ser cobrada este ano e Ricardo Rio afirmou que, para já, vai ser cobrada, o Braga para Todos afirma concordar com o edil: “Esperamos que Ricardo Rio mantenha a taxa. É preciso ser racional; e já se percebeu que quem dirige a a Associação Comercial de Braga não o está a ser. A taxa turística não influencia o número de turistas na cidade, nem é impeditiva nem atrativa. As pessoas estão a desmarcar as suas visitas porque Braga é um dos locais do país onde estão a aparecer mais casos de infetados ou suspeitos de terem o Covid-19. A taxa é precisa para encaixe financeiro da autarquia. Depois desta crise será necessário criar atrativos, mas neste momento a ACB deve estar preocupada com o vírus, como pode proteger os bracarenses e os turistas, evitando aglomerados de pessoas de forma a minimizar o risco.”

 

Fonte e Imagens: BpT

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Categorias: Política, Sociedade

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