Ângela Coelho

Educação | Coaching: uma nova abordagem para velhos problemas

Educação | Coaching: uma nova abordagem para velhos problemas

 

 

 

A Family Coaching surgiu em 2008 como um projecto inovador que permitiu implementar em Portugal o conceito de coaching parental, impulsionando uma nova visão do papel dos pais na família. Ao longo dos últimos anos desenvolvemos várias iniciativas que, através de uma abordagem inovadora, têm apoiado todos os pais e mães que nos procuram a transformar-se nos pais ou nas mães que desejam ser.

Em Outubro de 2010 publicámos o primeiro livro de coaching parental português – “Family Coaching – 36 desafios para pais extraordinários”, baseado na experiência de trabalho com pais e mães em diferentes contextos. É publicada uma terceira edição deste livro em Janeiro de 2017, contendo um novo capítulo dedicado aos profissionais que intervêm com famílias.

Em 2012, começámos um trabalho intenso e gratificante junto de profissionais que no seu dia-a-dia profissional interagem e intervêm com famílias, nomeadamente profissionais no contexto educativo.

Acreditamos, com base quer da nossa experiência profissional, quer da nossa perspectiva de mães, que todos os intervenientes no processo educativo – alunos, professores e pais/famílias – desejam que as escolas e os espaços de aprendizagem sejam espaços de bem-estar e desenvolvimento. Sabemos que esse desejo e esse sonho são o que move a maioria destas pessoas a continuar apesar dos obstáculos que vão encontrando. Esta crença é o motor do nosso trabalho na área educativa!

Quando encontramos pais e alunos que desejam uma escola onde se sintam acolhidos e compreendidos, quando encontramos professores que desejam ser inspiradores para os seus alunos, sabemos que temos à nossa frente pessoas que estão disponíveis para parar e pensar. E é isso que lhes trazemos: a oportunidade de Parar e de Pensar.

É fácil de perceber a importância de Parar: quase todos nos queixamos da velocidade do tempo, da multiplicidade de requisições ao nosso tempo e à nossa disponibilidade. A maioria de nós sente que dispõe de poucas oportunidades para efectivamente, parar. As vantagens de o fazer são, no entanto, evidentes: quando paramos podemos escolher ganhar perspectiva sobre os acontecimentos, sobre a nossa realidade, sobre as nossas emoções. E essa perspectiva é importantíssima quando queremos mudar alguma coisa na nossa realidade diária. Só sabendo e entendendo onde estou e o que é mais importante para mim posso ganhar um melhor entendimento sobre a realidade que me rodeia.

De seguida estamos em posição de começar a Pensar. E quando propomos aos professores, aos pais e aos alunos pensar, damos, pelo menos duas pistas para orientar essa reflexão: o que desejam mudar na sua realidade diária e o que depende deles para a fazer acontecer.

Sabemos que a maioria das vezes, quando nos deparamos com uma realidade, com uma situação que nos incomoda, que nos deixa insatisfeitos, começamos à procura dos responsáveis: pais e professores responsabilizam-se mutuamente, ambos responsabilizam os alunos, os alunos responsabilizam os colegas e os professores, os professores responsabilizam o Ministério, a escola, os colegas… e este jogo corre o risco de não ter fim…

Então, de seguida, lembramos a todas estas pessoas, motivadas, interessadas e disponíveis para agir, um pequeno facto que, frequentemente, nos escapa: não podemos obrigar os outros a mudar e a fazer o que gostaríamos que eles fizessem! E é aqui que começa a transformação e a diversão. Começamos, neste momento a descobrir que temos um poder imenso nas nossas mãos: o poder de decidir o que queremos dizer e fazer, o poder de decidir como queremos gerir com os nossos filhos a responsabilidade em relação à escola, o poder de descobrir estratégias para estar concentrado nas aulas mesmo quando à minha volta tudo parece um caos, o poder de escolher como quero relacionar-me com os meus alunos e como quero apresentar-lhes a matéria que tenho para partilhar com eles!

Este poder permite distinguir melhor quais são as questões que pertencem a cada uma das partes, incentivando cada um a investir energia apenas naquilo que depende de si. E garantimos que é uma poupança de energia tremenda.

Sabemos que é um processo desafiante e, às vezes, assustador, mas gostamos sempre de recordar Mahatma Gandhi: “Nunca sabes que resultados virão das tuas acções, mas se não fizeres nada não existirão resultados”.

 

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Categorias: Sociedade

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Ângela Coelho

Administrador "Family Coaching".

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