Conceição Dias apela ao reforço e disponibiliza material para produção de equipamento médico

Coronavírus | Sonix lança campanha ‘Vamos todos ajudar’ a produzir máscaras e material de uso médico

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O grupo têxtil Sonix, com sede em Barcelos, depois de ter decidido suspender a produção de todo o equipamento têxtil que não seja de âmbito médico e ter começado a produzir máscaras para entregar nos principais hospitais do Norte do país, acaba de lançar um apelo generalizado às empresas congéneres no sentido de aumentarem a produção deste tipo de material uma vez que todos os seus esforços serão sempre insuficientes. Conceição Dias, administradora, disponibiliza a matéria prima de forma gratuita, refere o diário Digital O Minho.

“Temos recebido inúmeros pedidos de vários locais a solicitarem ajuda e expondo casos verdadeiramente dramáticos com necessidade de vestuário para as equipas (Médicos, Enfermeiros, Auxiliares e Bombeiros)”, refere a empresa, em nota divulgada na respetiva página de facebook.

Nesse sentido, certos de que a comunidade irá mostrar mais uma vez a sua capacidade de cooperação e solidariedade, a Sonix solicita “a todas as empresas e profissionais têxteis que possam apoiar de qualquer forma (mão-de-obra, matérias-primas, etc.) para que seja possível minimizar estas situações e dar, dentro do possível, melhores condições a estes HERÓIS que lutam diariamente para nos salvarem da tragédia que todos vivemos”.

Conceição Dias acaba de adiantar a Fernando André Silva, no O Minho,  que tem recebido vários telefonemas de hospitais, ao longo dos últimos dias, a solicitar um reforço na produção de equipamento médico, algo que já produziam antes da chegada da pandemia de Covid-19. “Hospital de Braga, de São João, de Barcelos, todos eles me ligam desesperados porque não têm batas nem máscaras suficientes e precisam que intensifiquemos a produção”, relata.

Esta quarta-feira, a empresária da Sonix e DiasTêxtil, decidiu suspender toda a produção que não seja relativa a equipamentos médicos e iniciou a produção de máscaras, algo que, até então, só tinham produzido para uso interno.

“Desde a semana passada que temos máscaras produzidas por nós, todos os funcionários trabalham de máscara para prevenir isto tudo que está a acontecer”, explica a administradora de um grupo têxtil que emprega mais de 600 trabalhadores.

Segundo Conceição Dias revelou, a Success Gadget, uma das empresas do grupo da área da nanotecnologia, suspendeu também outras investigações e está dedicada a fabricar gel desinfetante prevendo a chegada para breve de “um contentor com 24 toneladas para podermos continuar a produção”, reforça.

ANIVEC apela a empresas do setor têxtil

Este pedido surge quase em simultâneo com um outro formulado pela ANIVEC, associação agregadora da fileira portuguesa têxtil e vestuário, no sentido de disponibilizar o seu know-how e capacidade produtiva para fazer equipamentos de proteção e contribuir no combate ao COVID-19, segundo a qual várias empresas de referência do setor estão já mobilizadas para colocarem os seus ativos ao serviço da saúde pública.

Estas empresas, a que poderão juntar-se outras, estão a disponibilizar as suas competências e capacidades técnicas para assegurarem a produção de equipamentos de proteção individual e vestuário de trabalho para os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros.

O contexto excecional que se vive no mundo e em Portugal com a proliferação do Covid-19, que até ao momento já contabiliza 448 casos confirmados de infeção pelo vírus, levou a esta iniciativa, que tem como objetivo contribuir para a mitigação do impacto do COVID-19 na população portuguesa.

«A fileira têxtil e vestuário nacional tem capacidades técnicas inigualáveis no mundo e não poderíamos, num momento difícil como o atual, deixar de contribuir, dentro das nossas possibilidades, para este combate que é de todos nós», resume César Araújo, presidente da ANIVEC.

 

Fontes: Anivec, O Minho; Imagem: Sonix

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