Ana Rute Marcelino

Europa | A Europa que nós queremos: Todos os votos contam

Europa | A Europa que nós queremos: Todos os votos contam

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A Europa que nós queremos é muito diferente da que nós temos.

Queremos uma Europa solidária. Queremos um Parlamento Europeu capaz de construir pontes, ao invés de muros. E, as mudanças que se exigem dependem de todos, porque todos os votos contam. A Europa que nós queremos é uma Europa em que haja mais participação, menos abstenção, uma Europa dos cidadãos.

O Parlamento Europeu é o único órgão da União Europeia democraticamente eleito e, ao contrário do que acontece por exemplo nas eleições legislativas, em que as listas candidatas são apresentadas por círculos distritais, e em que a ideia do voto útil desvia alguns votos para os maiores partidos, por se saber que só esses conseguem eleger deputados à Assembleia da República, no caso das eleições para o Parlamento Europeu todos os votos contam.

Há um único círculo nacional, que elegerá os 21 representantes de Portugal neste órgão, que constitui um pilar fundamental da União Europeia. As próximas eleições de 26 de maio podem mudar a composição do Parlamento Europeu, e permitir que a forças da esquerda democrática e progressista, que defendem o estado social, os direitos laborais, as reformas necessárias à promoção da sustentabilidade ambiental e à promoção da justiça na economia, sejam legitimadas e reforçadas. Queremos que os 21 lugares destinados a Portugal sejam ocupados por quem seja capaz de defender os valores da igualdade, da liberdade e da solidariedade, valores fundamentais à manutenção da paz.

A União Europeia ou é um projeto de paz ou sucumbirá. Os deputados ao Parlamento Europeu são os representantes eleitos pelos cidadãos e representam os seus interesses e os das respetivas cidades ou regiões na Europa. São colegisladores da União Europeia, mas podem também interpelar e exercer pressão sobre a Comissão e o Conselho Europeus. As atividades diárias dos eurodeputados dividem-se entre o trabalho para os seus eleitores no respetivo país de origem, o trabalho nas comissões, os debates nos seus grupos políticos, bem como os debates e as votações em sessão plenária. Podem também fazer parte de uma delegação para as relações com países terceiros. São gente de carne e osso, de cujos valores dependem as decisões tomadas no Parlamento Europeu, com responsabilidades, com obrigação de representar e de prestar contas a quem os elege.

O Parlamento Europeu não é uma abstração. Muito do que acontece nas nossas vidas depende das decisões tomadas no Parlamento Europeu. Todos os votos contam.

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Categorias: Destaque, Política

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Ana Rute Marcelino

Licenciada em Geografia pela Universidade de Coimbra. Professora.

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