Vila Nova de Famalicão

Dinâmica empresarial | Investimento e Crescimento. Concelho apresenta a melhor balança comercial de Portugal devido às exportações

Dinâmica empresarial | Investimento e Crescimento. Concelho apresenta a melhor balança comercial de Portugal devido às exportações

O sucesso económico do terceiro concelho mais exportador do país, apenas atrás de Lisboa e de Palmela, está à vista. A balança comercial de Vila Nova de Famalicão é a mais favorável de Portugal, segundo dados revelados no decurso da realização do Fórum Económico Famalicão Made IN, que se realizou na passada quinta-feira, dia 10 de maio, no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão.

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Este resultado é inseparável da dinâmica empreendedora das gentes da região. Em cerca de 200 km2 de área, o concelho de Vila Nova de Famalicão alberga aproximadamente 135 000 habitantes e 12 mil empresas. Estas são responsáveis responsáveis por um volume de negócios de perto de 4,5 mil milhões de euros, rendimento esse obtido em múltiplos setores de atividade, nomeadamente do setor têxtil, calçado, metalomecânica ou agroalimentar, em que se encontram presentes algumas das maiores empresas nacionais.

Perto de 25% dos bens transacionados internacionalmente pelo município mais exportador do Norte de Portugal têm como destino a Alemanha. Segue-se a Espanha, como destino de 14,5% das exportações e a França com 8,2 por cento.  O exigente mercado Europeu é mesmo o destino de mais de 50% das exportações do concelho famalicense, que se destaca pelo valor acrescentado bruto das suas indústrias transformadoras, o segundo maior do país e que, entre 2013 e 2016, cresceu mais de 25 por cento.

“Os dados mostram como aqui em Famalicão o espírito empreendedor, e dentro do espírito empreendedor a vontade de internacionalizar as empresas, marcam a sociedade, sendo um pilar fortíssimo para as exportações de Portugal”, referiu o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que partilhou com uma plateia de mais de cinco centenas de pessoas, maioritariamente constituída por empresários, as tendências mundiais em 2018, o novo mundo da geo-economia e suas consequências e oportunidades.

Também Manuel Caldeira Cabral, Ministro da Economia, que encerrou o evento, realçou Vila Nova de Famalicão como“um concelho que se distingue pela dinâmica económica que tem sabido imprimir, pela dinâmica de atração de investimento e pela dinâmica de crescimento das empresas locais”.

Manuel Caldeira Cabral reconheceu publicamente que “o concelho famalicense deu um contributo decisivo para o processo de recuperação económica nacional, com um crescimento de exportações que tem sido sistemático e onde se destacam igualmente os novos investimentos.”

Nos últimos anos, ao abrigo do programa de apoio a novos investimentos “Made 2IN”, por via do Compete 2020 e do Norte 2020, foram aprovados e apoiados 310 novos projetos empresariais no concelho, que representam um investimento global superior a 450 milhões de euros no território.

“Realmente, Famalicão está na ordem do dia com estes números fantásticos”, referiu a empresária famalicense Isabel Furtado, neta do empresário famalicense Manuel Gonçalves e líder da TMG Automotive e que vai ser, a partir de 22 de maio, presidente da COTEC Portugal, a Associação Empresarial para a Inovação.

O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, gosta naturalmente dos números, mas olha para a frente. “Depois do contexto de um enorme volume de desemprego podemos antecipar um problema com a escassez de recursos humanos, sobretudo qualificados”, assinalou Paulo Cunha apontando “o desafio da formação e da qualificação” como a “grande tarefa que temos pela frente”.

O autarca assume que a Câmara Municipal vai aprofundar a sua ligação com as empresas e as instituições de ensino, de forma a criar respostas concertadas que dêem resposta às necessidades do território e apontou o protocolo anunciado com o Instituto Politécnico de Bragança, para a disponibilização de Cursos Técnicos Superiores Profissionais no concelho, como um exemplo do caminho que o município quer percorrer e intensificar para fazer face aos desafios do futuro.

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Categorias: Economia

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