Pedro Mexia é um participantes na homenagem ao camilianista João Bigotte Chorão

Letras | Casa de Camilo promove Encontros Camilianos em São Miguel de Seide

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Nos próximos dias 11, 12 e 19 de outubro, no auditório do Centro de Estudos Camilianos, da Casa de Camilo, em Vila Nova de Famalicão, decorrerão os 5.os Encontros Camilianos de São Miguel de Seide, iniciativa que tem vindo a ser organizada regularmente nos últimos anos. O evento contará com a presença de diversos especialistas na obra camiliana e dará também aso a uma singela homenagem ao grande camilianista João Bigotte Chorão.

 

 

Entre os especialistas, destaque para as participações de Pedro Mexia, Abel Barros Batista, Artur Anselmo e João Carlos Vitorino Pereira, bem como dos investigadores famalicenses Sérgio Guimarães de Sousa, João Paulo Braga e José Manuel de Oliveira, entre outros.

Oriundo de uma família da pequena e recente burguesia transmontana, Camilo Castelo Branco perde a mãe aos dois anos e o pai aos dez. Por decisão do conselho de família, vai viver para Vila Real. Por entre os acasos de uma adolescência nem sempre fácil, recebe a sua primeira formação cultural estuda doutrina cristã, latim, francês e língua portuguesa. Aos 16 anos, casa com Joaquina Pereira da França; depressa, porém, a abandonaria. A adolescente morreria em 1847. A sua volubilidade não tardaria em substituí-la, numa cadeia de amores que o levará sucessivamente aos braços de Patrícia Emília; de Isabel Cândida Mourão, religiosa do Convento da Avé Maria; e, por fim, aos de Ana Plácido, a mulher fatal da sua vida, que conhece no Porto, em época de vida aventurosa, dividida entre os cafés, os teatros, os salões da burguesia portuense de fresca data e as redações dos jornais.

É neste período que Camilo faz de Ana Augusta Plácido, casada com o comerciante regressado do Brasil, Manuel Pinheiro Alves, o objeto de uma desordenada paixão romântica. Seduzida e igualmente apaixonada, Ana abandona o marido e foge com Camilo para Lisboa. Ambos serão posteriormente presos e mais tarde retiram-se para S.Miguel de Seide, onde vêm a falecer.

Ao longo de toda a sua vida, onde o trágico se mistura com o romanesco, o sério com o burlesco, a honradez com a ligeireza moral e o sentido do religioso se vê permanentemente em conflito com a descrença e até com a blasfémia, uma capacidade de observação em permanente e atento exercício sobre o seu próprio mundo e o mundo que o rodeia, Camilo revela uma imaginação que não conhece limites nem restrições, uma irrequieta instabilidade psicólogica, a volubilidade sentimental filha do seu temperamento romântico e a sua constante rebeldia de caráter. São estes traços que definem a perspetiva através da qual criou o mundo ficcional de toda a sua obra, enquadrado pela paisagem das províncias nortenhas do Minho e de Trás-os-Montes, com os seus ambientes rurais ou provincianos, tendo por centro o meio mais desenvolvido do Porto, onde se agita toda uma sociedade em constante e profundo conflito travado, bem à maneira romântica, entre os interesses materiais da realidade e as exigências da sensibilidade e do ideal.

Os 5.os Encontros Camilianos de São Miguel de Seide encontram-se creditados como formação para professores de Português e História.

Fonte e Imagens: CEC

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