João Alves: Município de Famalicão deveria ter tentado enquadrar as árvores abatidas na Praça D. Maria II na reabilitação que se pretende fazer

Jovens famalicenses manifestam-se contra abate de árvores

Jovens famalicenses manifestam-se contra abate de árvores

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Um grupo de jovens famalicenses reuniu-se esta sexta-feira, 23 de outubro, junto à praça D. Maria II, em VilaNova de Famalicão, em vigília de luto pelas árvores derrubadas na obra de remodelação do espaço situado em pleno centro urbano.

O grupo de jovens famalicenses organizadores desta vigília afirma que “o Município de Vila Nova de Famalicão cometeu um ato intolerável no que diz respeito à requalificação do Parque Dona Maria II, pois “o primeiro passo para essa mesma requalificação foi o abate de diversas árvores que nenhuma problemática causariam à sociedade”. Acrescentam ainda os jovens famalicenses que “já não é a primeira vez que este ato atroz acontece na nossa Cidade.”

Tendo nascido e vivido sempre em Famalicão e filho de comerciantes daquela zona, João Alves, o principal organizador e porta-voz do grupo de jovens famalicenses organizadores desta vigília pelas árvores da Praça D. Maria II, recorda a sua infância e adolescência naquele lugar e sente “um pouco de revolta” por “ver aquelas árvores de grande porte desprezadas daquela forma”. jovens famalicenses

Jovens famalicenses preocupados com perda de património ambiental e histórico

“Ao tratar aquelas árvores desta forma, o Município está a passar a mensagem às crianças e jovens do concelho que elas são algo descartável e substituível, algo sem valor”. João Alves refere ainda o “impacto visual” negativo que lhe causou ver aquelas árvores caídas, a ele “e a todos com quem falou”. Este grupo de jovens famalicenses liderado por João Alves também considera que “estas árvores, património não só ambiental mas também histórico, foram abatidas sem o mínimo de esforço de as tentar enquadrar na reabilitação que se pretende fazer”.

Sentindo o futuro do seu bem-estar e da sua cidade em risco e sabendo que já não é possível devolver as árvores cortadas à terra, o grupo de jovens famalicenses decidiu que era tempo de deixar de aceitar estas ações em silêncio. Apela, por isso, “a todos os que não puderam estar presentes na vigília mas se identificam com esta desilusão e tristeza que coloquem fitas vermelhas no gradeamento da obra como manifestação”. de repúdio pelo ato. Prometem ainda não desistir de se expressar, e já contactaram até entidades como a Plataforma em defesa das árvores e a Quercus.

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Imagem: CR

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