Valioso património histórico e arqueológico transferido ao abrigo da nova legislação de transferência de competências para o Poder Local pode agora ver desenvolvido o seu valor identitário e turístico

Castelo de Faria passa para alçada do Município de Barcelos

Castelo de Faria passa para alçada do Município de Barcelos

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O Castelo de Faria, em Barcelos, uma das estações arqueológicas com maior projeção do Noroeste de Portugal, pela sua dimensão, significado histórico e diversidade arqueológica, passou oficialmente a ser gerido pelo respetivo município, a partir desta terça-feira, 15 de março. O monumento nacional poderá agora mais facilmente ver desenvolvido o seu valor identitário e turístico.

As Ruínas do Castelo de Faria e a Estação Arqueológica Subjacente, situadas nas freguesias de Gilmonde e Milhazes, classificadas como Monumento Nacional por Decreto-Lei nº 40684 de 13-07-1956, e que constituem uma das estações arqueológicas com maior projeção do Noroeste de Portugal, pela sua dimensão, significado histórico e diversidade arqueológica.

A estação arqueológica compreende uma área de 38.513 m², propriedade do Estado Português. Estava até aqui afeta à Direção Regional da Cultura do Norte, tendo sido agora transmitida ao Município de Barcelos, no âmbito da Lei n.º 50/2018, de 16 de agosto, que veio estabelecer o quadro de transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais, e pelo Decreto-Lei n.º 22/2019, de 30 de janeiro, que o desenvolve.

O sítio do Castelo de Faria: da Idade do Ferro a D. Afonso Henriques

O monumento é um conjunto notável de vestígios que datam desde a Pré-história até à Baixa Idade Média, passando pela Idade do Ferro, pela Romanização, e pelo período Altimedieval, implantados no outeiro noroeste do Monte da Franqueira. A ocupação sucessiva do outeiro ao longo de milhares de anos foi motivada por questões estratégicas, pelo excelente panorama visual que dali se desfruta sobre a bacia inferior do Cávado e sobre o oceano Atlântico.

O sítio foi alvo de intervenções arqueológicas, primeiro promovidas de forma informal pelo Grupo Alcaides de Faria desde a década de 1930 até 1950, tendo nessa altura sido identificadas e reconstruídas algumas estruturas entendidas como medievais e pertencentes ao Castelo de Faria, tendo-se então reconstruído estruturas de épocas diferentes; e numa segunda fase, as campanhas arqueológicas de 1978-1986, realizadas pela equipa de Arqueologia da Universidade do Porto, que interveio no povoado da Idade do Ferro e no quadrante do período Romano.

No local é possível observar os restos das muralhas e habitações do povoado da Idade do Ferro, de alguns edifícios do habitat Romano, mas o elemento mais monumental é o alicerce da torre de menagem e a muralha do castelo medieval, associado a dois eventos significativos da história nacional: foi neste castelo que D. Afonso Henriques assinou, em 1128, um conjunto de documentos, afirmando-se como governante do Condado Portucalense, num processo que culminou na Batalha de São Mamede; e onde foi assassinado Nuno Gonçalves, o famoso Alcaide de Faria, pelo invasor castelhano, durante a Segunda Guerra Fernandina.

A lenda do Alcaide do Castelo de Faria

Em 1373, reinando D. Fernando, o exército castelhano invadiu Portugal pelo Minho. As tropas portuguesas tentaram travar o avanço do inimigo, dando-lhe combate nos campos a norte de Barcelos. Durante a batalha, os castelhanos aprisionaram o alcaide do Castelo de Faria, Nuno Gonçalves e levaram-no ao castelo, para forçar a rendição dos portugueses. Nas portas do castelo, o alcaide gritou ao filho que não entregasse o castelo. Os castelhanos mataram Nuno Gonçalves diante do filho que mesmo assim, não entregou o Castelo de Faria. Este ato heroico transformou-se numa página lendária da história de Portugal, imortalizando a valentia de Nuno Gonçalves e o espírito de valentia e coragem do povo português na defesa do reino.

Protocolo assinado em Castelo Branco

Na cerimónia de assinatura do auto de entrega daquele monumento, que decorreu em Castelo Branco, estiverem presentes, entre outros governantes, a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, e a ministra da Cultura, Graça Fonseca. O Município de Barcelos foi representado pela vereadora da Cultura, Elisa Braga.

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Castelo de Faria, o bastião do Alcaide Nuno Gonçalves

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Imagem: João Carvalho

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