‘Antes da noite eleitoral, os comentadores políticos queriam enganar quem?’

A grande vitória de António Costa

A grande vitória de António Costa

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Depois de seis anos de governação intensa, com mais de dois deles envoltos numa pandemia cruel e mortal, António Costa e o Partido Socialista venceram de novo as eleições de 30 de janeiro de 2022, desta feita com maioria absoluta.

Tenho para mim que seria uma grande injustiça o povo português não dar esta vitória a António Costa. Mas o povo português é sensato e sabe reconhecer os méritos e a capacidade das pessoas e isso viu-se nestas eleições. Contra tudo e contra todos, da direita à esquerda, dos comentadores de ocasião que trocam as mãos pelos pés e os pés pelas mãos, alguns deles imberbes e sem saberem o que é a vida, António Costa resistiu porque é um político que sabe resistir e um político que sabe viver os momentos difíceis, sem álibis e sem dramas.

Depois de ter mandado embora ‘o diabo’ de Passos Coelho e de muitos comentadores que ‘juravam a pés juntos’ que ele vinha, António Costa lançou-se com tenacidade na restauração de Portugal, nunca virando a cara aos problemas, enfrentando-os com estoicismo e sabedoria.

A criação de melhores condições de vida e de existência para todos os Portugueses foram as suas grandes preocupações e ambições. Aumentou o salário mínimo das pessoas que outros criticaram, a começar por Rui Rio, como uma grande desgraça para o País e para a generalidade das empresas; reforçou a capacidade do Serviço Nacional de Saúde com recursos humanos, técnicos e materiais, ‘adivinhando’ que íamos passar por uma pandemia; operacionalizou os serviços da Segurança Social, tornando-os mais céleres e eficazes, para responderem às necessidades do Povo; foi em frente na Educação com novos investimentos e a redução histórica do abandono escolar precoce; e, com todo este investimento interno, reduziu o deficit e a dívida pública e Portugal cresceu economicamente acima da média da União Europeia.

Todos estes dados, facilmente comprováveis, quer pelo Instituto Nacional de Estatística quer pelo Eurostat (o organismo estatístico da União Europeia) mereciam um tratamento aprofundado e específico que não é, nem podia ser, o objeto desta crónica.
Ela serve apenas como reflexão em torno de um homem que ama Portugal e os Portugueses, que é um otimista (e todos estamos carentes de otimismo), que sob a sua aparência, às vezes dura e fria, se mostra um homem como todos nós: sensível, solidário e atento aos problemas de todos.

Os dois últimos dos seis anos do Governo de António Costa foram vividos pelos Portugueses no epicentro da crise sanitária motivada pela pandemia de Covid-19. Quando muitos anteviam, não deixando de o referir publicamente, com eco nos jornais e nas televisões do ‘costume’, a derrocada eminente do nosso Serviço Nacional de Saúde e o afundamento histórico da nossa economia, António Costa lá estava, no cimo das ameias dos castelos de Portugal, desfraldando a bandeira da tranquilidade e da bonança, sossegando os Portugueses e dando-lhes a esperança de melhores dias. Neste domínio foi absolutamente irrepreensível.

Mesmo com a forte crise económica que atingiu as empresas, as famílias e o País, António Costa nunca deixou de acudir a todos nestes momentos difíceis. Os apoios ao tecido empresarial, os apoios às famílias, os apoios aos trabalhadores e às empresas, através do ‘lay – off’, a concessão de subsídios a fundo perdido, às famílias e a título individual, o acompanhamento da situação financeira das IPSS (instituições particulares de solidariedade social), dos desempregados e de todos os que viviam em situação difícil são algumas das ‘marcas’ de um homem que nos soube governar com sabedoria, tranquilidade e afeto. Se fosse noutros tempos e com outro Primeiro-Ministro, éramos todos aniquilados e deixados ‘ao Deus dará’!

Foi por este conjunto de razões que apenas aflorei, e que referi anteriormente, que seria uma profunda injustiça dos Portugueses se António Costa não ganhasse estas Eleições Legislativas, eleições fundamentais para um ‘novo futuro’ dos Portugueses, de Portugal e dos Famalicenses, em particular. Os Portugueses, incluindo os Famalicenses, provaram mais uma vez que sabem ser justos e, acima de tudo, que querem um futuro melhor para todos.

Em sete de novembro de 2021, aquele que é apontado e que alguns consideram como o comentador mais credível e fiável da televisão portuguesa (estou a referir-me a Marques Mendes, comentador domingueiro da SIC), dizia que ‘sondagens a três meses das eleições valem zero’!

Claro que se as sondagens fossem favoráveis ao PSD, eram para o comentador um grande e bom indicador. Como eram favoráveis ao Partido Socialista, ‘valiam zero’! Este é o ‘protótipo’ dos comentadores das televisões portuguesas que eu já não tenho “pachorra” para ouvir.

O mesmo comentador (Marques Mendes), no mesmo programa da SIC, disse em 16 de janeiro de 2022: “Costa parte para estas eleições derrotado”. Se partiu derrotado, como se explica que tenha sido o vencedor? Este comentador faz-me lembrar o também comentador de assuntos económicos e financeiros, da SIC, de seu nome José Gomes Ferreira, que, ao tempo, alinhou com a tese do ‘diabo’ de Passos Coelho, difundindo-a na antena. Nunca pediu desculpa aos Portugueses pelo seu ‘erro de palmatória’! A partir daí, quando o vejo na televisão, mudo de canal… Vai acontecer o mesmo com Marques Mendes daqui para a frente.

Em matéria de comentadores, o filão é enorme. Então, o que podemos dizer (e só vou referir mais estes) dos comentadores e das comentadoras da “CNN Portugal” que, não respeitando a deontologia e a procura da verdade da “casa-mãe” americana, se permitem dizer e repetir, no antepenúltimo dia da campanha eleitoral que uma diferença de mais de cinco pontos percentuais, favorável ao PS, em relação ao PSD, era sinónimo de um empate técnico entre os dois partidos?

Queriam enganar quem?

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Acerca do Autor

Mário Martins

Nasci na casa dos meus pais, em 1951, em Arnoso Santa Eulália, e por lá me fiz adolescente, jovem e homem. Da minha infância, guardo na memória as longas jornadas da escola primária, para onde íamos muitas vezes descalços e com frio, a professora Beatriz, tirana e hostil para as crianças que nunca fomos, os dias sem fim a guardar ovelhas que pastavam nos montes… No fim da “instrução primária”, fui para o seminário, a “via de recurso” para quem não tinha “posses” para estudar no ensino oficial. Por lá andei cinco anos, dois em Viana do Castelo e três em Braga, nos seminários da Congregação do Espírito Santo. Foram tempos felizes: rezava-se muito, estudava-se muito, jogava-se muito “à bola” e havia boa comida! Com muitos sacrifícios dos meus pais, “fiz” o 7º ano (hoje 12º), no Liceu Sá de Miranda, em Braga. No fim deste “ciclo” fui operário na Grundig, em Ferreiros, também do Concelho de Braga, durante um ano. Entretanto, com uma bolsa de estudo da Fundação Gulbenkian, entrei na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Ao fim de três anos, em janeiro de 74, fui para a “tropa”, primeiro em Mafra, depois em Lamego, nos “comandos”. Eu era pequenino e franzino, mas os campos e os montes de Arnoso Santa Eulália, tinham-me feito forte, ágil e robusto! Depois fui professor, a minha profissão, carreira que foi acontecendo, enquanto completava a licenciatura, interrompida pela “tropa”. Fui Chefe de Divisão da Educação e Ação Social e Diretor de Serviços (adjunto do presidente), na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, na Presidência de Agostinho Fernandes, “no tempo em que tudo aconteceu”. Fui também Diretor do Centro de Emprego, num tempo difícil, em que a “casa” estava sempre cheia de desempregados, e vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, primeiro eleito pelo MAF (Movimento Agostinho Fernandes) e depois pelo PS. Hoje sou bom marido, pai e avô. A vida já vai longa, mas continua a trazer com ela a necessidade de construir, pensar e fazer…

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