‘Não nos bastamos nas respostas que buscamos’

Gosto dos conceitos que extravasam da forma tentada

Gosto dos conceitos que extravasam da forma tentada

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1.

Gosto dos conceitos que extravasam da forma tentada onde os metemos. Não cabem dentro das palavras que os traduzem, quando ditas, e transbordam delas, sempre quando escritas. Quem é Deus? O que é o amor? O que é a vida? Parece tão evidente. E, no entanto, não nos bastamos nas respostas que buscamos. Temos que nos libertar da escassez que temos das palavras, e encontrar um dizer novo que nos diga mais, e nos conduza às entranhas sábias das montanhas sagradas. Não podemos ceder um passo à pequenez ignara que impera e manda.

2.

O que é o encantamento? E o enamoramento, o que é? E a sedução? Onde nascem em nós, e onde moram? Podemos medi-los? Onde se expressam mais e melhor: no silêncio dentro, ou nas palavras maiores? De tudo o mais profundo e exigente, nas palavras, só existe, para o bem e para o mal, uma pequena parte. Temos de ver a luz fulminante mais que nos atravesse e guie. Só, então, veremos aquilo que podemos.

3.

Despimo-nos tantas vezes, porque é necessário, quando estamos bem, achamos por bem, nos sentirmos mais dentro dos grandes sentimentos. É no intimamente mais, que nos despimos mais. Também nos despimos e nos vemo mais, no silêncio das palavras. Porque as que temos não as temos na forma sua e substância quanto baste. A busca do som e da voz é a peregrinação nossa maior. Porque a voz é que nos diz e que nos faz.

4.

O que dos conceitos, dos pensamentos e dos sentimentos, do encantamento existe, e do sagrado, para além do que as palavras traduzem, é de uma geometria variável, cuja amplitude significativa se busca para a usufruir, só é entendível a partir dum centro que existe íntimo, indutor e básico, sem o qual falimos. Nós somos farrapos da sobrenatureza pura de onde caímos. Temos que urdir constantemente a teia da ascenção, até saltamos por cima das alturas.

5.

É esse centro, de que temos de partir, acrescentando-o sempre, é o cadinho da precipitação constante dos valores do pensamento lógico e dos afectos , núcleo guia do ser humano em construção sempre, que reaja eficaz e determinadamente à estupidez regressiva a que assistimos nestes tempos de ignomínia em que o mais sagrado humano é traído, falseado e violado. Não podemos.

6.

É na busca e na defesa desse baluarte de valores que se esconde a condição humana, e se traça o caminho do humano ao divino. Só não existem amanhãs que cantam porque nós não os sonhamos e não tivermos nem temos a força necessária para romper o círculo vicioso do caçador caçado e a coragem de plantar sempre as sementes, na certeza de que hão-de florir no fruto quando nós já não aqui. Porque nós não somos nós entrincheirados num egoísmo nosso incapacitante.

7.

Gosto dos conceitos que extravasam da forma tentada onde os metemos. Não cabem dentro das palavras que os traduzem, quando ditas, e transbordam delas, sempre quando escritas. Quem é Deus? O que é o amor? O que é a vida? Parece tão evidente. E, no entanto, não nos bastamos nas respostas que buscamos. Temos que nos libertar da escassez que temos das palavras, e encontrar um dizer novo que nos diga mais, e nos conduza às entranhas sábias das montanhas sagradas. Não podemos ceder um passo à pequenez ignara que impera e manda.

De sermos mortais e breves

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