O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) assinala, em Braga, com o lançamento de um livro, e na rua, no Porto e em Lisboa, e sob muitas formas, noutros locais, o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, como dia de luta e solidariedade com as mulheres que lutam em todo o mundo pela igualdade de direitos e pelo direito a uma vida em liberdade, igualdade, progresso e paz.
Elas estiveram nas prisões do fascismo destaca papel feminino no combate ao Estado Novo
No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o MDM estará em Braga, no Café Vianna, em Braga, às 17h30, para apresentação do livro Elas estiveram nas prisões do fascismo, da autoria da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP). Manuela Silva e Elisa Marques representarão o URAP e o MDM, respetivamente.
Este livro é uma homenagem a todas as mulheres portuguesas que, em tempos de medo, silêncio e opressão, combateram a ditadura fascista.
Elas estiveram nas prisões do fascismo é um importante contributo para destacar o relevante, e por vezes esquecido, papel das mulheres no combate à ditadura fascista. Homenageia as 1.755 mulheres presas nesse período e cujo nome constam no Registo Geral de Presos dos ficheiros da PIDE e do Cadastro da Torre do Tombo.
O livro Elas estiveram nas prisões do fascismo aborda a situação jurídica, as condições prisionais que enfrentaram, as lutas sociais e as movimentações democráticas em que participaram, bem como um breve historial das organizações femininas de orientação democrática.
Mulheres exigem Igualdade e Paz
Antes desse dia, este sábado, 5 de março, o MDM, movimento criado com o objetivo de reivindicar por ‘melhores salários, melhores condições de vida e igualdade de direitos’, ainda durante o Estado Novo, irá realizar uma Manifestação Nacional de Mulheres, no Porto, concentração essa que se repete em Lisboa no sábado seguinte, 12 de março.
A manifestação preparada pelo MDM para ter lugar no Porto – que conta com a participação de mulheres dos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Guarda, Porto, Viana do Castelo e Viseu -, transporta e reclama as suas reivindicações para concretizar a igualdade na vida, ainda tão longe de ser atingida, apesar de todos os avanços sociais conseguidos em mais de um século de luta pelos seus direitos.
Direitos das mulheres não podem esperar
Estas comemorações e esta Manifestação Nacional ‘serão uma jornada de exigência de Igualdade, que se pretende materializada em políticas que tenham os direitos das mulheres como uma prioridade’, destaca o MDM. Para lá disso, num momento tão delicado como o atual que o mundo atravessa, o Movimento Democrático de Mulheres pretende também que esta seja uma manifestação de ‘solidariedade com a luta das mulheres em todo o mundo em defesa dos seus direitos, contra todas as guerras e pela paz’.

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Imagens: DR
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