‘A democracia consolida-se não fazendo aceder ao poder apenas alguns, mas abrindo-o a todos os cidadãos’

Um novo horizonte

Um novo horizonte

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Está aberto um novo horizonte para o PSD de Barcelos e o seu Concelho.

Depois da demissão dos membros da CPS afectos à candidatura de Mário Constantino, a Comissão Política Nacional (CPN) do PSD avocou o processo de escolha do candidato à  Câmara Municipal de Barcelos (CMB), contrariando a unanimidade da votação local que apresentou o empresário João Sousa como seu candidato e homologou Mário Constantino como candidato a Presidente da Câmara de Barcelos.

Mário Constantino é o candidato, a coligação com o CDS e o Barcelos, Terra de Futuro (BTF), alegadamente, será uma realidade.

Esta será a candidatura de todos aqueles que se posicionam à  direita do PS e dos que não se reviram, nas políticas realizadas nestes 12 anos de mandato socialista. Assunto encerrado.

Com a situação da escolha do candidato resolvida, convém analisar, o futuro do PSD de Barcelos.

Esta decisão da CPN leva a crer que a direcção nacional do Partido percebeu perfeitamente o jogo de sombras que pairava sob essa candidatura, mas, sobretudo, entendeu que a Comissão Política local eleita no último acto eleitoral interno, mais não foi que a conjugação de personalidades, criando uma coligação negativa sem qualquer alicerce ou projecto visionário, visando somente retirar do poder o antigo presidente que, mormente cometendo erros, ficava a anos-luz por comparação a estes. “Atrás de mim virá quem bom de mim fará”.

Esta tomada de posição de Lisboa veio confirmar o descrédito, a incompetência e a legalidade (na forma) da actual Comissão Política Concelhia, após a demissão do Presidente eleito democraticamente. Relembro que a maior parte desses elementos foram fervorosos apoiantes da candidatura de Rui Rio a Presidente do Partido, tanto nas directas com Pedro Santana Lopes, como com Luís Montenegro, o que pressupõe um claro cartão vermelho ao actual elenco concelhio.

Nada mais resta a esta Comissão Política da Secção de Barcelos e às suas sombras que não seja a sua demissão em bloco, promover, conforme os estatutos, eleições intercalares e, com sentido de responsabilidade, afastarem-se definitivamente de qualquer função activa nos futuros órgãos do Partido.

O povo já se tinha manifestado com o seu voto, agora foi o próprio partido a abrir a porta de saida.
Haja decoro, vergonha, e sobretudo bom senso para aceitar esse convite.

Convém recordar que a maioria desta CPS, na oposição interna, criticou e bem o procedimento da escolha do candidato a Câmara em 2017 quando foi escolhida uma personalidade e dias depois já não o era, pois, pasme-se, cometeram o mesmo equívoco.

Os Barcelenses sociais-democratas exasperam pelo final destas lutas fratricidas dentro do PSD que durante quase 12 anos destruíram um capital acumulado com muito esforço e dedicação por muitos militantes, sejam eles ilustres ou desconhecidos.

Este é um tempo novo para este partido, está na altura de regressar ao reformismo, à génese do PSD.

É hora de entrarem em cena novos players, novas ideias, uma forma diferente de fazer política.

É o momento de travar a asfixia reinante, deixar o PSD de Barcelos respirar novos ares: frescos, livres, sem amarras ao passado.

Este é o momento “25 de Novembro” do Partido em Barcelos.

Barcelos precisa de um PSD forte, liderante, aberto à sociedade civil, capaz de apresentar-se como uma força responsável, reformista, moderna, inovadora, com um projecto para as pessoas, pelas pessoas e com as pessoas para todo o território municipal.

É por isso, necessário:

  • Recuperar o voto urbano, parar a sangria no voto rural;
  • Propor e efectuar uma política para o Século XXI;
  • Saber ouvir a sociedade e seus anseios, olhar de forma séria para os jovens, compreender e descodificar a sua mensagem;
  • Ouvir a experiência e lição de vida dos nossos anciãos;
  • Olhar para o passado, para as suas raízes, os seus princípios e ajustá-los à realidade actual;
  • Respeitar o primado da pessoa e a noção de política como objectivo de serviço e causa pública, servir o povo e não servir-se dele. Ter a noção que os cargos políticos são temporários e que não vale a pena continuar a teimar ficar (alter egos), quando o povo diz o contrário.

Saiba o PSD, aproveitar esta luz ao fundo do túnel.

Com dizia Francisco Sá Carneiro: “A democracia consolida-se não fazendo aceder ao poder apenas alguns, mas abrindo-o a todos os cidadãos”.

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Categorias: Barcelos, Crónica, Política

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