António Manuel Reis

Barcelos em ano de eleições autárquicas

Barcelos em ano de eleições autárquicas

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Barcelos: ano de eleições autárquicas


 

 

Entrámos em 2021 da mesma forma que saímos de 2020, prisioneiros de um vírus que matreiramente vai dilacerando famílias, empresas, sociedade, em geral, e democracia, em particular.

Portugal é um País com uma democracia madura, embora actualmente ameaçado por um Governo irresponsável e incapaz de governar.

Contudo, o povo é exemplar no reforço da democracia, como pudémos aferir nas eleições presidenciais, nas quais foi dada resposta aos fatalistas da abstenção.

Assim sendo, qualquer pensamento que passe pelo adiamento das eleições autárquicas é um erro clamoroso.

O caso de Barcelos

A preparação das eleições autárquicas em Barcelos, pelos principais partidos políticos locais, vai continuando.

Confirmaram-se as sondagens à população do concelho, para aferição do proto-candidato mais votado que, possivelmente, será um futuro candidato a liderança do Município nas próximas eleições autárquicas. Nada garante, na verdade, que o mais votado seja o candidato.

Partido Socialista deverá anunciar em breve o candidato ao lugar de Miguel Costa Gomes

No Partido Socialista, o processo encontra-se um pouco atrasado, mas é talvez mais pragmático – o partido é poder. Além disso, está tranquilo com o que vê do outro lado.

À partida, confirmar-se-ão os dois principais nomes dos candidatos a candidatos socialistas, sendo que outros a acrescentar irão ser meros figurantes.

Existe no partido uma grande divisão. O poder do presidente, tanto do poder local, como do poder partidário, já não é o que era, e a disputa com a Federação Distrital não é fácil. Convém relembrar que o responsável pelo distrito não foi apoiado pelo actual responsável concelhio. Talvez ainda durante este mês haja fumo branco.

Partido Social Democrata precisa definir o seu candidato com a maior urgência

Relativamente ao Partido Social Democrata, o estudo de mercado, a cargo de uma empresa do Porto, solicitado pela  direcção nacional, já esteve no terreno com o respaldo da Distrital e com os nomes enviados pela secção local. No inquérito, alegadamente, foi solicitada a escolha de 2 nomes.

Surpreendentemente, ou talvez não, ficaram de fora figuras que lideraram o Partido no concelho, nos últimos 6 anos, como por exemplo, o anterior presidente da Concelhia, ou anterior deputado à Assembleia da República, ou ainda o actual líder parlamentar na Assembleia Municipal, como também  figuras independentes, mas de reconhecido mérito, que seriam mais-valias, como, por exemplo, um conhecido empresário do ramo alimentar, ou um médico que teve responsabilidades no ACES desta área.

Porém, foram escolhidas figuras, todas elas personalidades respeitáveis e conhecidas, umas mais pelo seu percurso profissional e político, outras menos pelo seu profissionalismo político, mas todas reconhecidas pela sociedade barcelense.

Creio que muitos saberão, desde julho de 2020, quem irá ser o candidato a cabeça de lista à Câmara Municipal de Barcelos; e com mais certeza ficaram, na forma e conteúdo, pela forma como estas escolhas foram efectuadas.

Segundo parece, nesta pesquisa, para efeitos internos, só contam uns nomes. Um deles – as más-línguas são  terríveis – alegadamente anuiu à sondagem, mas declinou logo a partida a hipótese de avançar.

A ser verdade, qual réplica do boletim de voto das presidenciais, no boletim de auscultação do Partido ali figurava um candidato que era, desde logo e nem mais nem menos, um não candidato.

Para os mais desconfiados, aqueles que andam sempre com os golpes palacianos na boca, tenderão a pensar que isso não passa de uma forma de afirmar e impor uma candidatura secundária na base do “tudo se tentou, mas terá que ser esta”. Certamente não deve ser isso, poderão estar equivocados.

Para Barcelos e os Barcelenses era importante que estes processos tivessem um final com a maior brevidade possível.

Chega poderá vir a apresentar candidato à Câmara e à Assembleia Municipal

Nestas eleições autárquicas, vamos ter a concorrer pela primeira vez o Chega!, uma nova força política que poderá ter alguma implantação local e influenciar definitivamente o resultado final deste plebiscito em Barcelos.

Poderá existir a possibilidade de alguns descontentes, gente com mérito profissional, social, conhecidos e reconhecidos pela sociedade civil, com relativo peso político, a quem nunca lhes foi permitido explanar o seu pensamento devido ao caciquismo dos partidos tradicionais de centro-direita, que poderão avançar em listas deste novo partido, principalmente e com eventual possibilidade de eleição, casos específicos da lista à CMB e à Assembleia Municipal.

Escolhas a fazer e uma mudança necessária

Existem ainda escolhas, nas Freguesias e nas Uniões de Freguesia, que os Partidos têm que fazer e que estão pendentes de quem irá ser o respectivo candidato ao Município. Como quem andou nestas andanças sabe, as tropas só dão a cara e avançam quando souberem quem é o “general”, bem como o desejo da população que anseia conhecer atempadamente quem terá responsabilidades nas suas áreas.

Falta ao Presidente da República, no timing correcto, marcar a data das Eleições Autárquicas. Serão certamente entre Setembro e Outubro. Até lá, veremos o que vai acontecendo.

Barcelos precisa de mudança. Nos próximos dias saberemos se assim vai acontecer; ou talvez não.

 

Cuidem-se, protejam-se e protejam os outros. Cumpram as regras sanitárias. Vamos mandar o vírus embora.”

 

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Categorias: Crónica, Política

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António Manuel Reis

António Manuel Reis, nasceu em Barcelos a 07-10-1963. Concluiu em 1985, o curso na área de tinturaria têxtil UM/Mazagão. Formação em colorimetria, recursos humanos, automatização, sistemas de qualidade ISSO, planeamento, processos, produção. Industrial Têxtil de 1996 a 2009. Dirigente desportivo 1998 a 2004.Gestor empresarial de 2010 a 2013. Concluiu curso de formação de formadores em 2014. Trabalhador independente Real Estate Consultan 2018. Em curso, Licenciatura Ciências Sociais e Ciência Politica. Militante da JSD desde 1978/ Militante PSD desde 1981, delegado e Observador a Congressos, Delegado CPD, TSD, Membro da CPS, candidato a Presidente de Junta da UF Barcelos, deputado a UF. Candidato á Presidência da CPS. Membro independente da UF Barcelos. Partido Aliança em 2018.

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