CGTP-IN considera ser preciso que a economia continue a funcionar

Coronavírus | Isabel Camarinha considera fundamental manutenção dos rendimentos dos trabalhadores

Coronavírus | Isabel Camarinha considera fundamental manutenção dos rendimentos dos trabalhadores

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Isabel Camarinha, a líder da CGTP-IN, participou na reunião da Concertação Social de hoje, 17 de março, em que esteve em cima da mesa a análise às medidas decretadas pelo Governo para enfrentar a grave situação causada pela pandemia de Covid-19 e a forma como essas medidas estão a ser vertidas na legislação.

Para a maior central sindical, que vê enorme gravidade na situação social do momento, a “questão principal que se coloca é a manutenção dos desequilíbrios existentes, que não deveriam acontecer, de grande e mesmo enorme perda de rendimento pelos trabalhadores”

“É fundamental que os rendimentos dos trabalhadores se mantenham na sua totalidade para que estes e as suas famílias possam fazer efetivamente face a esta situação, às despesas acrescidas que muitos terão que ter para poder estar com os filhos em casa, para poder estar afastados do seu local de trabalho, até mesmo despesas de água e luz adicionais que terão de fazer e que não estava previsto numa situação normal”, referiu Isabel Camarinha. “Precisamos também que os rendimentos dos trabalhadores não se reduzam para que a nossa economia não tenha uma recessão, continue a funcionar e para que depois de passarmos esta fase difícil a retoma seja mais fácil e se garanta o desenvolvimento económico”.

Isabel Camarinha defende por isso que “o Governo deveria rever as medidas excepcionais lançadas para responder às consequências do coronavírus, para garantir que todos os trabalhadores, independentemente do seu vínculo laboral, não perdem rendimento”, referiu Pedro Crisóstomo, no jornal Público, a propósito de declarações prévias à reunião ocorridas anteontem. “Os rendimentos dos trabalhadores não deveriam ser reduzidos (como acontece com o apoio aos pais com filhos em casa, em que o subsídio equivale a 66% do salário) num momento em que se perspetiva que as suas despesas vão aumentar”.Assinale-se que a desproteção dos trabalhadores a recibos verdes é especialmente gravosa. “Numa situação em que todos vão ser confrontados com aumento das despesas, estes trabalhadores vão ficar numa situação de pobreza extrema”.

Entretanto, dados os atropelos à lei que se começam a fazer sentir em algumas empresas, a CGTP lembra a todos os trabalhadores que devem contactar o seu sindicato sempre que seja necessário defender os respetivos direitos no local de trabalho. “Sabemos que, em muitas situações, as empresas estão a não querer aceitar os direitos dos trabalhadores, a querer inclusive alterar esses direitos e reduzi-los aproveitando-se desta situação que estamos a viver”.

 

Fontes: CGTP, Público; Imagem: CGTP

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