A lutar também se está a ensinar

A lutar também se está a ensinar

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Assistimos neste fim de semana, provavelmente, a uma das maiores manifestações realizadas pela classe docente e demais representantes da comunidade escolar.

As reivindicações, que originaram esta e tantas outras saídas à rua, não são desconhecidas, aliás, diria que já têm cabelos brancos.

A esfera escolar inclui vários setores profissionais e todos são importantes e merecem a nossa consideração. Nesta manifestação podemos ver as suas diferentes reivindicações que em comum têm um grito de revolta – respeito!  As razões são simples. Pelo menos desde os 6 anos de idade que estes/as profissionais acompanham-nos, educam-nos, dão-nos a conhecer o mundo, as letras e os números, e a fantasia que sai dos contos e neste momento não são reconhecidos nem respeitados.

O seu papel na nossa vida pode ser muito marcante, e apesar de nem todas as experiências se possam traduzir em algo positivo, será esta relação, por exemplo, entre professor/a e aluno/a que poderá abrir portas e janelas a um novo mundo.

Numa das muitas imagens e vídeos partilhados encontrei uma frase que resume muita coisa – A lutar também se ensina!

As formas de ensino podem ser tantas e em tantos caminhos, que reduzir o ensino às quatros paredes de uma sala, ou à visão de um único/a autor/a é enclausurar a pessoa humana. Mas, também, é na luta que se mostra que a sociedade não pode manter-se adormecida perante a contínua usurpação ou não reconhecimento de direitos sociais, laborais e fundamentais.

Um dos pilares basilares da democracia é a educação e neste momento este pilar treme e vacila, sem que nada se faça para impedir a sua queda.

Queremos que o futuro de uma geração esteja ameaçado por falta de acesso a um ensino justo e equilibrado? Como podemos permitir que os agentes responsáveis por esta missão de educar não sejam devidamente respeitados?

Este respeito passa, não só por salários justos, mas por garantir estabilidade na contratação, quebrando ciclos de contratos a termo incerto ou a termo que os coloca todos os anos, em setembro, de volta ao desemprego, colocando a sua vida pessoal e familiar em constante suspensão.

Os profissionais de educação nunca estiveram tão bem preparados, como hoje em dia, mas também nunca lhes foram exigidos tantos deveres para tão poucos direitos. Turmas e carga horária excessivamente extensas, excesso de burocracia que afasta as/os professores/as da sua verdadeira essência, programas escolares desatualizados, escolas sem fundos, entre outras dificuldades diárias.

E é neste cenário que queremos que se eduque a nossa futura geração. Por isso, esta não é uma luta apenas dos/as professores/as. Esta é uma luta de todas e todos nós por toda uma sociedade que se quer progressista e democrática, por todas e todos os profissionais de educação, alunas/os, pais e encarregados de educação e por todas/as nós portuguesas/es, que queremos um país onde haja educação.

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Imagem: Pedro Costa

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