Miguel Matos

Responsabilidade | Estamos Presidentes, não somos Presidentes

Responsabilidade | Estamos Presidentes, não somos Presidentes

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Escrevo estas palavras dirigindo-as especialmente a todos aqueles de vós que ainda hoje se dedicam apaixonadamente a uma ou mais instituições, assumindo a responsabilidade de as dirigirem enquanto seus presidentes.

Decidi escrevê-las agora que já passaram quase quatro anos desde o fim dos quatro mandatos de dois anos em que exerci o cargo de Presidente da Direção do Ténis Clube de Famalicão, instituição sem fins lucrativos, com sede e atividade no concelho de Vila Nova de Famalicão, onde resido. Porque agora é mais fácil, porventura mais límpido até, expressar os sentimentos que me invadem.

Tenho hoje plena consciência de que houve muitos momentos em que me senti orgulhosamente Presidente daquela instituição, sentindo pessoalmente com intenso afinco e total entrega as dores e os prazeres das agruras e das vitórias que todos nós, dirigentes e sócios daquele clube, vivíamos em prol da concretização da visão que tínhamos, da missão que definimos e dos valores que defendíamos.

E por saber o que todos sofremos, pessoal e profissionalmente, quando nos entregamos de alma e coração às instituições que dirigimos. Por saber o que abdicamos sem pedir nada em troca para nós próprios ou para os nossos. Por saber o que fazemos sofrer os que nos rodeiam, sobretudo os que mais nos amam, em prol da instituição que dirigimos, em prol do bem comum e da comunidade onde estamos inseridos, deixo aqui esta mensagem com o intuito de vos ajudar a percecionar melhor, com mais distância, com mais objetividade, com mais realismo, o que é isso de exercer um cargo de Presidente numa qualquer instituição.

Nós não somos Presidentes da instituição que dirigimos. Nós estamos Presidentes. Os momentos ou períodos em que assumimos o exercício do cargo para que nos elegeram são efémeros. As instituições, por seu turno, são perpétuas na sua essência, pois a sua existência não está condicionada pela existência de nenhum ser sujeito à lei da vida.

Um dia também vós sentireis isso e será maravilhoso veres a instituição que dirigistes, prosseguir, materializando perpetuamente alguns dos vossos sonhos e toda a vossa dedicação. Estareis hoje assim Presidentes com tão mais eficaz e eficiente entrega, quanto menos sentires que sois Presidentes.

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Categorias: Crónica, Sociedade

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