Sandra Gonçalves

Clipping | Novo hospital…. e Barcelos não. Porquê?!!!

Clipping | Novo hospital…. e Barcelos não. Porquê?!!!

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Acaba de ser apresentado pelo Partido Socialista, o Programa do XXII Governo Constitucional – ou seja,  a cartilha que nos regerá no quatriénio 2019 a 2023 – se surpresas pelo meio não existirem.

Da leitura atenta deste programa, no capítulo da “Promoção do investimento centrado na melhoria da competitividade e da qualidade dos serviços públicos”, rubrica que inclui as melhorias do Serviço Nacional de Saúde (SNS), como a construção de novos hospitais, o Governo não diz quais os hospitais que  pretende construir.

Assim, e face à realidade por todos conhecida, não se concebe, que, de entre outros, não seja o Hospital de Barcelos, um dos novos a ser construído.

Porquê?

Independentemente da ideologia política de cada um, o certo é que não podemos pautar a nossa intervenção cívica por outra causa que não seja Barcelos.

Vamos a factos…

O Hospital de Barcelos apresenta inúmeras debilidades que impedem a unidade hospitalar de dar uma resposta cabal e atempada à população, bem como o obrigam a encaminhar os doentes para outros hospitais, nomeadamente, para Braga.

Ano após ano, as valências têm sido sucessivamente esquartejadas.

Desde 2006 “que se deixou de poder nascer barcelense”, uma vez que foi retirada a valência da maternidade para não mais voltar, porque o governo PS encerrou o serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria Maior transferindo-o para o Hospital de S. Marcos em Braga.

Há 13  anos pese embora as promessas do então governo, dos responsáveis da saúde e dos partidos da governação, de manutenção de todas as restantes valências e serviços do Hospital de Santa Maria Maior, e designadamente a construção de um novo Hospital, o que se registou foi um processo de esvaziamento e enfraquecimento da resposta assegurada por esta unidade hospitalar.

No ano passado, em visita ao Hospital de Barcelos, a ministra Marta Temido, que se mantém como ministra da saúde no atual executivo, afirmou que o projeto existente para a construção de um novo hospital já teria cerca de uma década e que precisaria de ser reavaliado.

Senhora Ministra, já passou um ano desde estas suas declarações, V. Exa já reavaliou ou mandou reavaliar! Não o tendo feito, quanto tempo mais vai precisar?

Recordo-lhe Sr.ª Ministra que o Hospital de Barcelos, serve uma população de cerca de 155 mil habitantes (120 mil de Barcelos e 35 mil de Esposende).

Senhora Ministra / Senhor Presidente de Câmara – o serviço de urgência do nosso Hospital de Barcelos apresenta enormes carências, designadamente, falta de espaço e de condições condignas para acolher os milhares de doentes que ali recorrem.

Há relatos recentes de internamento de doentes em macas até que sejam libertadas vagas nos pisos de internamento.

O bloco operatório tem poucas salas cirúrgicas.

O Hospital de Dia de Oncologia, que se localizava num espaço sem condições adequadas, também já terá encerrado.

Sabem V. Exas o porquê destes problemas? Porque o Hospital está localizado em instalações subdimensionadas e desadequadas para a prestação de cuidados de saúde.

Não fossem os excelentes profissionais e o brio e dedicação dos mesmos e as tragédias poderiam ser muito maiores.

Já agora, Sr.ª Ministra  e Sr. Presidente de Câmara, terão V. Exas ainda presente que o Hospital de Santa Maria Maior de Barcelos funciona em instalações propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, pelo que o Estado paga uma renda mensal de 11.462,37 euros (valores de 2018), conforme foi respondido pelo Governo à pergunta nº 563/XIII/3ª efetuada pelo Grupo Parlamentar do PCP?

Aqui chegados, é caso para perguntar o que falta para que se construa o novo Hospital de Barcelos!!!

Ora, em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos, assinaram um protocolo para a construção do novo hospital. Segundo o protocolo, à Câmara caberia adquirir os terrenos necessários para o efeito.

É imperativo, neste momento, que se respondam a duas grandes questões:

Se a Câmara Municipal já adquiriu ou não os terrenos para tal construção; e

Se o governo já refez o projeto como se comprometeu e quando inicia a construção.

Não há portugueses de primeira e de segunda, e como Barcelense, eu e muitos, recusamo-nos a ter um tratamento desigual em matéria de saúde em relação aos demais cidadãos de Lisboa, Sintra, Seixal, Évora e Madeira – todos brindados com novos hospitais.

E Barcelos não. Porquê ?!!!

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Categorias: Crónica, Política, Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Sandra Gonçalves

Sandra Duarte Gonçalves nasceu em Angola, cidade do Lobito em 1975. Licenciou-se em Direito em 2001, na Universidade Moderna do Porto. Em 2012 iniciou os estudos de Mestrado em Direito dos Contratos e das Empresas na Universidade do Minho, e em 2015 o Mestrado de Gestão das Industrias Criativas na Universidade Católica do Porto. Inicia a sua formação como advogada em Barcelos, cidade que escolhe para o estágio e o posterior exercício da advocacia, onde atualmente se encontra sob o comando do escritório SDG Advogados. Em 2016 iniciou a atividade de docência no IPCA, dedicando-se, atualmente, em exclusividade à advocacia e assessoria empresarial em termos profissionais. Dedica parte do seu tempo às causas socias e ao voluntariado, sendo atualmente a “violência doméstica” e a “violência sobre idosos”, as causas onde tem exercido mais ingerência, como palestrante, oradora e coordenadora de diversas iniciativas. Militante do PSD desde os 14 anos de idade é atualmente membro da Comissão Política de Secção de Barcelos e coordenadora da secção de Justiça, Cidadania e Igualdade do Conselho Estratégico de Barcelos. É católica praticante. É casada e mãe de quatro filhas.

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