António Fernandes

Eleições | Abstenção. Pensamento. Organização Social.

Eleições | Abstenção. Pensamento. Organização Social.

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A abstenção não é, de todo, motivada pelo desleixo, comodismo ou protesto.

A abstenção é o resultado do mau trabalho feito pelos agentes políticos ao longo dos anos no sentido do esclarecimento e… do exemplo no exercício do cargo. Um cargo com demasiado peso ético e de responsabilidade superior uma vez que rege as regras que ditam a vida das pessoas assim como a evolução da sua organização social de modo a que a sua qualidade de vida seja melhorada continuamente e o equilíbrio ambiental não seja colocado em causa.

O cidadão comum não é formatado para lidar de perto com os mecanismos do poder. Nem sequer para a cidadania. E muito menos para as questões ambientais. O cidadão comum é o resultado das políticas gerais transitadas ao longo de gerações e por isso atua em conformidade.

A educação e o conhecimento legado e aplicado desde a era das cavernas ao presente tem sido sempre no domínio da sobrevivência da espécie.

Assim sendo o cidadão comum é formatado para interagir numa sociedade competitiva e individualista.

Esta circunstância baliza o comportamento das sociedades em torno daquilo que o indivíduo tem para si como sendo as suas prioridades ou preferências.

É de acordo com este formato que a abstenção deve ter leitura consentânea e apurar a montante as causas e a jusante as consequências.

Os atuais agentes políticos, que emergem de uma sociedade onde predomina o figurino descrito, não conseguem transmutar-se e por isso refletem o comportamento comum dessa mesma sociedade.

No entanto as conjunturas sempre foram dinâmicas e tiveram, por de trás dessas dinâmicas, pessoas inconformadas que apuraram o seu pensamento em exercícios utópicos em que parte dessa utopia se transformou em um desafio estrutural de mudança da organização social de forma a que assente em bases de propulsão com trajeto claro onde a liberdade a equidade e o tratamento se ajuste.

Um ajuste que não aparece nunca por arte ou magia, mas que faz doutrina nas organizações com vocação de poder progressistas e provoca reação organizada conservadora e retrógrada.

Como é óbvio, há diversas fases e estádios de organização social em resultado do conhecimento existente e que por isso se movem de acordo.

 

Imagem: Element5 Digital

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Categorias: Crónica, Política

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

António Fernandes

António da Silva Fernandes nasceu em 1954, em S. José de S. Lázaro e reside atualmente em S. Mamede de Este, em Braga. É chefe de serviços da Alcatel. Como dirigente associativo, esteve e/ou está envolvido com: ACARE; GETA; Academia Salgado Zenha; Academia Sénior Dr. Egas; Associação de Pais da Escola Dr. Francisco Sanches; APD - Associação Portuguesa de Deficientes; Associação de Solidariedade Social de Este S. Mamede. Ao longo da sua vida, desenvolveu atividade política no MDP/CDE; JCP; PCP; LIESM-Lista Independente de Este S. Mamede; Comissão Política do Partido Socialista - Secção de Braga; Clube Político do Partido Socialista - Secção de Braga. Na política autárquica, desempenhou funções na Assembleia de Freguesia e no Executivo da Junta de Freguesia de Este S. Mamede. Desenvolve atividade na escrita: Poesia em antologias nacionais e plataformas digitais; Artigos de Opinião em Órgãos de Comunicação Social local e nacional, em suporte de papel e digital quer em blogues quer em Órgãos da Comunicação Social escrita. Colaborador na Rádio: R.T.M. (Solidariedade); Antena Minho (Cumplicidades).

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