‘Que os sonhos não se diluam / numa eternidade de esperas’

Sinceramente (‘Ex Animi Sententia’)

Sinceramente (‘Ex Animi Sententia’)

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Que a beleza não se nos morra

nas esquinas.

.

Que a justiça não se nos adormeça

entre as grades.

.

Que o futuro não se nos seque

nas nossas veias.

.

Que o choro não se nos apague

da memória.

.

Que os sonhos não se diluam

numa eternidade de esperas.

.

*

.

Que la belleza no se nos muera

en las esquinas.

.

Que la justicia no se nos duerma

entre las rejas.

.

Que el futuro no se nos seque

en nuestras venas.

.

Que el llanto no se nos borre

en la memoria.

.

Que los sueños no se diluyan

en una eternidad de esperas.

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Obs: este poema foi originalmente publicado no livro En Voces del Extremo. Poesía antidisturbios (Edições Amargord, 2015). (Tradução: Pedro Costa).

Imagem de destaque: SMILE – Grafitti em muro de Braga (José Rocha; fotografia).

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Categorias: Cultura, Literatura, Poesia

Acerca do Autor

Montserrat Villar González

Montserrat Villar González, Licenciada m Filologia Hispânica y Filología Portuguesa. Professora, poeta e tradutora. Presidente da Associação Cultural PentaDrama. Colaboradora em diferentes meios de informacão. Os seus poemas encontram-se publicados em diferentes livros, alguns deles antologias ou obras conjuntass, revistas literarias e blogs. Recebeu diversos prémios literários, entre os quais o Premio Sarmiento de poesia pelo conjunto da sua obra em 2015. Igualmente em 2015, publicou em Portugal a antologia Terra habitada, uma integral da sua obra.

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