Diminuir o impacto da subida das taxas de juro no orçamento familiar

Diminuir o impacto da subida das taxas de juro no orçamento familiar

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Com a subida das taxas de juro, a subida da inflação, e a correspondente perda de poder de compra, o esforço das famílias portuguesas para pagar as suas contas mensais tem crescido imenso ao longo deste ano de 2022.

Assim sendo, é importante perceber de que modo esses aumentos, quer dos juros, quer da inflação, impactam a sua vida familiar. Se em relação à inflação pouco podemos fazer para lá de termos mais cuidado na escolha dos produtos – e respetiva quantidade – que consumimos, já em relação ao aumento das taxas de juro, nomeadamente do crédito habitação, podemos ter uma atitude mais pró-ativa e defender-nos de diversas formas se conseguirmos baixar ou poupar na prestação mensal ainda no corrente ano de 2022, mas também no de 2023, que se anuncia desde já como de manutenção destas subidas.

Por isso, neste artigo, vamos-lhe explicar o que significam estas novas subidas das taxas de juro diretoras, o impacto das mesmas nas famílias portuguesas, assim como algumas dicas que poderão fazer com que consiga diminuir a sua prestação mensal à banca.

O que significa a subida das Taxas de Juro Diretoras por parte do BCE?

Como forma de controlar e estabilizar a inflação na zona euro, o Banco Central Europeu (BCE) aumentou, pela terceira vez desde julho deste ano. as taxas de juro diretoras em 0,75%, fixando-as em 2%.

Com esta atualização das taxas de juro, estamos a ter como consequência direta uma nova subida das taxas Euribor – que já vinham a registar máximos de 10 anos.

Segundo vários economistas, isto pode significar que as taxas Euribor poderão atingir os 3% a 5% na primeira metade de 2023. Assim, o expectável é que continuemos a assistir a fortes subidas nas prestações mensais dos portugueses que tenham um crédito habitação com taxa variável associada.

Qual será a subida da Prestação Mensal do meu Crédito Habitação?

A subida da prestação mensal não será igual para todos. Isto porque irá depender do montante que tem em dívida e do contrato atual com a sua instituição financeira.

No entanto, podemos dar um exemplo de uma família que tenha um contrato de crédito habitação a 30 anos, com valor em dívida de 150.000 €, indexado à Euribor a 12 meses (há um ano estava nos -0,5%), com um spread de 1,2%.

A mensalidade da casa, paga atualmente, é de 462 €. Contudo, se atualizarmos a taxa Euribor a 12 meses para os 2,6%, a prestação mensal desta família passa para os 699 €. O que significa um aumento de 237 €.

Portanto, se as previsões das subidas da Euribor se confirmarem para a próxima primavera, existe uma grande probabilidade da maioria das famílias portuguesas ficarem sem forma de conseguirem sustentar o pagamento mensal das suas casas mais a inflação que temos assistido.

Como baixar a Prestação Mensal do Crédito Habitação?

A verdade é que não existe maneira de não sentir este aumento do custo de vida. Existem, todavia,  formas de tentar minimizar o impacto que todas estas notícias poderão ter na sua carteira.

No essencial, são três as alternativas possíveis:

Renegociar o Crédito

As instituições financeiras não querem que os seus clientes deixem de pagar as suas prestações mensais. Por isso, se a sua taxa de esforço mensal for demasiado elevada, pode sempre entrar em contacto com a sua instituição e solicitar uma renegociação do crédito habitação.

Em muitos casos, para ajudar nesta renegociação poderão ser propostas, por parte da instituição, a subscrição de outros produtos financeiros para baixar o seu spread. Deverá analisar e entender se pode compensar, ou não.

Além desta possibilidade, se for viável, a instituição financeira pode sugerir um aumento dos seus prazos de pagamento para diminuir a sua prestação mensal. Todavia, lembre-se que, quanto maior for o prazo de pagamento, maior será o custo total do empréstimo.

Transferir o Crédito

Se o processo de renegociação não for suficientemente vantajoso para si, pode sempre solicitar uma transferência do seu crédito habitação.

No fundo, é como fazer um novo crédito habitação, mas com outra instituição que oferece melhores condições. A instituição trata de todo o processo consigo e salda a dívida com a instituição antiga, passando assim a dívida a estar do lado da nova entidade.

Este processo, acaba por não ser tão dispendioso como há uns anos. Isto porque as instituições, para conseguirem angariar novos clientes, tendem a pagar todos os custos associados à transferência do seu crédito habitação.

Consolidar os Créditos

Esta solução é ideal para quem tem vários créditos ativos, alguns deles com taxas de juro elevadas.

Isto porque um crédito consolidado permite juntar todos as suas dívidas (podem estar em instituições diferentes), numa só crédito com prazo de pagamento mais alargado.

Isto faz com que a sua prestação mensal possa ser reduzida significativamente – em alguns casos falamos de uma redução para menos de metade.

Este tipo de crédito pode ser feito entre vários créditos pessoais, mas também pode incluir crédito hipotecário, o que lhe vai permitir um prazo de pagamento ainda mais alargado e taxas de juro mais simpáticas, ao atenuar ainda mais o impacto da subida dos juros.

Para isso, basta encontrar no mercado o melhor crédito consolidado para aquilo que pretende.

Experimente entrar em contacto com várias instituições financeiras ou intermediárias de crédito e faça diversas simulações até encontrar a solução ideal para o seu caso.

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Categorias: Crédito, Economia, Finanças

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