Consumo absorve apenas uma terça parte da conta mensal

Fatura da luz tem mais taxas e impostos do que eletricidade

Fatura da luz tem mais taxas e impostos do que eletricidade

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Sabe que só uma terça parte do que paga na sua fatura de eletricidade é, efetivamente, o preço da energia e a margem do comercializador? De facto, é caso para ficar surpreendido.

A eletricidade é um dos principais encargos mensais dos portugueses, e muita gente se queixa dos seus preços elevados. Mas a verdade é que a maior parte dos consumidores nem se dá ao trabalho de verificar com cuidado aquilo que está efetivamente a pagar quando recebe as faturas, seja porque não se está para ter esse trabalho, seja porque as faturas de hoje em dia são tão complexas que quase exigem um doutoramento específico para o efeito.

Em geral, quando recebemos as faturas olhamos essencialmente para o valor a pagar, mas não temos o cuidado de as  esmiuçar com detalhe. No caso da eletricidade, em que o valor percentual do IVA foi reduzido e, mesmo até mais, em que o Governo introduziu um desconto de compensação pelo aumento do consumo doméstico devido à pandemia de COVID-19 – que se pode dizer ridículo de tão insignificante uma vez que, em muitos casos, o valor gasto para dar a conhecer ao consumidor o valor do desconto é igual ou maior do que o valor pago a diversas empresas, nomeadamente CTT, entre outras -, fique a saber que 64% da sua fatura de eletricidade é composta por tarifas e impostos.

Não admira, assim, que seja difícil baixar os preços de forma significativa. Um dos principais motivos é precisamente o de, além de pagar a própria energia e a margem de lucro do comercializador – EDP ComercialEndesaIberdrolaGoldenergy, nomeadamente -, a fatura incluir toda uma série de taxas e impostos que estão incluídos na fatura a pagar.

Tarifas e Impostos representam 64% da fatura de eletricidade

As tarifas de acesso às redes  – que pagam o envio da energia até casa e a manutenção da potência – são o maior encargo, mas também o IVA e a Contribuição Audiovisual têm impacto relevante nos custos, a que se juntam o Imposto Especial do Consumo (IEC) do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e também a taxa DGEG, uma taxa específica sobre as lâmpadas. Esta é uma conclusão da consultora Comparamais, especialista na comparação de preços de energia, que analisou uma fatura da EDP Comercial, um dos líderes na comercialização de energia do país, para um consumo mensal de 400 kWh numa potência contratada de 6,9 kVA (valores ERSE para um casal com dois filhos).

Tarifas de Acesso às redes são o maior custo na fatura

O maior peso na fatura fica a cargo das tarifas de acesso. Esta taxa, paga por todos os clientes do mercado livre e regulado, representa quase metade do valor total e incide tanto sobre a potência contratada como no custo unitário (kWh) da energia consumida. Para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) as tarifas de acesso representam 75% do custo total da potência e 50% do valor pago pela eletricidade.

Medidas recentes de apoio com impacto insignificante

A redução do IVA para 13% nos primeiros 100 kWh consumidos mensalmente foi uma das mais recentes medidas de apoio no setor. Mas, ao ser aplicado aos primeiros 100 kWh, a redução acaba por ser mínima e com impacto quase irrelevante para a maioria dos portugueses. No caso apresentado, a redução do IVA permite poupar apenas 1€ numa fatura total de 94€. isto é, na prática trata-se de uma redução anual de 12€.

Descida de 10% na eletricidade com impacto mínimo

Fica também claro que a margem para baixar preços é reduzida, porque o preço efetivo da energia e os seus proveitos representam apenas 36% da fatura. Por isso, uma redução de 10% no preço da energia e margem de lucro das empresas significaria, neste caso, apenas uma descida de 3,77€ no valor a pagar (3,13€ da redução direta do preço da eletricidade e 0,64€ através do IVA). Ou seja, baixar o preço da eletricidade 10% apenas reduz o custo total da fatura em 4%.

Simular os preços é a melhor opção para os portugueses pouparem

Como as taxas e impostos são 64% do valor pago na fatura, a melhor forma dos portugueses pouparem é através de preços mais baixos para os restantes 36% da conta. E isso pode ser alcançado ao comparar as tarifas no simulador de preços de eletricidade, já que as diferenças entre empresas poderão ser significativas.

“É assombroso pensar que ⅔ da fatura de eletricidade são taxas e impostos. Mas, mesmo com estes custos fixos a representarem 64% do total, é possível reduzir os gastos mensais com eletricidade” se se compararem preços entre fornecedores, lembra Rui Mota, o diretor do Departamento de Energia da Comparamais.

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Imagem: Comfreak/Pixabay

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Categorias: Consumo, Família

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