Aguardar pela convocatória e vacinar-se é garantir a erradicação da pandemia

Saúde | Começa a vacinação anticovid de 900 mil idosos e doentes de risco

Saúde | Começa a vacinação anticovid de 900 mil idosos e doentes de risco

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Vacinação anticovid


 

 

Vacinação anticovid inicia-se esta quarta-feira, 3 de fevereiro.

Hoje é o primeiro dia de administração da vacina a pessoas com mais de 80 anos ou com mais de 50 anos e patologias associadas, no quadro da primeira fase do plano de vacinação. Esta fase da vacinação ocorre nos centros de saúde ou outros locais substitutos entretanto escolhidos para o efeito. Hoje teve início em Lisboa, no Centro de Saúde de Alvalade, e prossegue, a partir de amanhã, em mais sete locais da região Norte.

Novo universo de vacinação abrange 900 mil pessoas

Este é «um processo muito mais exigente, que abrange um universo de cerca de 900 mil pessoas, os que têm mais de 80 anos e mais de mais de 50 e doenças associadas, e que vai exigir uma grande capacidade de mobilização de todas estas unidades de saúde», referiu António Costa, o Primeiro-ministro, presente no Centro de Saúde de Alvalade, em Lisboa.

Vacinados até agora mais de 400 mil pessoas

«Já temos mais de 400 mil pessoas que tiveram, pelo menos, a primeira toma: profissionais de saúde considerados prioritários, todos os utentes e trabalhadores dos lares, outras residências para idosos e unidades de cuidados continuados», referiu ainda.

António Costa acrescentou também que «agora vamos dar um grande salto, que é chegar a uma população muito mais diversificada e recorrendo a espaços menos confinados do que os hospitais e os lares».

Fase de vacinação mais complexa e exigente

«Vamos ter dois meses de trabalho muito exigente, que vai ser fundamental para preparar a fase seguinte, em que, já estando vacinados todos os com mais de 80 anos e os com mais de 50 com comorbilidades, começamos a dirigir-nos à população em geral», disse.

O Primeiro-Ministro referiu que a vacinação geral «vai ser um exercício muito mais complexo, que vai ser limitado pela quantidade de vacinas disponíveis».

Todavia, acrescentou, «há um esforço muito grande da Comissão Europeia para conseguir que a indústria cumpra os contratos, que aumente a sua capacidade de produção, para que possamos acelerar o processo de vacinação».

Aguardar pela convocatória e garantir a erradicação da pandemia

A vacinação «é fundamental porque é a única forma de erradicarmos a pandemia. Sabemos que temos excelentes profissionais de saúde – nos hospitais a tratar quem tem de estar internado, a acompanhar os doentes que podem estar em casa –, que toda a comunidade vai fazendo um esforço grande para prevenir o contágio através do uso das máscaras, do distanciamento, etc., mas a vacina é a garantia de erradicar a pandemia», disse António Costa.

Porém, «não vale a pena termos excesso de ansiedade, nem correr para as unidades locais de saúde a pedir a vacina. Cada um vai ser contactado para, no momento próprio, receber a vacina».

Confiar nos profissionais

«Confiamos no que nos dizem os profissionais e os médicos, como quando vamos a uma consulta no médico». É, por isso, fundamental «que respeitemos os critérios de prioridade que as autoridades técnicas e de saúde definem. É inútil fazermos de treinadores de bancada, a achar que esta doença deve ser mais prioritária do que aquela», complementou.

Sendo importante que, «cada um, à sua vez, aguarde pela mensagem com o dia, hora e local onde deve ir ser vacinado», o Primeiro-Ministro sublinhou que «temos de seguir as regras e não fazer nada que as contrarie. Se assim fizermos, sabendo que as doses de vacina que nos são disponibilizadas são limitadas, chegaremos o mais rapidamente possível a todos e prioritariamente a quem mais precisa».

Vacinas controlam doenças

«Este é um esforço que vale a pena, num País em que, felizmente, ao longo de décadas, nos habituámos a que a vacinação é um passo fundamental para o controlo da doença».

«Assim tem sido ao longo de gerações, e isso tem-nos permitido melhorar os resultados alcançados em saúde. E esta é mais uma vacina», disse.

Vacinação vai demorar tempo

A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que o processo de vacinação, «por muito que o queiramos acelerar, vai ainda demorar tempo [devido aos contratempos de atraso na produção e distribuição]. Neste tempo «é fundamental que todos, os vacinados e a restante população, continuemos a manter as medidas de proteção, desde o distanciamento física à utilização de máscaras, ao arejamento dos espaços e à higienização das mãos».

O Governo tem «aplicado o plano de vacinação no respeito das orientações técnicas definidas pela Comissão Nacional Técnica de Vacinação, pela Direção-Geral de Saúde e pela task force do plano».

Assim, «dos profissionais de saúde prioritários, quer do SNS, quer de outras instituições, muito foram já vacinados, os residentes e profissionais de lares e unidades da rede de cuidados continuados foram já todos vacinados, exceto em unidades onde havia surtos», disse.

Sistema de contacto inovador

Agora, «estamos a avançar para uma fase mais complexa de vacinação de um grande grupo populacional que não está concentrado em alguns locais», disse, destacando o «processo inovador de introdução do sistema de mensagem para que as pessoas possam ser chamadas para a vacinação».

Marta Temido referiu também que «as pessoas que não têm equipa de saúde familiar ou médico de família, podem ir ao médico particular e, estando em condições de ser vacinadas, recebem uma declaração que as considera elegíveis» e que devem apresentar nos centros de saúde.

A Ministra sublinhou ainda que a preocupação do Governo «é garantir que o sistema chega a todos adequadamente».

Imagens: Governo

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