‘Escrutinemos sistematicamente os actos dos nossos governantes políticos e avaliemo-los criticamente, na perspectiva da «Ética Republicana»’

5 de Outubro: desafio ao escrutínio sistemático dos governantes

5 de Outubro: desafio ao escrutínio sistemático dos governantes

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A «Ética» envolve, simultaneamente, uma avaliação pessoal de comportamentos e um juízo público dessas condutas, implicando que quaisquer actos que se pratiquem, ainda que privados, não envergonhem os seus praticantes se tornados públicos.

A «Ética Republicana» será, pois, a aplicação específica de tal princípio aos condutores e gestores políticos de uma REPÚBLICA, aos responsáveis directos pela administração da Coisa Pública (RES PUBLICA) de um dado país, designadamente no assegurar da primazia absoluta do interesse público sobre os interesses particulares em geral.

Portugal, desde a Revolução de 5 de Outubro de 1910, assumiu-se como uma REPÚBLICA, num caminho que, interrompido pelos obscuros anos da Ditadura Salazarista (o Estado Novo fascista e corporativo), foi retomado a 25 de Abril de 1974.

Daí para cá muita coisa se passou, sucedendo que, lamentavelmente, nem sempre os comportamentos dos políticos envolvidos no processo se tenham pautado pelos moldes que a «Ética Republicana» implica.

Na passagem de mais um aniversário da nossa REPÚBLICA, fica aqui um desafio para que, sistematicamente, escrutinemos os actos dos nossos governantes políticos e os avaliemos criticamente, na perspectiva «Ética Republicana» que, civicamente, temos o dever de lhes exigir.

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Categorias: Crónica, Sociedade

Acerca do Autor

Luís M. Mateus

Arquitecto. Braga.

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