Iniciativa do CCVF e teatros parceiros visa renovar a criação teatral portuguesa

Teatro | Tiago Lima vence Bolsa Amélia Rey Colaço com espetáculo sobre o entretenimento e a solidão

Teatro | Tiago Lima vence Bolsa Amélia Rey Colaço com espetáculo sobre o entretenimento e a solidão

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O projeto Ainda estou aqui, de Tiago Lima, venceu a 3ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço, uma iniciativa promovida pelo Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), o Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa) e o Teatro Viriato (Viseu).

Ainda estou aqui pretende explorar a ideia de devoção ao entretenimento que, associada ao individualismo dos nossos tempos, explica que a solidão pode atingir qualquer um. Tiago Lima escreve e encena este espetáculo, que contará com interpretação e música ao vivo de Bruno Ambrósio, Eduardo Frazão, Miguel Raposo e Rodolfo Major.

Tiago Lima dedica-se ao ‘teatro do real’, corrente artística que se baseia na verdade e na história do que ficou registado. Esta espécie de teatro parte de materiais concretos, como entrevistas, documentos, depoimentos, e ficciona, ou não, a partir do levantamento dos materiais. Neste género não podemos esperar encontrar personagens ou enredo. Trata a realidade e tenta investigar a vida de uma ou mais pessoas.

Em 2019, Tiago Lima encenou Dave Queda Livre, baseado na obra de David Foster Wallace, tendo o seu trabalho sido assinalado como um dos melhores do ano. Como fio condutor, a obra apresentava o universo familiar e a questão do indivíduo na condição de sujeito no mundo. Nele Dave está à beira do colapso. A vertigem entre algo grandioso e um fracasso, nessa lógica de competição em que ser o melhor é deixar de ser humano, e ser humano é aceitar perder e desaparecer no meio de toda a multidão.

Criada em 2018, em homenagem à atriz e encenadora Amélia Rey Colaço, pelo seu importante papel na História do Teatro Português, a Bolsa Amélia Rey Colaço, atribuída anualmente, visa apoiar jovens artistas e companhias emergentes, promovendo a renovação da criação teatral portuguesa.

Com um prémio pecuniário de 22.000 euros, esta Bolsa de criação destina-se a apoiar a produção do projeto vencedor, que terá ainda acesso a várias residências artísticas. O espetáculo Ainda estou aqui será apresentado nos quatro espaços parceiros desta iniciativa, nomeadamente no âmbito dos Festivais Gil Vicente 2021, em Guimarães, no mês de junho, e na Sala Estúdio do D. Maria II, em Lisboa, onde estará em cena de 24 de junho a 4 de julho de 2021.

A 3ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço recebeu 74 candidaturas, cerca do dobro em relação ao número de projetos candidatos na edição anterior. O júri, composto por Magda Bizarro, Patrícia Portela, Rui Horta e Rui Torrinha, selecionou 12 destes candidatos para entrevista. Os projetos de Bestiário, Daniel Gamito Marques, Diana Narciso e Rita Delgado, Diogo Freitas/Momento – Artistas Independentes, João Abreu, João Ventura/Fadas e Elfos – Associação Cultural, Leonor Buescu, Miguel de Riba, Raquel S, Sara Inês Gigante, Tiago de Faria/Teatro Manga e Tiago Lima foram os 12 selecionados para esta fase.

Após as entrevistas, o júri elegeu Ainda estou aqui, de Tiago Lima, como projeto vencedor da 3ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço, juntando-se assim aos espetáculos Parlamento Elefante e Aurora Negra, vencedores das anteriores edições da Bolsa.

 

Fontes: AO, Comunidade Cultura e Arte, Artistas Unidos; Imagens: (0) VN / CCVF, (1) Maria Rita

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Categorias: Cultura

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