Executivo Municipal bracarense terá deixado passar prazos para candidaturas a financiamentos

Património | CDU garante que Ricardo Rio poderia ter reabilitado a Confiança

Património | CDU garante que Ricardo Rio poderia ter reabilitado a Confiança

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No seguimento das declarações do Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, em que frisava a impossibilidade de o município apresentar um projeto a fundos comunitários para a reabilitação da fábrica Confiança, a CDU, através da Direção da Organização Regional de Braga do PCP, reitera a posição assumida na reunião da Assembleia Municipal do passado dia 24 de outubro, quando afirmou que o executivo municipal bracarensepodia e devia, na verdade, ter apresentado, ao abrigo do Programa Comunitário Norte 2020, uma candidatura para a Confiança”.

Na ocasião, a CDU lembrou o Presidente Ricardo Rio que foram lançados diversos avisos de fundos comunitários, e não apenas aquele que serviu a candidatura do Convento de S. Francisco, utilizado pelo presidente da autarquia como exemplo, pelo que “à CDU não restam dúvidas de que o projeto de reabilitação e requalificação do imóvel da fábrica Confiança encaixava perfeitamente, por exemplo, no PEDU – que, aliás, foi aproveitado pela Câmara Municipal para a requalificação do antigo Parque de Exposições de Braga e que financia a requalificação do Mercado Municipal“. A CDU, aliás, recorda também a abertura de novos concursos, neste âmbito, no último verão, para municípios com PEDU e que apostem na “revitalização das cidades e dos espaços públicos“, acrescentando no entanto que “a Câmara Municipal deixou passar o prazo para submissão de candidaturas“.

A DORB do PCP reforça a sua afirmação lembrando que a maioria (municipal bracarense) soube muito bem “aproveitar as oportunidades deste tipo de financiamento para a regeneração física das comunidades desfavorecidas, com a reabilitação do Bairro de Santa Tecla e das Enguardas, ou na área da mobilidade urbana“, mas reconheceu não ter efetuado “nenhum esforço em incluir a Fábrica Confiança nas suas tentativas de garantir apoio ao investimento que nela precisava de fazer”. E reforça: “Ao contrário do que diz o Presidente da Câmara, não procurou as linhas de financiamento capazes de servir este propósito, como também não demonstrou nenhum interesse em procurar outros tipos de financiamento para o fazer, como a possibilidade de recorrer a financiamento bancário, alternativa que, de resto, tem servido para a área da mobilidade e que vai suportar, na verdade, grande parte dos restantes investimentos do município em 2020.

Ricardo Rio e a maioria municipal não quiseram preservar a Confiança

De acordo com esta estrutura regional, isto significa que, “ao contrário do que diz Ricardo Rio, a maioria neste executivo não demonstrou qualquer interesse em obter o financiamento desejado nem encontrar qualquer alternativa que permitisse garantir a salvaguarda e a preservação da fábrica Confiança, antes insistindo, por opção e não por falta de opções, como até aqui tentou justificar, na alienação deste património industrial e cultural único”.

Para a CDU, “a necessidade que a maioria PSD/CDS tem em insistir na alienação deste imóvel por um valor a rondar os 3,8 milhões de euros, numa altura em que, como é sabido, o valor dos imóveis tem aumentado de forma galopante, só pode encontrar justificação numa operação de branqueamento à aquisição do imóvel, em 2011, por 3,5 milhões de euros, em altura de “vacas magras” no setor imobiliário. E tem necessidade de justificá-lo porque nesse processo, o atual Presidente da Câmara, então vereador na oposição, conduziu o negócio conjuntamente com o executivo de maioria PS, ignorando os apelos de muitos, nomeadamente de peritos avaliadores oficiais, que avaliavam o imóvel por um valor significativamente mais baixo”.

A estrutura regional da CDU diz, por isso, entender “bem que Ricardo Rio tenha que se lamentar da falta de fundos comunitários, quando nem sequer é verdade que não os houvesse, para a reabilitação daquele espaço, desviando as atenções do que verdadeiramente importa aos bracarenses”. E conclui afirmando que este é um “negócio ruinoso” que o autarca promoveu, seja “do ponto de vista financeiro para o erário público, mas também porque em seis anos de governação pouco ou nada fez para proteger aquele exemplar do património industrial e cultural bracarense.”

 

Fonte: CDU-Braga

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