25/5 a 1/9 Porto

Artes Visuais | Pioneira da performance Joan Jonas expõe em Serralves

Artes Visuais | Pioneira da performance Joan Jonas expõe em Serralves

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A 24 de maio inaugura, no Museu de Serralves, no Porto, a nova exposição dedicada a  Joan Jonas. A exposição é organizada em parceria com a Tate Modern, de Londres, e tem curadoria de Marta Almeida e Paula Fernandes, da Fundação de Serralves e Andrea Lissoni, da Tate Modern e Julienne Lorz, do Gropius Bau, em Berlim.

 

 

Joan Jonas, nascida em Nova Iorque em 1936, é pioneira da vídeoarte e performance e uma aclamada artista multimédia cuja obra engloba vídeo, performance, instalação, som, texto e desenho.

Figura central da performance nos finais dos anos 1960 e início dos anos 1970 a sua prática artística foi fundamental para o desenvolvimento de muitos géneros artísticos contemporâneos. Artista visual pioneira, desde a performance e o vídeo até à arte conceptual e teatro, é atualmente considerada uma das vozes mais influentes na arte contemporânea, em particular para novas gerações de artistas.

Em obras que examinavam problemas espaciais e percetuais, Joan Jonas fundiu elementos da dança, do teatro moderno e convenções dos teatros japoneses Noh e Kabuki com as artes visuais. A investigação por Jonas da subjetividade e da objetividade é articulada por meio de um vocabulário pessoal idiossincrático de gestos ritualizados e de autoanálise. Atuando frequentemente com máscaras, véus ou trajes de época, Jonas usa o disfarce e o guarda-roupa para estudar a semiótica pessoal e cultural feminina, em particular dos gestos e símbolos. As típicas estratégias formais transmitem significado enquanto ícones, arquétipos e símbolos culturais. A sobreposição de espelhos e imagens refletidas é um dos seus dispositivos mais marcantes e presentes na sua obra.

A Art Story – Modern Art Insight assinala ainda que “a prática [artística] de Joan Jonas é cheia de sinergia, dinamismo e fluxo constante que está presente na própria vida” e nela nada há de estático ou facilmente definível sobre sobre o trabalho que realiza. Conjuga “desenho, dança, barulho, vídeo, viagens e, em simultâneo, apresenta vários objetos esculturais, fotografias e adereços entrelaçados por uma infinidade de fontes literárias, incluindo poemas, mitos e contos de fadas”.

Deste modo, “os espectadores sentem-se sobrecarregados, como se não conseguissem entender qualquer senso de narrativa linear no trabalho do artista”. A Art Story destaca “a honestidade e integridade” do seu trabalho, expondo “sem restrição que o eu é fragmentário, ansioso e, finalmente, sem sentido”.

Hoje em dia, Joan Jonas revisita com frequência antigas performances antigas exibindo-as em novos e diferentes locais, com outras roupagens e novos artistas. Dessa forma, assinala a Art Story – Modern Art Insight, “comunica com sucesso que tudo evolui e muda, e que, de facto, congelar qualquer coisa no tempo só pode ser uma ilusão”. Assim, Joan Jonas “revela que, embora a arte tradicional possa trazer paz e espaço para reflexão, serve apenas para fornecer contraste ao caos e à interminável mudança de vida, enquanto o seu próprio trabalho, por outro lado, serve de espelho a esse caos e a essa mudança”.

Como pontos-chave do seu trabalho, a Art Story assinala o facto de Joan Jonas não ter medo de deixar as peças ganharem vida própria, o interesse no relacionamento entre humanos e animais e o facto de trazer movimento a trabalhos de Surrealismo estáticos.

Esta é a mais completa exposição da obra de Jonas alguma vez organizada. Trabalhos do final dos anos 1960 são mostrados ao lado das instalações mais recentes de uma artista histórica que continua a pensar alguns dos temas mais urgentes e importantes da atualidade.

Imediatamente antes da abertura da exposição de Joan Jonas ao público, a 24 de maio, na inauguração poder-se-á assistir à performance ‘Mirror Piece I & II: Reconstrução‘ (1969/2018-2019), um dos mais importantes trabalhos realizados pela artista ao longo da sua vida. A 25 e 26 de maio encontram-se agendadas a repetição desta performance, bem como de um outro trabalho – ‘Mirror Check‘ (1970) – a que se seguirá uma conversa com a artista a e a curadora Andrea Lissoni.

Imagens: Serralves

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