O nome de Barcelos chega ‘mais alto, mais longe, mais forte’ (nos Jogos Olímpicos de Tóquio, mas não só)

P & R Têxteis veste campeões e bate recordes durante pandemia

P & R Têxteis veste campeões e bate recordes durante pandemia

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“Esta têxtil está em boa forma. Veste campeões olímpicos e dá saltos de mais de 20% para bater recordes na pandemia”, titula o Expresso em artigo assinado por Margarida Cardoso. E continua: “A partir do Vale do Cávado, a P&R conquistou algumas das principais marcas de desporto internacional e habituou-se a subir ao pódio em grandes competições. Em Tóquio, veste uma centena de medalhados e, dentro de portas, parece ter encontrado o seu próprio antídoto contra a pandemia”.

Depois de ter vestido o hiper-campeão velocista Usain Bolt, a P & R Têxteis, de Tamel S. Veríssimo, em Barcelos, especializada em vestuário técnico de desporto, com o foco na alta competição, acaba de vestir agora mesmo os canoístas húngaros Balint Kopasz e Adam Varga que levaram a melhor sobre o pontelimiano Fernado Pimenta na final olímpica de K1 1000m, em Tóquio, em que o português arrebatou a medalha de bronze.

A expetativa da empresa barcelense para os Jogos Olímpicos de Tóquio é conquistar uma centena de medalhas, revelou Nuno Pinto, sócio fundador da empresa de Barcelos, ao Expresso. Nos Jogos de Londres, em 2012, a P&R teve o seu nome ligado a 80 medalhas olímpicas e nos Jogos do Rio de Janeiro chegou às 120. Espera agora ficar pela centena porque “tudo depende, acima de tudo, de patrocínios e dos acordos firmados entre marcas e federações”. “À volta de 100 atletas vestidos com equipamentos feitos por nós sobem ao pódio olímpico”.

No caso da P&R Têxteis, as subidas ao pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio devem-se essencialmente aos equipamentos contratados pela Adidas e usados por atletas do Reino Unido, Hungria, Grécia e Etiópia, acrescentando-se, em modalidades como o atletismo, natação, remo, canoagem, ciclismo ou triatlo.

O fato do futuro

Neste momento, a empresa barcelense é também fornecedora da camisola amarela na Volta a França, que na fase experimental foi testada pela equipa RP – Boavista, e que usa tecnologia do futuro. Encontra-se, por isso, a trabalhar o processo de registo “da patente do Texboost, um fato de treino de alta competição com sensores que permitem monitorizar indicadores do atleta, da atividade muscular à frequência cardíaca, postura e movimento, de forma a apurar a sua performance. [Este novo equipamento] nasceu numa parceria com entidades como o CITEVE e a Universidade do Porto, vai entrar em fase de industrialização e já tem clientes estrangeiros interessados”, revela também Nuno Pinto ao Expresso.

Onda

Com 230 trabalhadores, a P & R Têxteis nasceu em 1982, a fabricar vestuário de moda, em malha, mas acabou por apostar na diferenciação, voltar-se para o desporto e entrar na alta competição, conseguindo estar presente e ser vista nos grandes pódios internacionais.

Tal como outras empresas do setor que têm conseguido singrar nos últimos anos, a inovação mediante aposta na investigação e desenvolvimento, ajudou a empresa a crescer e manter o equilíbrio no meio da pandemia, apesar da crise que afetou significativamente muitas empresas do ramo.

Estar no pódio olímpico é “o resultado de um trabalho contínuo dentro e fora da casa, assente em parcerias com os clientes, outras empresas e entidades científicas, sem esquecer a inovação nem o desenvolvimento de soluções personalizadas, adaptadas à morfologia de cada atleta”, explica ainda Nuno Pinto ao Expresso.

A empresa barcelense possui também uma marca própria – Onda – com que já subiu ao pódio no triatlo com a atleta portuguesa Vanessa Fernandes.

Mais longe, mais alto, mais forte

Em 2021, a P & R Têxteis espera atingir €20 milhões em vendas, depois de um crescimento de 20% no ano anterior, colocando mais de 90% da produção no mercado externo, em algumas das principais marcas internacionais de desporto e em modalidades que tiveram crescimento exponencial com a pandemia, como o ciclismo.

A empresa barcelense, segundo revela, encontra-se também apostada em baixar custos mediante investimentos em energia solar e equipamentos tecnológicos de última geração e marcar a diferença tecnológica como a primeira empresa a aplicar industrialmente colados em materiais elásticos.

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Imagem: Miklós Tamás

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