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‘Ainda ficamos racistas com tantas manifestações’, ironiza o líder social-democrata

Pandemia | Rui Rio questiona critérios dos ajuntamentos públicos

Pandemia | Rui Rio questiona critérios dos ajuntamentos públicos

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O Presidente do Partido Social Democrata questiona os critérios do Governo e das autoridades competentes para permitir determinados “ajuntamentos” e proibir outros. “Qual será o critério para o Governo permitir ajuntamentos? Funerais, futebol, missas, discotecas, desporto em geral, não! Comícios e manifestações de esquerda, sim!”, escreveu Rui Rio, esta segunda-feira, na sua conta oficial do Twitter.

Rui Rio mostra assim o desejo de ver esclarecida a forma como são autorizadas algumas iniciativas, que juntaram centenas ou mesmo milhares de pessoas durante a fase de calamidade, quando ainda persistem alguns sinais preocupantes da propagação da Covid-19 em certas regiões, como em Lisboa e Vale do Tejo.

Pelo contrário, há determinados eventos, ajuntamentos e setores de atividade que continuam sujeitos às regras apertadas de distanciamento social. “Esperemos que o vírus entenda aquilo que mais ninguém consegue entender”, ironiza o líder do PSD.

“Ainda ficamos racistas com tantas manifestações

Além disso, mais tarde, em entrevista à TVI, sobre este mesmo assunto Rui Rio afirmou que não teria autorizado as manifestações contra o racismo durante a pandemia de covid-19 e defendeu que “não há racismo na sociedade portuguesa”.

Questionado sobre as críticas aos critérios do Governo lançadas durante o dia, Rui Rio defendeu que os ajuntamentos registados nos espetáculos no Campo Pequeno e as manifestações contra o racismo em Lisboa e no Porto “não fazem sentido e não têm coerência nenhuma”.

Sobre as manifestações que juntaram milhares de pessoas no Porto e em Lisboa, o líder do PSD afirma que entende as demonstrações nos Estados Unidos, mas, em relação a Portugal, considera-as um despropósito.

“Ainda ficamos racistas com tantas manifestações”, ironiza Rui Rio, sublinhando que se fosse primeiro-ministro não teria autorizado a manifestação.

Protesto não deveria ter sido autorizado

Questionado se Portugal não deveria ser solidário com acontecimentos deste tipo noutros países, o líder do PSD respondeu: “Podemos e devemos, mas não, em minha opinião, numa manifestação daquela natureza neste momento”.

Rio afirmou ainda que se dependesse dele a manifestação não teria tido lugar, embora compreenda a dificuldade de as autoridades atuarem num protesto com aquele objetivo. “Acho que não atuaram bem”.

À pergunta se não teria autorizado o protesto, foi claro: “Isso não, não é coerente”.

 

Fontes: PSD, TVI; Imagem: PSD

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Categorias: Política

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