Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP-IN, esteve presente em ação de luta frente à cutelaria de Guimarães

Trabalho | Funcionários da Herdmar e sindicatos exigem melhores regalias e condições de vida

Trabalho | Funcionários da Herdmar e sindicatos exigem melhores regalias e condições de vida

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Ontem, 1 de março, na Herdmar, empresa de cutelaria, realizou-se um plenário de trabalhadores da empresa exigindo melhores condições e direitos para os funcionários. Em simultâneo, representantes sindicais do setor metalúrgico realizaram também uma ação de luta no local. À administração da empresa e à AIMMAP , os sindicalistas exigem uma rápida e efetiva negociação do caderno reivindicativo apresentado pelos trabalhadores, bem como do respetivo contrato coletivo de trabalho, refere a União dos Sindicatos do Distrito de Braga (USB).

Pelas 14h00, dirigentes, delegados e ativistas do SITE Norte e do SITE Centro-Norte, e representantes dos trabalhadores do sector metalúrgico e metalomecânico, concentraram-se em frente às instalações da empresa, na localidade de Barco no concelho de Guimarães.

No interior da fábrica de cutelarias, em plenário, os trabalhadores rejeitaram os aumentos aplicados pela administração, neste início de 2020, e exigiram que esta aceite negociar o caderno reivindicativo que lhe foi apresentado, considerando não haver necessidade de intermediação da associação patronal AIMMAP, porquanto nela a Herdmar ocupa o cargo de vice-presidente da direção.

Assumida esta decisão, os participantes no plenário deslocaram-se depois para o exterior da empresa, associando-se à iniciativa dos sindicatos, em que participaram Isabel Camarinha, a secretária-geral da CGTP-IN, e Rogério Silva, coordenador da Fiequimetal e uma delegação desta federação.

Da Herdmar, os trabalhadores exigem que responda positivamente a todas as propostas contidas no seu Caderno Reivindicativo para 2020.

Por seu turno, da AIMMAP, é exigido que responda positivamente às propostas apresentadas pela Fiequimetal em sede de negociação coletiva, nomeadamente:

  • Aumento dos salários em valor nunca inferior a 3 euros por dia, o que corresponde a 90 euros por trabalhador, por mês;
  • Atualização dos salários de entrada nas empresas do setor para o valor de 850 euros por trabalhador, por mês;
  • Redução progressiva dos horários semanais de trabalho, com o objetivo de atingir o máximo de 35 horas semanais

No documento, considera-se que os trabalhadores da Herdmar, que produzem cerca de 150 mil peças por dia, merecem melhores condições de vida e de trabalho, considerando estes que a empresa tem todas as condições para o garantir.

Entendem também que, no seu papel de vice-presidente da AIMMAP, a Herdmar deve influir no sentido da conclusão das negociações do contrato coletivo de trabalho do setor metalúrgico e metalomecânico, com respeito pelos direitos dos trabalhadores.

Como representante de um setor que é recordista das exportações, com crescimentos de faturação superiores a 10% em cada um dos últimos 2 anos, “a AIMMAP tem todas as condições para satisfazer as reivindicações dos trabalhadores”, considera a USB.

Numa resolução aprovada e entregue à administração da empresa de cutelaria, dirigente da maior associação patronal do setor da metalurgia e metalomecânica (AIMMAP), constam as exigências dirigidas a ambas.

Fonte e Imagens: USB

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