Sessão de apresentação do livro de José Luíz de Caldas decorre na Biblioteca Municipal de Barcelos

Livros | Armando Caldas apresenta nova edição de ‘Arraial Minhoto’

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Irá decorrer no próximo dia 7 de Março, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal de Barcelos, a apresentação do livro Arraial Minhoto, de José Luíz de Caldas. Trata-se de uma reedição de um livro de versos – assim se refere na edição original – em homenagem ao Minho escrita pelo tio-avô do conhecido médico arcuense Armando Caldas. O livro original foi redigido e publicado há cerca de um século, mas merece ser revisitado e ter uma nova oportunidade de leitura, assim facilitando a (re)aproximação a um Minho que ainda vai subsistindo nas nossas memórias e tradições.

Armando Caldas, natural de Arcos de Valdevez mas a trabalhar em Barcelos, associou um CD à novel reedição. Nele alguns poemas são declamados sobre um fundo musical composto pelo próprio.

José Luís de Caldas foi um advogado, escritor, charadista e político nascido na freguesia de Guilhadeses, no concelho dos Arcos de Valdevez, a 20 de Março de 1893.Encetou a sua carreira literária aos 15 anos, ressaltando de entre as suas colaborações, a partir de 1908, as suas primeiras “charadomanias” publicadas no “Gargalhada” de Lisboa, o “Charadista” (depois “Pérola”) de Ovar, o “Pagode” de Portalegre, “O Pimpão” de Lisboa, ou o semanário dos Arcos “Alvorada”, entre tantos outros, tendo usado, principalmente nas lides charadísticas, os pseudónimos de “Rei Pum” (só no princípio) e “Freidank”. Foi também redator da revista académica de Braga, “O Lusíada” durante a 3ª Série (1915), e secretário da sua redação (1916), nesses anos continuou a colaborar (sendo correspondente em Braga) na folha académica de Coimbra “A Briosa”. Em maio de 1924 fundou nos Arcos, com José Castilho, a revista literária e regional “Serrana”.

De colaboração com o seu condiscípulo A. D. Gomes, escreveu uma peça de teatro em três atos e 3 quadros, intitulada “Vita meã…”, para a récita de despedida do curso do 7° ano do liceu de Braga, cuja música (serenata e balada) é dos insignes compositores portuenses Óscar da Silva e Moreira de Sá. Em 1917, publicou o seu livro em prosa “Filhas de Eva”.Em 1924 publicou o poemeto “Mundo de Feras”, em 1925 publicou “Amor inquieto” (peça em um ato), em 1926 publicou o livro “A maçã do pecado” (sonetos), em 1931 publicou o livro de contos “Tudo”, em 1933-1934 publicou o livro de versos “Arraial Minhoto” – que ora se reapresenta . José Luíz de Caldas colaborou ainda no fascículo dedicado a Arcos de Valdevez do “Portugal Monumental e Artístico”.

No que se refere à sua vida profissional, o autor concluiu o curso jurídico na Universidade de Lisboa, em 1921, obtendo o diploma de “licenciado em Direito” e abrindo, em 1922, abril, nos Arcos de Valdevez, o seu escritório de advogado.

Quanto à sua participação na vida associativa, o escritor foi vice-presidente dos Bombeiros Voluntários, nos Arcos, e também diretor e presidente do “Grémio Arcoense”.

Por último, no que diz respeito à ação política, José Luíz de Caldas, em 1924, foi substituto do Delegado do Governo nos Arcos, em 1925 filiou-me no Partido Republicano Português (PRP) e, em, 1926 foi vereador da C.M. em Arcos de Valdevez, dissolvida, em maio de 1926, pela Ditadura Militar. Mais tarde, em janeiro de 1935, exerceria ainda funções na Câmara Municipal dos Arcos na qualidade de vice-presidente.

Fontes: Armando Caldas e Minho Digital; Imagens: AC

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