Tradição, base para ancoragem de novos projetos e desenvolvimento dos territórios

Identidade | Ana Pires inicia conferências ‘Estórias do Minho’ com a tradição de Vila Verde

Identidade | Ana Pires inicia conferências ‘Estórias do Minho’ com a tradição de Vila Verde

 

 

Teve início ontem, 12 de fevereiro, na Casa do Conhecimento de Vila Verde, a primeira conferência do Ciclo de Conferências “Estórias do Minho – Narrativas no Feminino de uma Geografia Identitária”, promovidas pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Cávado e Ave. A conferência, realizada no âmbito do projeto âncora “Touring Cultural – Identidade Cultural do Minho”, foi alusiva ao tema ‘Uma arte de bordar por “aquelas mulheres do Minho”‘ e proferida pela investigadora Ana Pires.

Ana Pires, investigadora na área do bordado, subiu ao palco para explicar toda a história da arte de bordar, desde os seus primórdios até aos dias de hoje.

Segundo a investigadora, “o bordado participa de uma dupla condição, tanto de senhoras pobres como de uma elite. Daí ter um duplo papel social: bordado como lazer e bordado como meio de subsistência”.

Na sua completa intervenção, Ana Pires fez questão de explicar que “não há um bom bordado sem um bom desenho. Por isso é que antigamente havia desenhistas. O bordado é uma arte decorativa tal como qualquer outra”.

A conferência prosseguiu com as intervenções de um reputado painel de investigadores, nomeadamente, do Doutor Jean-Yves Durand e a Doutora Micaela Ramon, ambos docentes na Universidade do Minho, e da Doutora Isabel Maria Fernandes, Diretora do Museu de Alberto Sampaio, do Paço dos Duques e do Castelo de Guimarães.

No momento de abertura, António Vilela, o edil de Vila Verde, em mensagem dirigida particularmente aos mais jovens presentes na plateia, evidenciando a necessidade de perpetuar a transmissão  desta herança, relembrou que “os nossos antepassados “bordaram” o nosso território e transformaram-no naquilo que hoje tanto nos orgulha”.

“Com este projeto pretendemos valorizar e tirar partido do melhor que as nossas terras possuem e, por isso, é com muita satisfação e orgulho que recebemos e damos início, em Vila Verde, a este ciclo de conferências» referiu o autarca.

Na perspetiva de António Vilela, não havia melhor tema para marcar o começo desta iniciativa: “o amor e os lenços dos namorados. O amor pelas pessoas, territórios, tradições e desenvolvimento. Porque, ao fim ao cabo, queremos fazer desta diversidade de tradições um ponto de ancorarem para novos projetos e desenvolvimento dos territórios”.

Neste Ciclo de Conferências que percorrerá os 24 municípios do Minho, pretende-se valorizar um olhar inovador sobre a herança cultural do Minho rememorada no feminino, enquanto sociedade de forte tradição matriarcal, propiciando uma narrativa congregadora de saberes e valores identitários que importam estudar, conhecer, cuidar, preservar, valorizar e divulgar.

Para estas conferências estão convidadas personalidades académicas com trabalho de investigação de grande relevo na área em análise – Identidade Cultural do Minho. A organização pretende, além de fornecer aos participantes os conteúdos sobre os temas propostos, promover uma experiência identitária do território, através da dinamização de um momento cultural ligado a cada uma das conferências.

A participação nestas sessões é gratuita, sendo de assinalar, no caso de professores, a possibilidade de poderem vir a ser acreditadas como ações de formação de curta duração.

 

Fonte e Imagens: Município de Vila Verde e Cim do Cávado; Imagens: Município de Vila Verde

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