Mão Morta Redux e ‘A Casa na Praça Trubnaia’ no Gnration

Mão Morta Redux e ‘A Casa na Praça Trubnaia’ no Gnration

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A partir de uma encomenda para a quarta edição do festival de cinema Close-up – Observatório de Cinema de Famalicão, os Mão Morta criaram uma nova banda-sonora para o filme “A Casa da Praça Trubnaia”, obra-prima do cineasta soviético Boris Barnet, um outsider do cinema mudo soviético. Este filme-concerto é composto e tocado ao vivo por Adolfo Luxúria Canibal, António Rafael e Miguel Pedro, que se apresentam enquanto Mão Morta Redux, um formato reduzido que marca um regresso ao período em que o grupo era constituído por apenas três elementos. 

A Casa na Praça Trubnaia”, clássico testemunho de uma época

Em “A Casa na Praça Trubnaia”, Boris Barnet conduz-nos por uma sátira à hipocrisia da pequena burguesia, que sobrevivera na URSS à Revolução e que continuava, sorrateiramente, a explorar os necessitados. Através da comédia, o cineasta mostra a história da casa, e dos seus habitantes, para onde Parasha Pitunova (Vera Maretskaya), acabada de chegar a Moscovo e vinda da província, foi trabalhar como empregada doméstica num dos apartamentos de um prédio no qual decorre a ação.  O blogue Mito Duplo refere que se trata de um filme de 1928 que se manteve inédito nos cinemas portugueses até há pouco tendo o filme sido restaurado recentemente.

“O enredo passa-se em Moscovo e tenta criticar de forma mais ou menos cómica os costumes de várias camadas da sociedade, com um destaque especial para a relação entre o barbeiro que pensa que é burguês e a sua nova empregada doméstica acabada de chegar do campo, sempre mal tratada pelo primeiro e pela mulher dele. Quando pensam que a empregada foi eleita para o parlamento local, começam a dar-lhe “graxa”…”

O Mito Duplo recomenda o filme por ser “bastante interessante como testemunho de uma época”.

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Mão Morta, a banda que vem de longe

Formados em 1984 por Joaquim Pinto, Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta construíram um dos percursos mais sólidos e importantes do rock nacional, tornando-se num grupo de culto e um dos mais respeitados pelo público português. Ao longo de mais de três décadas de existência, a banda editou 12 álbuns de estúdios e 7 discos gravados ao vivo. Em 2019, editaram “No Fim Era o Frio”, um novo disco que parte da criação de um espetáculo de dança contemporânea. 

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Imagens: (0) Gnration, (1) Close-up

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Categorias: Agenda, Braga, Cinema, Cultura, Música

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