Francisco Pimentel Torres

Mobilidade | Divagações sobre a ferrovia

Mobilidade | Divagações sobre a ferrovia

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Partindo de duas premissas, a primeira que o Aeroporto Sá Carneiro serve todo o Norte; e a segunda que é apanágio deste governo investir na ferrovia. Pergunto:

Porque é que o Minho, (entenda-se zonas de Guimarães, Famalicão, Braga e Barcelos) não tem uma ligação ferroviária direta ao Aeroporto? Será que ninguém anda a pensar nisto?

Na realidade para ir por via férrea, por exemplo de Braga a Pedras Rubras, uma pessoa terá de ir no comboio da CP até Campanhã e daí apanhar o Metro para o Aeroporto pela linha B (vermelha) e mesmo assim ter depois de trocar (ou na Trindade ou na Estação de Verdes) para a Linha E. Ou seja, no mínimo três composições e mais de duas horas de Viagem!

A adiada construção da extensão da linha C do Metro do Porto até à Trofa (estação CP), só por si reduziria bastante o tempo desta viagem, contudo, mesmo assim seria preciso trocar de composição na Trofa seguir então nessa linha até à estação da Fonte do Cuco e aí passar para a linha E, andando depois disto tudo mais 5 estações até ao Aeroporto. Ou seja, continuam três Composições e uma grande volta, mas com a vantagem de uma redução substancial do tempo de viagem. Seria uma solução intermédia, mas não a ideal.

A solução ótima, a que serviria toda a População do Minho, o turismo e a mobilidade passaria, a meu ver, por uma ligação conforme o esquema que apresento na imagem. Ou seja, um Shutle entre a estação da Zona Industrial (ZI) da Maia (linha C) e o Aeroporto. Esta pequena ligação de 2,3 kms, podia ser feita em via simples, com uma pequena composição que de pouco em pouco tempo andasse num ir e vir, servindo não só todos que viessem da CP via Trofa, como toda a população, comércio, serviços do todo nordeste do Grande Porto, a ZI da Maia e o Próprio ISMai.

Ou seja, uma solução extremamente viável e barata, que só por si reduziria o tempo de viagem a menos de 1 hora para quem vem de Braga ou de Guimarães e serviria toda uma enorme população, potenciando o turismo da Zona Minho e a produtividade desta região.

Eis uma sugestão que tanto a Metro do Porto como o Governo deveriam pensar. Isto sim, seria pensar na ferrovia com bom senso.

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Categorias: Crónica, Política

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Francisco Pimentel Torres

Francisco J.R. Pimentel Torres, Engenheiro, nasceu no Porto em 1958 e vive desde criança em Braga onde estudou no Liceu Sá de Miranda e posteriormente se licenciou em Engenharia de Produção e Sistemas pela Universidade Minho. Frequentou também uma pós-Graduação em Ciências Multimédia na Universidade Católica do Porto. Começou a sua vida profissional como Systems-Engineer na Sopsi-Bull, passando depois para um agente IBM, onde coordenou equipas de desenvolvimento de software. Posteriormente estabeleceu e geriu a filial de Braga. Estabeleceu-se depois como Empresário e é hoje CEO de duas pequenas empresas e business-angel de uma startup tecnológica. Foi o Criador e Gestor da Rede Alumni “Pioneiros da Universidade do Minho”, e foi mais recentemente Presidente da Associação do Antigos Estudantes da Universidade do Minho (AAEUM); foi também Membro do Conselho Alumni da Reitoria da Universidade do Minho. Escritor amador, autor de dois romances históricos: “1385 o Golpe dos Bastardos” e “1494 Tordesilhas”) e também de um Estudo Genealógico. É Colunista de Opinião em alguns Jornais regionais. É Desportista Veterano de Motociclismo (Enduro e Motocross) e de Golfe e foi enquanto jovem atleta de Andebol do ABC, sendo depois responsável pelas equipas dos escalões infantis. É sócio de diversas associações e membro do Partido Iniciativa Liberal. Gosta de Hard Rock e Blues, especialmente Beth Hart, White Buffalo, Metallica etc.., e tem como principais interesses o “e-government” Autárquico e Regional, a História Medieval, a leitura e viajar de moto.

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