Viana do Castelo

Bloco | Tempo de escolhas: Enfrentar alterações climáticas e criar emprego com futuro

Bloco | Tempo de escolhas: Enfrentar alterações climáticas e criar emprego com futuro

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Catarina Martins e José Gusmão estiveram ontem, 7 de maio, em campanha para Eleições Europeias, em Viana do Castelo numa sessão pública sobre Europa e Emprego que se desenrolou na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Em sessão pública, apontaram que o nosso país e a Europa precisam de uma alteração dos modos de produção e de transporte para responder às alterações climáticas e criar emprego estável, revela o Esquerda.net.

 

 

Na sua intervenção, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, começou por destacar que a legislatura prossegue até outubro e que até lá há ainda muito que trabalhar e decidir.

“Será um tempo de escolhas”, afirmou, assinalando: “Se queremos salvar o SNS, como nos pediram António Arnaut e João Semedo, ou se vamos achar que o SNS deve ser para os privados, como gostariam o Grupo Mello e outros”.

Salientou ainda outras questões que se encontram em cima da mesa, como a revisão do Código de Trabalho, referindo a propósito a extensão do período de trabalho experimental para o primeiro emprego e o agravamento da precariedade que essa medida representará. Introduzindo o tema Europa e Emprego, criticando, desde logo, duas ideias muito difundidas e apontando dois princípios.

Essas duas ideias, muito difundidas, mas que a líder do Bloco de Esquerda considera erróneas, são: a impossibilidade de estabilidade no emprego e a impossibilidade de pleno emprego.

Catarina Martins defendeu então como primeira questão a necessidade de emprego estável para a produtividade e para a economia, o que exige garantias para a especialização e perspetiva de futuro, nomeadamente progressão na carreira.

A coordenadora bloquista salientou a propósito que a “falta de produtividade não está associada ao trabalhador português, o que a determina é a organização do trabalho” e considerou despiciendas as ideias de que a “tecnologia mata a hipótese de pleno emprego” e que “novas tecnologias e robotização da produção implicam necessariamente que muita gente vai perder emprego”.

Particularizando com o setor da agricultura em Portugal, setor cuja produtividade é tradicionalmente baixa, mas em que nos últimos anos a produtividade cresceu 30%, Catarina Martins lembrou que a remuneração do trabalho desceu 11%.

“Tomemos decisões radicais sobre o horário de trabalho para permitir que haja pleno emprego”, apontou Catarina Martins, salientando que se a produtividade for utilizada a favor de quem trabalha, se pode diminuir o horário de trabalho e criar “mais emprego para toda a gente com mais salário”.

Catarina Martins realçou ainda que “temos toda uma economia para reconstruir que pode criar muito emprego e qualificado” para enfrentar as alterações climáticas. “O nosso país e a Europa precisam de uma alteração dos nossos modos de produção e de transporte que possa responder às alterações climáticas”, destacou concluindo a sua intervenção.

Transformar a economia num curto espaço de tempo

José Gusmão, o segundo candidato bloquista às eleições europeias e que luta por conseguir um assento no Parlamento Europeu, ao lado de Marisa Matias, explicou a necessidade de responder simultaneamente a um duplo desafio: “enfrentar as alterações climáticas e criar emprego com futuro”.

 Assim, lembrou a greve climática que tem mobilizado milhões de jovens, sublinhando à urgência de “responder às alterações climáticas”.

O candidato do Bloco de Esquerda assentou o seu discurso também contra duas ideias feitas, uma a de que “o mercado resolve”,  uma segunda que é “penalizar os consumidores”, ou seja “fazer recair sobre pessoas que já sofrem consequências gerais”.

Exemplificou então com a “proibição dos plásticos descartáveis” e do estabelecimento do “prazo de 2025 para que não haja mais automóveis a combustíveis fósseis”, salientando serem necessárias “medidas fortes para a regulação” dos mercados e “medidas públicas para mudar a produção”, facilitadoras da transformação da economia num curto espaço de tempo.

Imagem: Bloco de Esquerda

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Categorias: Política

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