Cooperativa cultural vimaranense lança também novas linhas de programação

A Oficina celebra 30 anos de existência com novas linhas de ação

A Oficina celebra 30 anos de existência com novas linhas de ação

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Em 2019, a cooperativa A Oficina, de Guimarães, completa 30 anos. Em simultâneo inicia um novo ciclo artístico. A programação de janeiro a abril – editada numa nova revista – foi apresentada publicamente na passada sexta-feira, 4 de janeiro, num dos locais mais emblemáticos da cidade, o Café Milenário.

 

 

A este momento simbólico seguiu-se um fim de semana de visitas especiais e gratuitas aos espaços maiores geridos e programados pel’ A Oficina: o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) e o Centro Cultural Vila Flor (CCVF). O mapa de programação comum d’ A Oficina para os próximos meses foi desenhado por um colégio de programadores, oferecendo um quadrimestre inteiro num registo inédito de coesão, dando início a um novo plano de ação.

No século XVI, o humanista Giulio Camillo propôs uma especulação utópica: um teatro que podia albergar toda a memória, como uma mnemónica do conhecimento universal. A Oficina pediu emprestado o mote do ‘Teatro da Memória’ para o programa com que inaugura este novo ciclo e um novo ano de programação. Coincidindo com o aniversário da abertura da Capital Europeia da Cultura (21 de janeiro de 2012), o público é convidado para um programa de conversas e espetáculos, a partir de uma dupla efeméride: os 30 anos d’A Oficina e os 25 anos do Teatro Oficina. O programa divide-se em 3 partes, ao longo dos primeiros quatro meses do ano, prosseguindo – por ocasião do Dia Mundial do Teatro – com uma ocupação dos vários espaços d’A Oficina pelo Teatro Oficina e um momento final em que o arquiteto Filipe Silva estreia a sua reinterpretação da proposta de Giulio Camillo na Casa da Memória. Através destes 3 capítulos, A Oficina irá contar a sua história, mas também debater publicamente o que é pretendido desta cooperativa que é de todos os cidadãos de Guimarães, nunca fechando as portas aos territórios vizinhos, nem aos parceiros nacionais e internacionais.

Para começar o debate, surgem algumas palavras-chave: Território e Internacionalização, Criação e Residências Artísticas, Educação e Mediação Cultural. E nos quadrimestres seguintes: Pensamento e Documentação. Rede Oficina passará também a ser um termo de uso corrente para os agentes culturais e educativos de Guimarães. Serão esses eixos e essa filosofia de ligação que, a cada dia d’A Oficina, irão assegurar que esta não é uma produtora de eventos no mercado cultural mas um projeto de diferença, diversidade, educação artística, acessibilidade, coesão territorial e, portanto, cidadania.

A programação de 2019 iniciou o novo rumo já na sexta-feira passada, com uma Visita Cantada ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães protagonizada pelo Coro Vilancico. O silêncio próprio do museu foi assim interrompido por este grupo nascido no Conservatório de Música de Guimarães, que interpreta música vocal da Idade Média e do Renascimento. Guiado pelas vozes dos cantores, o público será convidado a percorrer, de forma especial, a extensa coleção do CIAJG.

No sábado, Victor Hugo Pontes (ele que será o coreógrafo em destaque no GUIdance deste ano) encarnou o papel de Guia de Visita numa viagem pelas suas próprias memórias de Guimarães a partir da exposição permanente da Casa da Memória.

O roteiro deste fim de semana terminou com uma visita encenada ao CCVF, no domingo, também às 17h00. Com encenação e dramaturgia de Manuela Ferreira e interpretação de Mário Alberto Pereira, Rita Morais e Tiago Porteiro – todos artistas do Gangue de Guimarães – os bastidores do CCVF são o cenário e a inspiração para esta visita encenada que mostra um lado deste centro cultural raramente visto.

A programação do mês de janeiro prossegue no CIAJG com a 7ª edição dos Encontros para além da História, o concerto Songs of Hope (interpretado por quatro agrupamentos do Conservatório de Música de Guimarães), a icónica performance Comer o Coração em cena, que coloca o corpo de Vera Mantero em interação com uma escultura de Rui Chafes, e ainda várias conferências com a arte contemporânea e a museografia como objeto de reflexão. A Montanha-Russa de Miguel Fragata e Inês Barahona instala-se no Grande Auditório do CCVF, movida pela música ao vivo da banda Clã. Um espetáculo que motivou o documentário Canção a Meio realizado por Maria Remédio, igualmente apresentado no CCVF. O Palácio Vila Flor conhece a nova exposição Bergado & Terebentina. Entre debates, conversas, oficinas e dias abertos no museu, completa-se a programação de janeiro.

Os próximos meses estão à espreita e Guimarães vai vivê-los intensamente, embalado pela dança, música, teatro e artes visuais – com eventos como GUIdance, Circus Arts, Westway LAB, inauguração de novas exposições –, sempre de mãos dadas com as comunidades, aquelas que cá estejam ou as que se aventurem a visitar este território de criação e propagação das artes.

A programação do 1º quadrimestre de 2019 encontra-se disponível, a partir deste fim de semana, nas páginas do Centro Cultural Vila Flor, Centro Internacional de Artes José de Guimarães e Casa da Memória, podendo igualmente ser consultada na nova revista d’ A Oficina.

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Imagens: A Oficina

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Categorias: Agenda, Cultura, Guimarães

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