Braga

Língua | Rede da Galilusofonia oficializa constituição em Braga

Língua | Rede da Galilusofonia oficializa constituição em Braga

 

 

 

Portugal e a Galiza estão cada vez mais próximos, não só em termos geográficos, mas também cultural e linguisticamente. Esse é o principal objectivo da Rede da Galilusofonia, que se reuniu pela primeira vez este sábado, 24 de Novembro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga. A Rede agrupa entidades galegas e portuguesas, quer civis quer públicas, para se coordenarem e cooperarem no espalhamento de iniciativas visando situar a Galiza no seu espaço natural linguístico-cultural, a lusofonia.

 

 

O projecto nasceu em Pontevedra, em outubro passado, e é impulsionado por diferentes entidades galegas e portuguesas que partilham o objetivo comum de difundir a música e as artes e aproximar a língua e a cultura galegas da Lusofonia. Esta Rede contempla várias as iniciativas de defesa do património material e imaterial entre os dois lados do rio Minho, unindo forças para promover as relações linguístico-culturais entre a Galiza e Portugal.

“Este fortalecimento dos laços entre duas comunidades irmãs é extremamente importante. No próximo ano, Braga vai ser a sede dos Jogos do Eixo Atlântico e, em 2020, seremos Capital da Cultura desta associação transfronteiriça, que serão momentos privilegiados para mostrarmos todo o dinamismo desta região”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, no arranque dos trabalhos.

O projeto pretende também fortalecer os campos económicos e institucionais e ser uma plataforma de encontro e cooperação para o desenvolvimento do território. “Estes dados são sintomas da boa relação que Braga tem com as entidades que nos rodeiam, tendo por base desenvolver projetos que querem marcar a diferença em todo o território”, enalteceu o autarca, destacando “a articulação entre os vários agentes dos dois territórios na promoção e dinamização cultural e económica”.

Segundo Ricardo Rio, “além da capacidade empreendedora e das características únicas das instituições e dos cidadãos, existem outros pontos comuns que contribuem para que todo o Minho tenha um conjunto de fatores diferenciadores que merecem ser dinamizados e acautelados no futuro”. Nesse sentido, o autarca bracarense vê “com bons olhos este estreitar de laços entre as populações dos dois lados da fronteira, reforçando a identidade comum e as tradições da região, de forma a potenciar o talento que a mesma contém”, concluiu.

Quem integra a Rede da Galilusofonia?

A Arca da Noe – Vilar de Santos (GZ)
A Mesa pola Normalización Lingüística (GZ)
Academia Galega da Língua Portuguesa (GZ)
AGAL – Associaçom Galega da Língua (GZ)
AJA Galiza – Núcleo da Associaçom Jose Afonso na Galiza (GZ)
AJA – Associação José Afonso (PT)
aRi[t]mar Galiza e Portugal – Escola Oficial de Idiomas de Santiago (GZ)
Cantos na Maré (GZ)
Cátedra José Saramago da Universidade de Vigo (GZ)
Castro Galaico Festival de Nogueiró-Braga (PT)
Convergências Portugal Galiza-Braga (PT)
Festival das Músicas do Mundo de Sines (PT)
Festival da Poesia no Condado-SCD Condado (GZ)
Fundación Via Galego (GZ)
Livraria Traga Mundos-Vila Real (PT)
Ponte a Portu-Gal-Concello de Ponteareas (GZ)
Ponte nas Ondas (GZ)
TIN.BRA-Teatro Infantil de Braga (PT)
Traz outro amigo também-Concello de Cedeira (GZ)

Fonte: Município de Braga, Rede da Galilusofonia e Sermos Galiza

Imagens: (0, 2) Município de Braga, (1) Sermos Galiza, (3) Rede da Lusofonia

 

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Categorias: Cultura, Política

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