Encontro surge na sequência de notícias recentes sobre crescimento e violência de movimentos radicais

Núcleo Antifascista de Braga organiza conversa ‘A extrema-direita em Portugal e na Europa’

Núcleo Antifascista de Braga organiza conversa ‘A extrema-direita em Portugal e na Europa’

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No próximo dia 3 de novembro, sábado, pelas 14h30, numa iniciativa que pretende unir gente proveniente de diversos movimentos e partidos políticos em seu torno, na sede do TOCA – Trabalho de uma Oficina Cultural e Associativa, em Braga, o Núcleo Antifascista de Braga – movimento apartidário que congrega diferentes pontos de vistas e ideologias políticas entre os seus membros -, organiza uma roda de conversa cujo tema central é ‘A extrema-direita em Portugal e na Europa’.

Considerando alarmante o rápido crescimento da extrema-direita e dos perigos que daí possam advir com o mesmo, o Núcleo Antifascista de Braga promove esta conversa aberta em que estão desde já previstas as participações de Jonathan Ferreira da Costa e Filipa Teixeira, deste movimento, Marco Dominguez Mendonça, do Bloco de Esquerda, Vasco Santos, do Movimento Alternativa Socialista, Cláudia Machado e Elda Fernandes, do Braga para Todos, entre outros.

O Núcleo Antifascista de Braga considera também como factos a ter em atenção os resultados das eleições na Hungria, Áustria, Itália, Estados Unidos e, mais recentemente, no Brasil, que presenciaram vitórias “por partidos fascistas e propagadores de valores violentos e desadequados para a vivência em comunidade do séc. XXI”.

Movimento apela à tolerância e rejeição de formas de opressão

Em comunicado conjunto emitido por uma série de idênticos grupos locais e nacionais (Viana do Castelo, Porto, Ovar, Coimbra, Lisboa, Madeira), uma vez que se organiza e se relaciona com idênticos movimentos em estrutura horizontal, o Núcleo Antifascista de Braga assinala o facto de, nas últimas semanas, “terem sido publicadas diversas notícias nos meios de comunicação sobre o crescimento da extrema-direita em Portugal e a violência perpetrada por estes grupos de cariz nazi-fascista”.

Indica ainda que “a crescente onda de violência é algo que não é uma novidade ou surpresa”. Relembrando que já “tem vindo a denunciar estes factos, ao longo dos últimos anos”, e a organizar-se “para fazer frente à violência gratuita, racista e xenófoba”,  comunicado assinala que “neste momento, existem vários grupos antifascistas em Portugal, de norte a sul, que têm sensibilizado ao longo dos anos as populações para este problema”, o NAB revela-se também desiludido por “ter sido desacreditado por pessoas e partidos que minimizam a luta antifascista”.

O Núcleo Antifascista de Braga aponta que “a realidade vem provar que o que temos vindo a falar e denunciar sobre grupos como os “Hammerskins”, ou partidos como o “Partido Nacional Renovador” ou o mais recente “Nova Ordem Social”, é mais que devido.

Este comunicado refere ainda, em jeito de conclusão, que este é um grupo de “antifascistas de diferentes faixas etárias, de vários pontos do País, com visões políticas muitas vezes distintas, mas com uma ideia e luta em comum: antifascismo”. Por isso, reforça: “Não podemos ser comparados a estes grupos ou partidos de extrema-direita, porque não somos criminosos, apelamos à tolerância, queremos combater o racismo, a xenofobia, a homofobia, o machismo e qualquer tipo de opressão” e que é “urgente que as pessoas se informem, que se organizem, que se juntem à luta antifascista, que apoiem os núcleos e movimentos antifascistas das suas cidades”.

O Núcleo Antifascista de Braga não acredita no uso da violência, exceto para autodefesa, e aposta na difusão das suas ideias com o objetivo de conseguir uma consciencialização geral que impeça o avanço da extrema-direita na sociedade portuguesa.

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Imagem: DR

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Categorias: Agenda, Política

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