Vestuário | Troficolor quer continuar a ser líder em Portugal sem descurar o mercado externo

Vestuário | Troficolor quer continuar a ser líder em Portugal sem descurar o mercado externo

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A final do concurso de jovens designers, que a Troficolor promoveu a 29 de junho passado, serviu de mote para a empresa, nascida na Trofa, em 1956, mas atualmente instalada em Lousado, o coração industrial do Vale do Ave, Vila Nova de Famalicão, inaugurar um novo showroom nas instalações que ocupa desde o ano passado e que pertenciam à antiga fábrica da Mabor, movimento esse que se insere no quadro de um investimento de cerca de um milhão em euros em modernização e eficácia.

 

 

Os resquícios da Mabor são ainda bem visíveis naquela que é a nova casa da Troficolor. O complexo, composto por vários edifícios, que a especialista em tecidos denim ocupa implicou um investimento que ultrapassa 1 milhão de euros. De acordo com o Portugal Têxtil, o conjunto de instalações mantém a traça claramente industrial que esteve na sua origem na década de 40 e, no novo showroom, são vários os elementos que contam esse passado e que servirão de cenário para que a Troficolor abra um novo capítulo na sua própria história de 62 anos.

 

Concurso denim

Inaugurado a 29 de junho, o referido  showroom serviu de palco à final do concurso Denim Young Contest que a empresa promoveu e que consagrou José Vieira, aluno da Escola de Moda do Porto. De um lado, Carlos Serra, CEO da Troficolor, referiu ao Portugal Têxtil que a ideia permitiu apresentar novos estilistas ao mercado de trabalho, mas assumiu que esta é também “uma ajuda para os nossos clientes, para que percebam a importância que têm os designers para criarem uma marca ou poderem desenvolver modelos para apresentar aos clientes finais».

No ‘Denim Young Contest’, os candidatos tiveram de desenvolver um coordenado composto, no mínimo, por duas peças, e no máximo, por quatro. O único requisito obrigatório foi utilizar o denim como base para os trabalhos a apresentar. Este foi oferecido pela própria Troficolor que também proporcionou todos os acessórios como linhas, botões e fechos, assim como apoiou os candidatos nos processos de desenvolvimento e custos com lavagens e tingimentos das peças.

O concurso, que se deverá realizar anualmente e que, nas próximas edições, deverá também assumir uma vertente internacional, com o convite aos jovens designers a poder ser estendido a escolas de Espanha e Itália, teve ainda uma outra vertente que o CEO da Troficolor pretende potenciar no futuro: as parcerias. Carlos Serra, na entrevista ao Portugal Têxtil, deixou claro que, no futuro, pretende “juntar tudo. O cliente, quando chegar cá, tem que encontrar um conjunto de intervenientes que estejam disponíveis para materializar aquilo que ele quer, que é uma peça final no mais curto espaço de tempo possível».

 

2018 é ano de expansão

Apostada na mudança de mentalidades e na manutenção de uma imagem cuidada, a Troficolor está a tentar consolidar o seu posicionamento. Empregando apenas 16 pessoas, a empresa atingiu um volume de negócios na ordem dos 4,5 milhões de euros em 2017, mas Carlos Serra garantiu ao Portugal Têxtil não estar obcecado com números, uma vez que o mais importante para a Troficolor é mesmo “o serviço ao cliente e, ao mesmo tempo, a rentabilidade». O primeiro semestre do ano, contudo, trouxe um crescimento de 12% face a igual período do ano passado. Mas não deixou de referir: «Se as oportunidades aparecerem, nós vamos agarrá-las».

A Troficolor realiza duas coleções anuais que são constantemente atualizadas ao longo do ano, como é hábito nos dias de hoje entre as diversas marcas do setor.

Quanto aos negócios, a empresa efetua em Portugal cerca de 70% da sua faturação, repartida entre clientes internacionais – 55% – e  clientes portugueses – os restantes 15% – destinados às mais diversas marcas, nomeadamente Salsa, Tiffosi, Decenio e Lion of Porches.

Portugal é também relevante no que se refere à produção própria, uma vez que todos os acabamentos são realizados na região, “em parceiros como a Somelos, a TMG ou a Adalberto, a nível de estamparia».

A empresa tem uma quota de exportação direta de 30%, para mercados como Espanha, França e Itália, mas também para o Japão. Quanto a clientes, a Troficolor orgulha-se do facto de um dos seus mais importantes parceiros de longa data ser o grupo Max Mara . «Todo o tecido que nos compram é revistado”. Mas Carlos Serra admitiu ao Portugal Têxtil que esta exigência ajuda a empresa a crescer.

 

A mais-valia do stock service

O stock service é considerado uma mais-valias pela empresa, uma vez que este tipo de serviço permite a marcas mais pequenas adquirir tecidos em quantidades inferiores às exigidas habitualmente pelos produtores.

«Queremos continuar a ser líderes em Portugal. E isso passa naturalmente pelo acompanhamento que damos ao cliente em termos comerciais. Enquanto nos outros países temos agentes, em Portugal temos colaboradores da Troficolor. É absolutamente clara a importância que damos ao mercado português, não só àqueles que produzem para marcas portuguesas, mas também àqueles que produzem para terceiros, que têm de ser devidamente acompanhados», assume Carlos Serra ao Portugal Têxtil. E conclui: «Lá fora, estamos com a preocupação de continuar a fazer uma abordagem musculada ao mercado externo, mas mais virado para termos um bom acompanhamento aos clientes e aos mercados que temos».

 

 

 

Fonte: Portugal Têxtil

Imagens: Troficolor – facebook

 

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Categorias: Economia

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