9 a 11/3 | Teatro: Comédia “O escândalo Philippe Dussaert” na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

9 a 11/3 | Teatro: Comédia “O escândalo Philippe Dussaert” na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

O escândalo Philippe Dussaert, de Jacques Mougenot, interpretado por Marcos Caruso estará na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão no fim-de-semana, isto é, nos dias dias 9, 10 e 11 de março. Espera-se casa cheia para todas as sessões, tal tem sido o sucesso desta encenação nos múltiplos locais onde foi já apresentada.

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Nesta comédia, vencedora dos principais prémios nas categorias de “Melhor Actor” e “Melhor Espetáculo” no Brasil, em 2017, Marcos Caruso veste a pele de um conferencista que divide com o público a investigação do escândalo que envolveu o pintor francês. Esta é a primeira vez que Marcos Caruso realiza um monólogo em mais de 40 anos de carreira.

O Escândalo Philippe Dussaert é um texto que investiga com muito humor os limites da arte contemporânea, em especial das artes visuais, e as polémicas que o assunto suscita.

A arte contemporânea é, de facto,  bastas vezes, difícil de compreender. De certo modo, tal como o mundo contemporâneo, nela refletido. Se em tempos idos, a arte era bela e bem feita, hoje nem sempre o é. Há objetos artísticos completamente desprovidos de beleza que o são, tal como existem objetos belos que não são enquadráveis no conceito de arte atual. Além disso, que valor lhe atribuir, valor não apenas estético, mas também, e sobretudo, financeiro? Conforme referia Vivian Pizzinga, na publicação Ambrosia, em tom jocoso: “Qual a diferença entre um quadro feito por um chimpanzé com coordenação motora suficiente para jogar tintas em uma tela, e outro, feito por qualquer humano, figurativo ou abstrato?”

Assim, nesta peça, o autor usa a figura de um pintor contemporâneo para fazer uma reflexão sobre o que é, e o que não é, a arte, tema fértil para infindáveis controvérsias, polémicas e situações hilariantes. O escândalo a que o título se refere acontece no mercado de arte, ambiente com o qual a maioria das pessoas não tem qualquer proximidade ou até mesmo interesse. Ainda  assim, segundo rezam as crónicas, a situação resulta bem. O público diverte-se e ri-se, pensa e entende que a questão tratada vai para além da necessidade de qualquer instrução artística.

O cenário é limpo e o texto, segundo consta, é brilhante. Assim sendo, não surpreende o enorme sucesso de público que esta peça alcançou no Brasil, mas também em França, onde já foi apresentado. Não deverá desiludir também o público que se dirigir à Casa das Artes famalicense.

Ficha técnica
Texto – Jacques Mougenot
Tradução – Marilu Seixas Coorêa
Interpretação – Marcos Caruso
Direção – Fernando Philbert
Cenário e Figurino – Natália Lana
Iluminação – Vilmar Olos
Direção Musical – Maíra Freitas
Assessoria de Imprensa – Naughty Boys
Produção Executiva em Portugal – Plano 6
Realização – Plano 6 e Galeria de Arte Cor Movimento

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Entradas: 18,00€; Estudantes e Quadrilátero Cultural: 9,00€.

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Categorias: Agenda

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Pedro Costa

Diretor e editor.

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