Pandemia impacta com mais força escalões etários com menor experiência e maior precariedade

Trabalho | Um em cada quatro jovens encontram-se desempregados

Trabalho | Um em cada quatro jovens encontram-se desempregados

 

 

A taxa de desemprego na população entre os 15 e os 24 anos atingiu o patamar dos 25% nos últimos três meses. Mas se em 2017 a economia estava a crescer, agora ninguém arrisca prever o momento da recuperação, uma vez que esta subida corresponde a um recuo no tempo.

O impacto dos três meses de confinamento fez-se sentir no mercado de trabalho jovem, colocando os níveis de desemprego desta faixa etária em valores superiores a 25%. Ainda que não se encontrem aos níveis observados durante os anos da troika, estes valores retornam aos valores observados há três anos.

Pedro Crisóstomo, no Público, assinala que um em quatro jovens entre os 15 e os 24 anos está sem trabalho (25,6%). Mas o Instituto Nacional de Estatística (INE), no mês de junho, indicara já que 81.200 jovens estavam fora do mercado de trabalho — sem trabalho, ativamente à procura, disponíveis para trabalhar. Paulo Ribeiro Pinto, no Dinheiro Vivo, destacara que a taxa de desemprego entre os jovens portugueses teria subido quase dois pontos percentuais em abril face ao mês de março, para 20,2%, o valor mais alto desde outubro de 2018, quando atingiu os 20,5%. A estes números adicionam-se ainda os jovens enquadrados em situação de subemprego.

Se há três anos estes valores se enquadravam num contexto em que havia um crescimento da economia, atualmente as previsões de alguns especialistas apontam para uma melhoria do mercado de trabalho só depois da primavera de 2021. É pelo menos essa a opinião de Francisco Madelino, ex-presidente do Instituto de Emprego de Formação Profissional (IEFP). Não só haverá menos ofertas de trabalho por parte das empresas, que estão mais fragilizadas, como poderão ser menos os jovens que procuram emprego, por falta de expectativas ou devido à situação sanitária, que está a bloquear os canais normais de divulgação de ofertas de trabalho, conclui Beatriz Ferreira, no Observador, a este propósito.

Síntese dos dados de desemprego

O elevado aumento do desemprego jovem também pode ser observado nos números daqueles que recorrem aos centros de emprego: no mês de julho estavam inscritos 45 mil jovens no IEFP, um aumento de 58% face ao mesmo período no ano passado.

Tal como os demais efeitos das medidas de confinamento para combater a pandemia de covid19, a subida começou a fazer-se sentir logo no mês de abril. Se em março a taxa era de 18,3%, no mês seguinte disparou para os 20,6%, em maio para os 21,4% e em junho atingiu então os 25,6% – porém, este valor ainda está dependente de uma revisão de dados do INE.

Em sentido oposto está a taxa de pessoas empregadas nesta faixa etária: de 295,1 mil jovens em março para 271,6 mil em abril, de 243,7 mil em maio para 235,8 mil em junho.

Já os “nem-nem”, aqueles com idades entre os 15 e os 34 anos que não estão nem empregados nem a estudar, estavam nos 12,8% no segundo trimestre, num aumento face a 2017, mas semelhante ao observado no segundo trimestre de 2016. Essa taxa é um pouco mais alta quando se desdobra o indicador em dois e se concentra a atenção nos jovens dos 25 aos 34 anos. Aí, a taxa está nos 16,2%.

 

Fontes: Esquerda, Público, Observador; Imagem: IEFP

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