Tiago Simães

Talento Made in Guimarães | Pedro Emanuel Pereira

Talento Made in Guimarães | Pedro Emanuel Pereira

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A pessoa

Quando era mais novo, na escola o Pedro Emanuel Pereira teve de escolher entre duas paixões: andebol ou piano, porque o professor de piano lhe fez um ultimato; chegava às aulas com as mãos todas estragadas (been there) e isso prejudicava a execução. Durante algum tempo jogou andebol na mesma, às escondidas.  Claro que… depois felizmente seguiu o caminho do piano e cá temos o homem. Esta história resume um bocado o que o Pedro é: teimoso q.b., persistente, alguém que sabe o que quer e com uma grande alma e capacidade de sacrifício.

Conheci o Pedro há muitos anos numa noite daquelas de ”rebimb’ó malho” no CAR, quando ele veio cá de férias (estava a estudar em Moscovo nessa altura). Quem o viu e quem o vê, enquanto artista e enquanto homem. Amadureceu e está a tornar-se sem dúvida numa referência pianística, nacional e internacionalmente falando.

Músico brilhante, improvisador talentoso, orgulhosamente vimaranense, cheio de ideias e com a veia da criatividade a transbordar, para gáudio de todos nós.

O trabalho e a criação

Um dos “problemas” – a meu ver – dos pianistas e instrumentistas de música erudita em geral, é que se limitam quase sempre a recriar (tocar) peças compostas por outros. Não menorizo – de todo – a dificuldade ou validade artística disso (nem poderia); são executantes exímios e tecnicamente perto da perfeição, fruto de muito trabalho, persistência e dedicação. Mas o produto final que vemos e ouvimos é na verdade sempre uma “reinterpretação”. Quando vejo um Evgeny Kissin ou uma Martha Argerich (dos melhores pianistas do mundo) fica-me sempre a questão: ”São incríveis, mas como será a música deles?”. A música composta por eles? E o Pedro veio(-me) “provar” que isso pode – e deve – continuar a ser feito na música erudita, como faziam os grandes instrumentistas d‘outrora. Além das interpretações de peças de outros, o Pedro cria e interpreta obras próprias, improvisando, saindo sem receio da sua zona de conforto para se superar. Nesse caminho, depois de ter lançado o primeiro e afirmativo álbum “Russian Journey” o Pedro arriscou agora num álbum de originais. É magnífico, saiu esta semana e chama-se “Sons da Minha Terra”. Será o primeiro de muitos, certamente. Ficamos à espera de mais concertos, mais composições e mais álbuns, Pedro!

#talentomadeinguimaraes #pedroemanuelpereira

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Categorias: Sociedade

About Author

Tiago Simães

Tiago Simães é natural de Guimarães, onde nasceu em 1980. Após frequentar o Conservatório Regional de Guimarães e a Academia Valentim Moreira de Sá, ingressa na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto, onde se graduou em Formação Musical Específica. Em Itália e Portugal, Estuda Regência Coral, Piano e Composição e Música - Teoria e Pedagogia, na Universidade de Aveiro. Tem participado em inúmeros projectos como artista integrante ou convidado, concertista ou maestro, a solo ou ensemble, tendo-se apresentado em diferentes palcos nacionais e internacionais e em vários estilos musicais e artísticos Lecciona Formação Musical e Classes de Conjunto no Conservatório de Música de Felgueiras desde 2005, tendo aí sido Director Pedagógico. Entre 2009 e 2014 exerce o cargo de Coordenador da Licenciatura em Educação Musical, no Instituto Superior de Ciências Educativas de Odivelas – Pólo de Felgueiras. Foi Director Artístico e Programador da Associação Círculo de Arte e Recreio, entre 2009 e 2013. Colaborou activamente na organização e execução do evento Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, tendo sido convidado a integrar o Projecto da Área de Comunidade “Outra Voz” como Regente Coral. Compõe o tema sinfónico “Guimarães 2012 – Obra para Orquestra e Coro” interpretado pela FOE sob a direção de Rui Massena. Foi ainda membro da Direcção do Projecto Tempos Cruzados. Enquanto membro directivo da Associação Convívio - entre 2011 e 2013 – é co-fundador e criador da Escola de Jazz do Convívio (Outubro de 2012), da qual foi docente e Director Pedagógico. É fundador do festival “O Verão é Jazz!”. Em 2013 cria o B-JAZZ: Convívio Jazz Choir, do qual é Maestro e Director Artístico até ao presente.. Colabora activamente com inúmeros projectos musicais de todas as áreas, enquanto produtor, músico de estúdio ou/e performer (Let the Jam Roll, José Malhoa, Azeitonas, etc...). É co-responsável pela componente musical do Festival Guimarães Noc Noc. Foi membro da Direcção Executiva e Coordenador do FMRG (Festival de Música Religiosa de Guimarães) desde a sua fundação até 2017 e exerceu as funções de coordenador do FIGG (Festival Internacional de Guitarra de Guimarães) entre 2016 e 2018. Foi co-regente e membro do projecto. Exerceu as funções de co-gestor e programador do São Mamede Centro de Artes e Espectáculos, Director Musical do espectáulo “Humanário Paralelamente à carreira de músico e pedagogo, é empresário, nomeadamente da MVJ e da Relógio de Ideias Produções. É programador do evento anual “Os Clássicos vão ao Interior”, divulgando música erudita pelo interior remoto. Escreve regularmente textos, crónicas e artigos de opinião para vários suportes e sobre os mais variados temas. Lançou o seu primeiro livro “Todos os dias ou não” em Março de 2020 pela Editora Astronauta e está previsto o lançamento do segundo ainda durante o mesmo ano.

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