Centro de aprendizagem e conhecimento funcionará em articulação com a comunidade local em moldes inovadores

Comunidade | Famalicão em Transição prepara Centro Comunitário

Comunidade | Famalicão em Transição prepara Centro Comunitário

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Num contexto de crise global, em que o ritmo e a escala das mudanças parecem ser mais intensos e agressivos do que em qualquer outro período histórico, muitos reconhecem a necessidade de existência de movimentos sociais que questionem o atual modelo de desenvolvimento assente no crescimento económico. É o caso de um conjunto de ativistas organizados em torno da associação Famalicão em Transição, liderada desde há anos por Manuela Araújo.

Após alguns anos de existência, a Famalicão em Transição pensou por isso em planear e agora desenvolver um espaço de experimentação, aprendizagem intergeracional e inter-saberes, de capacitação pessoal para a resiliência e iniciativa reforçadas num sentido de comunidade. Este servirá os propósitos do movimento de Transição global e permitará explorar novas possibilidades de estar, ser e fazer em comunidade.

José Pacheco, promotor do projeto da Escola da Ponte, em Vila das Aves, Santo Tirso, surge como referência inestimável a este projeto: “Aprender em comunidade significa passar de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora do currículo, centrada em projetos, no aprender com o outro e na compreensão e transformação social. Cada comunidade desenha e vive seu currículo de forma singular e significativa”.

Projeto pronto a avançar

“Queremos este espaço dinamizado por um conjunto de pessoas que se alinhem com estes princípios, ao estilo de um Centro comunitário para a transição (nome indicativo)”, refere a nota informativa divulgada. A comunidade educativa terá localização na antiga Escola Básica do Monte, em Bente, onde funciona atualmente também um jardim de infância e próxima do parque de lazer local. “O edifício estava a ser preparado para começar a receber obras de adaptação quando se impôs a suspensão das mesmas em virtude da pandemia do novo coronavírus”, assinalou Ana Diniz, uma das mentoras do projeto.

Comunidade educativa ‘por um mundo melhor’

O Grupo Educação em Transição tem, ao longo do tempo, desenvolvido trabalho no sentido de compreender a viabilidade de construir um projeto sustentável de comunidade de aprendizagem em Famalicão, que agora integrará este “Centro Comunitário”.

A associação refere que “as crianças que participarem no projeto irão beneficiar de uma aprendizagem auto-gestiva, de maior empatia, cooperação e respeito pela sua individualidade. Poderão assim aprender e florescer em ambiente mais familiar, humanizado e em contacto direto com a Natureza”.

Centro de Aprendizagem e Conhecimento em contexto local

Esclarece Gil Pereira, outro dos elementos da associação responsável pela implementação do projeto, que esta comunidade de aprendizagem se destina prioritariamente “a famílias com crianças entre os 5 e os 10 anos de idade, isto é, a frequentarem o 1º Ciclo de escolaridade, mas não de forma exclusiva”. Aqui não existirão turmas nem professores propriamente ditos, nem as idades definirão grupos de trabalho ou disciplinas, muito menos haverá avaliações quantitativas”, acrescenta.

O projetado centro de Aprendizagem e Conhecimento funcionará por isso em moldes que se afastam bastante do conceito de escola tradicional, conforme ela é conhecida e habitualmente vivenciada, tendo em conta o contexto local. A associação considera o lançamento deste projeto inovador como indispensável atendendo à “baixa resiliência da comunidade local que se encontra associada a um processo de escolarização para uma sociedade de consumo e global”. De acordo com a Famalicão em Transição, “o ensino atual encontra-se desconectado dos saberes e valores locais e desvaloriza o potencial humano”, uma vez que “o currículo académico é imposto para “formatar” indivíduos. Este modelo, da época da revolução industrial, encontra-se obsoleto. Encontramos crianças, jovens e adultos desprovidos de sentido de comunidade, com dificuldade em errar e aceitar experimentar estilos de vida que saiam do padrão consumista e insustentável para o planeta”.

Gostaria de se associar ao projeto?

Por isso, se o projeto lhe agrada e quiser associar-se à Famalicão em Transição na implementação deste projeto, saiba que a associação procura:

  • Pessoas que queiram integrar a equipa de projeto e de terreno (“É preciso uma aldeia para educar uma criança”);
  • Profissionais da área da educação (formal e não formal) que se revejam neste modelo de educação integral;
  • Pessoas com gosto e sensibilidade pela área da sustentabilidade local, permacultura, economia circular;
  • Pais, mães, outros membros da comunidade com interesse em integrar este projeto enquanto família(s) colaborantes; e
  • Crianças (dos 5 aos 10 anos) cujas famílias aceitem participar num projeto educativo com especial ênfase na relação, liberdade e acolhimento.

Seja parte ativa. Se deseja participar, inscreva-se.

 

Fonte e Imagens: AFeTRa

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