Carlos Folhadela Simões: CMV visa a salvaguarda e valorização da memória na, da e pela comunidade famalicense

Comunidade | ‘Dê 2 Passos’ assinala Dia Mundial da Doença de Alzheimer e nascimento da Casa da Memória Viva

Comunidade | ‘Dê 2 Passos’ assinala Dia Mundial da Doença de Alzheimer e nascimento da Casa da Memória Viva

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A recém-constituída Casa da Memória Viva Associação Cívica Famalicense vai assinalar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, no próximo dia 21 de setembro, com a realização da caminhada solidáriaDê 2 passos”. Com partida às 10h00 e chegada prevista às 12h00 horas ao Parque da Juventude, a iniciativa levará os participantes a percorrer sete artérias da zona noroeste da cidade de Vila Nova de Famalicão, num percurso inferior a quatro quilómetros e por pisos quase sempre regulares e planos.

 

 

Sensivelmente a meio do trajeto da caminhada que se realizará ao longo de várias artérias centrais da cidade de Famalicão, aquando de uma pausa para hidratação e reagrupamento dos participantes, junto às antigas instalações fabris da Cegonheira, na Rua Barão da Trovisqueira, decorrerá um momento particularmente carregado de simbolismo. Trata-se da doação da marca registada “Cegonheira” à associação pelos netos e bisnetos do fundador daquela antiga empresa famalicense, António Sampaio Carvalho.

A inscrição na caminhada “Dê 2 passos” implica o donativo mínimo de 5,00 euros por pessoa e pode ser feita através do site Casa da Memória Viva ou, presencialmente, no próprio dia do evento. Antes da partida serão realizados exercícios de aquecimento, sob a supervisão de um técnico de desporto. Com os fundos angariados, a associação promotora tenciona “organizar ações de sensibilização da comunidade famalicense para as problemáticas associadas à memória e às doenças
neurodegenerativas e de capacitação de cuidadores e técnicos de ação social que cuidam dos nossos concidadãos com demência”, adianta Carlos Folhadela Simões, vice-presidente da Comissão Instaladora da Casa da Memória Viva. Daí, explica, o apelo aos dois passos: “O primeiro é participar. Importa que os famalicenses sinalizem a sua disponibilidade para ajudar a mudar a situação em matéria de apoio a pessoas com doenças de Alzheimer e outras demências, suas famílias e cuidadores. O segundo é continuar, juntarem-se a nós e passarmos, todos, a lidar melhor com a nossa memória, seja ela a memória pessoal, cognitiva, seja a memória coletiva, a que partilhamos e nos identifica enquanto comunidade”.

Com esta primeira iniciativa pública, a associação, constituída em maio passado, pretende “proporcionar uma experiência de fruição e partilha da cidade, inclusiva e intergeracional, conciliando atividade física e convivialidade”, acrescenta. Por isso, diz ainda Folhadela Simões, “dar-nos-emos por satisfeitos se os famalicenses com limitações de mobilidade ou de interação social se juntarem a nós e forem redescobrir a cidade ao seu ritmo, ao ritmo da memória. A nossa caminhada não é nenhuma corrida, é mais um passeio. O que eles tinham para correr, já correram. Agora é a comunidade que tem de dar um passo, um passo assertivo, em direção a eles, comprometendo-se com o seu bem-estar e a sua dignidade. Passa também por aí a nossa missão”.

A Casa da Memória Viva assume-se como “associação cívica socialmente inclusiva e culturalmente ativa que visa a salvaguarda e valorização da memória na, da e pela comunidade famalicense”. A funcionar ainda em regime de instalação, até ao fim de novembro, nos termos dos seus estatutos procurará ter uma ação “norteada pela salvaguarda, preservação, divulgação e engrandecimento do património cultural imaterial de Vila Nova de Famalicão e das tradições das suas gentes, assim como pela dignificação e bem-estar das pessoas com perdas de memória”. O presidente da comissão instaladora é Carlos de Sousa.

O Dia Mundial da Doença de Alzheimer foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1994 e ocorre, desde aí, no dia 21 de setembro, para chamar a atenção da opinião pública e dos líderes mundiais para o impacto daquela que é o tipo de demência mais comum nos países desenvolvidos, como Portugal. Por isso, a agência da ONU para a saúde reconhece que a demência deve ser uma prioridade das políticas públicas de saúde. Em 2015, o seu impacto social e económico atingia 1,1% do PIB mundial e a tendência era para aumentar. Ainda segundo a OMS, entre 5% e 8% da população mundial com mais de 60 anos padece de demência num determinado momento da vida.

Por cá, em 5 de julho passado, a Assembleia da República aprovou a resolução n.º 134/2019, recomendando ao Governo que “considere as demências e a doença de Alzheimer uma prioridade social e de saúde pública”. Aponta ao Executivo como necessidade a elaboração de um “Plano Nacional de Intervenção para as Demências”, assim como a adoção de medidas de apoio a “estes doentes e suas famílias”.

Fonte e Imagens: CMV

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Categorias: Sociedade

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