Raquel Rego recebe Medalha de Honra municipal no 34º aniversário da cidade; Paulo Cunha pede mais e melhor vida democrática

Famalicão | Dia da Cidade assinalado com homenagem a personalidades, instituições e empresas

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O Municipio de Famalicão celebrou o 34.º aniversário como cidade e homenageou cidadãos, instituições e empresas que se têm vindo a notabilizar ao longo da sua vida. “Não somos do ponto de vista democrático um país sustentável. O papel dos cidadãos na democracia ainda está muito aquém do que deveria estar”. O apelo foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, nesta terça-feira, no âmbito da sessão comemorativa do Dia da Cidade, que decorreu na Casa das Artes.

 

 

Para o autarca famalicense “a falta de participação democrática dos cidadãos é um problema atual e a sociedade civil precisa de refletir sobre isso. Temos que ser cada vez mais cidadãos e menos indivíduos. Temos que olhar mais para o bem coletivo e implementar bons hábitos de vivência comunitária, mudando a relação de compromisso das pessoas com a comunidade”.

Neste âmbito, Paulo Cunha destacou algum trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no município famalicense, nomeadamente, ao nível da conjugação de esforços entre as juntas de freguesias, as empresas e as associações. No entanto, segundo o autarca “sozinhos, eu e o meu executivo, com os autarcas de freguesia, não poderemos fazer tanto quanto podemos fazer se contarmos com o envolvimento, com o apoio crítico, com o clima de compromisso dos famalicenses, na construção de um futuro melhor” realçou.

Entretanto, a sessão solene evocativa da cidade ficou mais uma vez marcada pela homenagem pública do município às individualidades e instituições famalicenses, cujos feitos contribuíram de forma relevante para a valorização e projeção do território famalicense.

Segundo o presidente da Câmara Municipal “os galardões significam muito mais do que uma mera  efeméride, do que um simples reconhecimento, são um sinal muito importante que queremos dar à comunidade”.

Raquel Rego, Medalha de Honra do Município de Famalicão

Entre as 24 medalhas atribuídas, destaque para a atribuição da Medalha de Honra do município, o mais alto galardão, a Raquel Rego, pelo seu percurso profissional, mas, acima de tudo, pelo cargo de presidente do Tribunal da Relação de Guimarães. Raquel Rego é a primeira e única mulher em Portugal a presidir a um tribunal superior.

A homenageada mostrou-se satisfeita com o reconhecimento e disse sentir-se “gratificada“. “Cai bem no coração e toca-nos quando a nossa terra vê que existimos e reconhece o valor que possamos ter”. Raquel Rego salientou ainda que apesar de ter desenvolvido uma carreira profissional sempre fora do concelho, “gosta muito” da sua terra onde vive e a que só não regressa quando não pode.

34 anos de cidade, 24 homenageados 

Com a medalha de mérito municipal autárquico foi agraciado o deputado da Assembleia Municipal Álvaro Oliveira, eleito pela primeira vez há 30 anos. A medalha de mérito municipal desportivo foi entregue à Sociedade Columbófila de Delães, ao Grupo Desportivo e Recreativo da Floresta, e aos atletas Davide Figueiredo, Gonçalo Bonnet Alves e Joaquim Costa. Entretanto, a medalha de mérito municipal económico destacou o empresário Pedro Pinto, e as empresas Izicar, Metalúrgica Central da Trofa, Pichelaria Mouzinho e Fábrica Metalúrgica de Gandra. A medalha de mérito municipal cultural distinguiu os Agrupamentos de Escuteiros de Lemenhe e do Louro, o Cineclube de Joane, o Greculeme, o Rancho Folclórico de São Julião de Calendário, o ator e encenador Bruno Martins, o autor e antigo vereador da cultura Durval Ferreira, os músicos Magina Pedro e António Joaquim Teixeira e ainda José Handel de Oliveira. Por fim, a medalha de mérito municipal de benemerência galardoou a Associação Dar as Mãos.

No final da cerimónia, os famalicenses juntaram-se para cantar os parabéns à cidade num momento repleto de simbolismo.

Imagens: Município de Famalicão

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Categorias: Política, Sociedade

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