Global Climate Action Summit

Clima | ZERO participa na maior Cimeira de sempre de Ação Global para o Clima

Clima | ZERO participa na maior Cimeira de sempre de Ação Global para o Clima

 

 

A ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, em parceria com a APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, participa na Cimeira Global de Ação Climática (Global Climate Action Summit) que terá lugar de hoje, 12 de setembro, ao dia 14, sexta-feira, no Moscone Center South em São Francisco, na Califórnia. Refere a ZERO, através do seu presidente, Francisco Ferreira, que “a Cimeira mostrará as ações concretas que países, regiões, cidades, empresas, investidores e sociedade civil têm tomado para reduzir as emissões de carbono e outros gases poluentes e garantir compromissos ousados para conseguir mais e melhores resultados. Durante uma semana analisar-se-á como a descarbonização, a criação de novos empregos e um crescimento económico resiliente conseguem galvanizar um movimento global para uma ação climática que pretende não deixar ninguém para trás.”

Líderes de países, regiões e cidades, mas também de empresas, investidores, cientistas, estudantes e organizações sem fins lucrativos são agentes críticos que podem não apenas desencadear oportunidades para a ação climática, mas também catalisar os Chefes de Estado e Primeiros-Ministros de todo o mundo à ação e de um modo mais rápido.

Ao longo da semana de 10 a 14 de setembro, em S. Francisco ocorrerão mais de 350 eventos, organizados por um enorme conjunto de entidades. Assim, nos dias 13 e 14 de setembro terá lugar o encontro de mais alto nível que contará com a participação de um vasto conjunto de líderes políticos, do meio empresarial e da sociedade civil. Entre os oradores principais contam-se Jerry Brown, Governador da Califórnia, que acabou de assinar uma ordem executiva que pretende tornar o Estado da Califórnia neutro em carbono em 2045, isto é, cinco anos antes de Portugal, e com emissões negativas a partir de então, Al Gore, ex-Vice-Presidente dos EUA, Alec Baldwin, ator, Frank Bainimarama, Primeiro-Ministro das Ilhas Fiji, Manuel de Araújo, Presidente da Câmara de Quelimane, em Moçambique, Miguel Arias Cañete, Comissário Europeu para a Ação Climática e Energia, Jane Godall, bióloga e perita em comportamento animal, Anne Hidalgo, Presidente da Câmara de Paris, Kevin Johnson, CEO da Starbucks, John Kerry, ex-Secretário de Estado dos EUA, Catherine McKenna, Ministra do Ambiente do Canadá, Alexandra Palt, CEO da L’Oréal, Paul Polman, CEO da Unilever, Johan Rockström, cientista fronteiras do planeta, Nicholas Stern economista, Michael R. Bloomberg, enviado especial do Secretário-Geral da ONU para a Ação Climática, Patricia Espinosa, Secretária-Executiva da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, e Xie Zhenhua, Representante Especial para as Alterações Climáticas na China.

“Esta Cimeira pretende dinamizar e multiplicar ações para assegurar a redução de emissões de carbono num prazo de dois anos.”, reforça a associação ambientalista. “A Cimeira Global de Ação Climática congrega líderes e pessoas de todo o mundo de modo a “Levar a Ambição ao Próximo Nível”. Será um momento para celebrar as extraordinárias conquistas de Estados, regiões, cidades, empresas, investidores e cidadãos com relação à ação climática.”

“A Global Climate Action Summit também será uma plataforma de lançamento de compromissos globais mais profundos e acelerados de ação pelos países – apoiados por todos os setores da sociedade – que podem colocar o mundo no caminho certo para evitar alterações climáticas perigosas e concretizar o histórico Acordo de Paris“, acrescenta ainda Fernando Ferreira.

De acordo com o presidente da ZERO, “a descarbonização da economia global está à vista. Há mudanças transformacionais que estão a ter lugar em todo o mundo como resultado da inovação, novas e criativas políticas e vontade política a todos os níveis.”

Estados e regiões, cidades, empresas e investidores estão liderar a pressão para reduzir as emissões globais até 2020 e a estabelecer o ritmo para se atingir as emissões líquidas zero até meados do século.

No coração da Cimeira está o Acordo sobre Alterações Climáticas assinado em Paris em 2015 e os compromissos de progresso nacional e planos de ação nacionais, conhecidos como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Nesse sentido, a Cimeira Global de Ação Climática, a meio caminho entre Paris 2015 e 2020, foi programada para dar confiança aos governos para agirem e para atingirem um novo nível de ambição tão rapidamente quanto possível.

Francisco Ferreira soa otimista: “O ímpeto que gerarmos este ano deve levar a curva das emissões a inverter a sua subida até 2020 – é o que a ciência nos aconselha e isso dará ao mundo a melhor oportunidade para evitar os piores efeitos das alterações climáticas. 2018 deve ser o começo de uma nova fase de ação e ambição relativamente às alterações climáticas.”

O ativista ambiental, presidente da Organização Não Governamental portuguesa, crê também que “esta Cimeira ressaltará a urgência da ameaça das alterações climáticas ao mobilizar as vozes e a experiência de pessoas reais, em comunidades reais que enfrentam ameaças reais e terríveis. Ela irá desafiar e canalizar a energia e o idealismo das pessoas em todos os lugares para superarmos este enorme problema da humanidade.”

Os diferentes atores na Cimeira irão celebrar um novo conjunto de compromissos em cinco áreas chave: Sistemas Energéticos Saudáveis, Crescimento Económico Inclusivo, Comunidades Sustentáveis, Gestão Adequada da Terra e Oceanos, e Investimentos Transformadores do Clima.

Na Cimeira Global de Ação Climática, a ZERO apresentará exemplos de Portugal identificando as boas práticas que podem ou poderão ser implementadas no nosso país.

A Associação ZERO será a única organização não-governamental portuguesa a estar presente no segmento de alto nível e em algumas das atividades paralelas a ter lugar através de Francisco Ferreira, presidente, e de Rita Antunes, da área de energia, clima e mobilidade.

Nas intervenções previstas em eventos da Cimeira e nas conversações com outros interlocutores, a ZERO irá destacar a enorme evolução que Portugal tem conseguido na produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, nomeadamente com o recente recorde atingido em março deste ano, em que a produção foi superior ao consumo, bem como a ambição de atingir a neutralidade carbónica em 2050, apesar de pretender igualmente iniciar a exploração de combustíveis fósseis. Por outro lado, em inúmeros eventos já realizados esta semana e ainda previstos, serão muitas as ações nas áreas da mobilidade sustentável, eficiência energética, alimentação, educação, salvaguarda da floresta, entre outros temas relacionados com as alterações climáticas, que permitirão à ZERO fazer melhores sugestões de para ações a desenvolver em Portugal.

 

Fonte: Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável

 

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