Tag "Dar Coisas aos Nomes"

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Cultura Ensaio

Dar Coisas aos Nomes | A vida é puta: ou a poesia face à iminência da morte

    1. Vinte e cinco anos depois da sua estreia, o filme Se7en – Sete Pecados Mortais, com realização de David Fincher, continua a ser elevado como precursor de

Crónica Cultura Sociedade

Dar Coisas aos Nomes | Quem da pátria sai a si mesmo escapa?

    1. Há uma ideia solenemente repetida, e com profunda e misteriosa razão (dessa que nem a própria razão entende), de que os poetas e os artistas nunca interpelam

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Equívocos, dissensos, desvios (Caderno da Residência, n.º 2)

    1 de Agosto, Montemor-o-Novo (tarde) Galerias, museus, salas de espectáculo – espaços afins nunca foram propriamente a minha praia. Não por desinteresse, muito pelo contrário: os objectos artísticos,

Cultura

Dar Coisas aos Nomes | A fundar distâncias (Caderno da Residência, n.º 1)

    27 de Julho, Montemor-o-Novo (16:40) As coisas acontecem. É uma frase banal, banalíssima, sem aparente motivação interior para demais desdobramentos e indagações. Dizemo-la sem agravo, sem pudor, sem

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | António Barahona: outra vez um menino já depois de velho

    É dia da criança, tudo sol e passarinhos, com as devidas distâncias sanitárias. Há que imaginar grandes relvados abertos, um pouco de água brilhando ao fundo, muitas árvores,

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | O bulldozer do humanismo (apontamentos para nada)

    1. “Há um esgotamento em todos os começos. As coisas ligam-se umas às outras por cansaço” (Rui Nunes, O Anjo Camponês, 2020, p. 30). 2. “[…] uma resposta

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | O direito ao segredo: lendo José Carlos Soares

    A tosse pequena de um deus Por estes dias, qualquer livro que se leia, filme a que se assista ou meditação que nos assalte parece ver escorregar-lhe o

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Sermos dignos do que nos acontece

    Por estes dias, o imaginário milenar em torno do fim do mundo tem sido, uma vez mais, reacendido pelo êxtase negro da pandemia. Lê-se A Peste, de Camus,

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Deita o livro fora e lê

    1. Foi há quase seis anos. Numa daquelas errâncias pela biblioteca de Castelo Branco, dei de caras com um surpreendente gesto de indeterminação literária. Um livro de Rui

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Cansado de abrir um livro e encontrar o paraíso

    Devo à biblioteca municipal de Castelo Branco o ter descoberto o primeiro livro que li de Rui Nunes. O título, desde logo perturbador, Que sinos dobram por aqueles

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Do amor que os burros não entendem

    Jorge de Sena (1919-1978) não consentiria, decerto, com os laivos de impressionismo na abertura deste texto, tendo ele sido um porta-voz do rigor em tudo quanto mereceu a

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Nada de narrativas

    “[…] a precisão da indecisão, isso é a literatura” (página 170, revista Electra, Alexander Kluge). Invejo saudavelmente o uso dos deíticos, esses relâmpagos certeiros que sabem dividir o

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Lições de amadorismo a partir de ‘Dois Homens em Manhattan’

    Isto podia ser, tão-só, um abono de verdade a favor dessa misteriosa conspiração de coincidências, cosendo ligações insuspeitas entre as coisas e retirando daí a manigância de me

Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | Mozart, McEnroe e o demónio das imagens

    “O cinema mente; o desporto, não”. É com esta citação de Jean-Luc Godard que se abre o documentário John McEnroe: O Domínio da Perfeição (Julien Faraut, 2018), um

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | O inferno somos nós

    Elizabeth Moss não tem um papel fácil em Her Smell (2018) – e confesso ter demorado algum tempo até conseguir perceber o grau de exigência do seu desempenho

Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | A vida numa boa (ou seja, o cinema)

    Aconteceu-me rever esta semana o filme Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola, o épico de guerra sobre o Vietname que atualiza o Coração das Trevas, de Joseph Conrad,

Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | Perturbar a ordem, corrigir o destino: era uma vez Tarantino

    “Tenho de matar uns canalhas”, diz amiúde a viúva negra de Kill Bill, no primeiro de dois filmes de Quentin Tarantino, refulgindo de humorosa vingança nas várias poças

Crónica Cultura Sociedade

Dar Coisas aos Nomes | Os mortos expulsam-nos de qualquer regresso

    O noticiário abre com a fotografia de dois cadáveres, Oscar e Valeria Ramírez, pai e filha, afogados no Rio Grande, fronteira entre o México e os EUA, onde

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Um olhar liso como um vidro: a infância, o real e Sophia

    Não há um poema ou trecho literário que não faça luzir, entre olhos comovidos e recordações temperadas pelo tempo, um pouco de infância. Seria até bastante válida uma

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | A matéria do tempo: recordar para se proteger do passado

    Em entrevista ao C7nema, Dídio Pestana (n. 1978), músico e sonoplasta, nascido em Lisboa, diz “[…] que o Cinema é no fundo aquele momento em que as luzes

Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | Notre-Dame: todo o tempo é irredimível

    Diante o incêndio que deflagrou na Catedral de Notre-Dame na passada segunda-feira, há pelo menos uma ideia feliz a ter em conta e a preservar: a de que

Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | Diante do tempo [parte 2]

      Bernardo Pinto de Almeida, num livro de breves mas fulgurantes apontamentos sobre a Imagem da Fotografia (2014, 2.ª ed.), cita Clint Eastwood como um dos “cineastas do

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Feliz quem um bom dia sai humilde

      Do mais recente filme de Leonor Teles (n. 1992), Terra Franca, poderia dizer-se o que mostram os créditos finais: um álbum de fotografias (anterior ao boom digital),

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Sombras de sombras de sombras

      (Texto lido na Biblioteca Municipal de Ródão, do concelho de Castelo Branco, a 25 de janeiro de 2019, no âmbito do projeto “Vidas e Memórias de uma